|
União Divina
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 48 |
Algumas Considerações Finais
Consideraremos algumas questões que surgem me grupos de cristãos. Por exemplo, quando nos tornamos cristãos, tudo se torna novo. Isto implica que se eu era divorciado antes de ser salvo, depois de sê-lo eu sou uma nova criatura livre para casar? O que dizer se eu fui salvo depois de ter casado uma segunda vez?
Divórcio E Os Novos Cristãos
Uma idéia comum hoje é que se nós éramos divorciados antes de sermos salvos, depois de sê-lo nós ficamos livres para casarmos de novo. Isto é baseado no conceito de que pessoas convertidas se tornam novos indivíduos perante Cristo; o que foi feito é passado, não importa. Este ensinamento é Bíblico?
Este ensinamento é errado. Primeiro, ele não reconhece que as leis de Deus se aplicam para todos os seres humanos. Por exemplo, os mandamentos “não matarás” e “não cobiçar” são aplicados aos cristãos e aos não-cristãos. A diferença está na resposta a estes mandamentos. O cristão deseja sinceramente obedecer a todas as leis de Deus, enquanto o ímpio dá pouca ou nenhuma atenção a estas regras.
O verdadeiro cristão sabe que todas as leis da Bíblia devem ser obedecidas. Não há preceito na Bíblia que possa ser desconsiderado. Portanto, se a Bíblia diz que ele não deve se casar novamente após o divórcio, ele continuará solteiro. Isto é verdade mesmo que ele tenha se divorciado antes da conversão.
Segundo, tornar-se uma nova criatura para Cristo não anula os pecados cometidos. Por exemplo, um assassino é sentenciado à cadeira elétrica, e enquanto aguarda a execução ele é convertido. Por ser um filho de Deus ele nunca será ameaçado com o inferno por causa do assassinato ou qualquer outro pecado cometido. Ele agora está totalmente inocente perante Deus. Isto significa que ele deva deixar o corredor da morte e evitar a execução? No, ele deve ser executado por este crime, a menos que receba um perdão do governador.
Isso também se aplica a um alcoólatra. Por seu alcoolismo, ele está morrendo de cirrose hepática. Então ele se converte, e todos os seus pecados, inclusive o alcoolismo, são perdoados. Isto significa que ele não morrerá de cirrose? Não necessariamente. Normalmente, os efeitos de seu alcoolismo continuam com ele.
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 49 |
Da mesma forma, o homem que estragou sua vida através do divórcio, pode ser perdoado pelo pecado do divórcio e dos outros pecados que cometeu. Quando se converte ele sabe que nunca terá que responder a Deus por nenhum desses pecados.
Contudo, muitos dos impactos dos seus pecados continuam com ele. As leis de Deus sobre o casamento e o divórcio ainda existem. Mesmo que se converta depois do divórcio, a lei de Deus proíbe que ele se case novamente enquanto sua ex-esposa viver. Por isso ele deve permanecer solteiro como Deus ordena.
Isso nos leva a outra questão. O nosso complacente Pai espera que os divorciados vivam suas vidas em total celibato?
Esta questão pode ser respondida de dois pontos de vista. Primeiro, consideremos um casamento que foi rompido por Deus; uma viúva com cinco crianças, uma delas com necessidades especiais.
Biblicamente ela é livre para se casar novamente, e qualquer família precisa de um marido e um pai, e esta certamente também precisa. Atualmente, casamento para esta esposa é algo difícil de acontecer. será difícil encontrar um homem que se disponha a cuidar de cinco filhos, e quase impossível encontrar um que queria as responsabilidades adicionais de uma criança com necessidades especiais.
Deus abandonou essa viúva em uma impossível, terrível situação? Deus é perfeito em suas ações e sabedoria. Quando Deus levou o marido, sabia que a viúva continuaria a viver feliz sem a presença do marido e pai de suas crianças.
Sua vida é diferente da que o mundo considera ideal. Ela pode precisar da ajuda de outros, e pode freqüentemente pedir a Deus sabedoria e paciência. Mas ela pode perceber que a graça de Deus é suficiente. De fato, ela pode experimentar a realidade de promessas como “Eu nunca deixarei você, nunca o abandonarei” (Hebreus 13:5). A graça de Deus é suficiente para os casamentos que foram rompidos por Sua ação, e Sua graça é suficiente para os que tiveram os casamentos rompidos pela conduta do homem.
Segundo, em nossas pecaminosas, tolas mentes, pensamos que como as intimidades experimentadas no casamento são parte necessária de nossa vida, será quase impossível viver em celibato após o divórcio. “Como poderei viver o resto de minha vida sem me relacionar intimamente com o sexo oposto? Certamente Deus é bom e não quer isto para mim,” podemos pensar.
Deus nos fez. Deus nos criou de forma que pudéssemos aproveitar as intimidades do casamento. É Deus que nos assegura que é possível viver feliz sem tais intimidades. Deus declara em 1 Coríntios 7:27, “Você não está ligado a uma mulher? Não procure mulher.” Ele disse nos versículos 32-34:
“E bem quisera eu que estivésseis sem cuidado. O solteiro cuida nas coisas do Senhor, em como há de agradar ao Senhor; mas o que é casado cuida
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 50 |
nas coisas do mundo, em como há de agradar à mulher. Há diferença entre a mulher casada e a virgem: a solteira cuida nas coisas do Senhor para ser santa, tanto no corpo como no espírito; porém a casada cuida nas coisas do mundo, em como há de agradar ao marido.
Estes versículos mostram que há vantagens especiais em permanecer solteiro. Nestes versículos, Deus não está falando de um certo grupo dentro dos cristãos; Ele está falando de todos os que se tornaram filhos de Deus. Jesus ensina em Mateus 19:12:
“Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.”
A definição estrita de um eunuco é alguém que não é fisicamente equipado para Ter relações sexuais. Jesus está ensinado que algumas pessoas se fazem eunucos para alcançar o reino dos céus. Isto não implica que eles se alteraram fisicamente. Eles apenas escolheram viver sem a intimidade física do casamento. Ao negarem a si estas intimidades, eles têm novas e maravilhosas maneiras de viver a glória de Deus.
O mundo em que vivemos prioriza imensamente o ato sexual. Anúncios, novelas, programas de TV, e psicólogos de nossos dias têm convencido as pessoas de que elas não podem viver sem este tipo de intimidade, estaríamos sendo privados da maior bênção que Deus deu ao homem.
Isto é uma mentira. A Palavra de Deus é a verdade. Enquanto Deus indica que há certas bênçãos no casamento – particularmente em cuidar dos filhos – há bênçãos maiores na vida de solteiro.
A pessoa solteira tem a vantagem de Ter mais tempo para servir a Deus fazendo boas ações, como visitar órfãos e ajudar os idosos em asilos. Têm mais tempo para estudar a Bíblia e orar. Pessoas casadas podem também se dedicar para que suas vidas sejam o mais frutíferas possível para Cristo, mas os solteiros podem demonstrar estes ideais no mais alto grau.
A dimensão espiritual de fazer estas ações podem fazer uma grande diferença nas vidas de viúvas, viúvos, divorciados e dos que nunca se casaram. Deus dá conforto especial para os que são solteiros. Quando ele vive em acordo com os princípios de Deus, estas bênçãos se tornam evidentes. Se a pessoa solteira ouve o conselho do mundo, ela pode Ter a arrasadora sensação de que ser solteiro torna uma pessoa um cidadão de segunda classe, sem valor. Este pode ser o princípio da fornicação. Apenas quando as regras de Deus são seguidas a vida de uma pessoa solteira pode se tornar mais vitoriosa que a de uma pessoa casada.
O segundo casamento
Esta questão que estamos encarando é séria, mesmo não sendo possível.
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 51 |
Se a raça humana, liderada pela Igreja, estivesse obedecendo as leis de Deus sobre o casamento e divórcio, haveria poucos segundos casamentos. Mas por causa do repúdio às leis de Deus sobre a santidade do casamento, o problema tem crescido. Onde quer que formos encontraremos pessoas que se casaram depois do divórcio.
O segundo casamento é um casamento adúltero porque a esposa está presa ao marido enquanto ele viver. Romanos 7:3 diz:
“De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera, se for doutro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for doutro marido.”
A esposa é adúltera se casa com alguém enquanto seu ex-marido ainda está vivo. Ela é adúltera porque seu primeiro casamento foi rompido pelo divórcio, e o segundo casamento também é afetado.
Na Bíblia, há numerosos exemplos de homens com diversas esposas: Jacó teve quatro esposas, Davi teve muitas esposas, e Salomão teve setecentas esposas e trezentas concubinas, mas estes foram exceções. O exemplo usual é de uma esposa. Como Adão, Noé, Isaac e Moisés.
Também consideramos que a Bíblia nunca instruiu um homem a se divorciar de sua esposa. Isto é ressaltado quando lembramos do princípio de “um homem, uma mulher”. Deus não disse a Adão que três, quatro ou várias se tornariam uma só carne. Ele instruiu a raça humana no princípio de que dois se tornariam um (Gênesis 2:24). Apesar de Gênesis 2:24 não usar o número “dois”, o versículo fala de um homem se unindo a uma esposa (não esposas), “Por isso, um homem deixa seu pai e sua mãe, e se une à sua mulher, e eles dois se tornam uma só carne.” Jesus se refere a este versículo em Mateus 19:5 e Marcos 10:8. Em ambos testes versículos Ele declara que os dois se tornam um só.
Por isso, devemos esperar que Deus exija dos que violaram a lei desposando inúmeras mulheres, que se divorciem delas. Tal coisa não é feita por Deus.
Devemos entender que mesmo que Deus tenha estabelecido que o casamento ideal é um homem, uma mulher, Ele permitiu que a raça humana quebrasse esta lei tendo múltiplas esposas. Em nenhum lugar da Bíblia Ele exige que alguém que acredita nele se divorcie das esposas “extras”.
A razão para isto provavelmente está no fato de que mesmo o casamento com uma Segunda esposa é ainda um casamento. Mesmo estando completamente errado, Deus ainda o considera um casamento. Logo, a Segunda esposa torna-se presa ao marido do mesmo modo que a primeira. A partir do momento que esta ligação ocorre, ela não pode ser quebrada. O casamento com uma segunda esposa fere o princípio ideal de que deve haver um marido, uma esposa, mas o segundo casamento é ainda um casamento, e por isso não pode haver divórcio.
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 52 |
Quando um homem se divorcia de sua primeira esposa, ela ainda está presa a ele de acordo com o ponto de vista de Deus. Portanto, quando ele casa com uma outra mulher enquanto a primeira esposa ainda está viva, há duas esposas ligadas a ele. O ato de divorciar-se da primeira esposa foi um grave pecado. Do mesmo modo, o casamento com uma segunda mulher foi também grave pecado. Mas o segundo casamento é também um casamento, e por isso não pode haver divórcio da segunda esposa. Este casamento deve continuar até que a morte os separe.
Um segundo ou terceiro casamento nestas circunstâncias está longe do ideal. Tendo em vista o primeiro casamento, isto é adultério. Ainda há responsabilidades para com a primeira esposa. Pensão alimentícia e cuidados com os filhos são as mais óbvias, mas há responsabilidades morais e espirituais e conflitos que podem continuar a atrapalhar quem arrogantemente violou as leis de Deus. Infelizmente, os filhos freqüentemente sofrem muito por causa dos pais egoístas.
Mais que isso, tal marido não pode ser um pastor, um élder, nem mesmo um diácono na Igreja. Em 1 Timóteo 3 Deus especificamente instrui que um homem para ser pastor, élder, ou diácono na Igreja deve ser casado com apenas uma esposa. Em Romanos 7:3 Deus fala do marido de uma mulher que se casara com outro, enquanto ele ainda vivia. Deus considera que ela tem dois maridos, mesmo que ela esteja legalmente divorciada do primeiro. Do mesmo modo acontece com o homem. Portanto, ele não tem as qualificações que Deus deseja para um pastor, élder, ou diácono.
Apesar das dificuldades de um segundo ou terceiro casamento depois do divórcio, ele ainda é um casamento. Os cônjuges deve viver como se fosse o seu primeiro casamento.
Graças a Deus, se eles se tornam cristãos verdadeiros, eles sabem que os pecados relacionados com o divórcio e o casamento são expurgados pelo sangue de Cristo. Cristo veio pelos pecadores, não pelos corretos. Independentemente de quão sujos sejam os pecados cometidos, quando Jesus se tornou nosso Salvador, ele pagou por todos os nossos pecados.
Isso nos leva ao último grupo de questões que devemos considerar neste estudo. Se um segundo casamento deve ser vivido como o primeiro, com completa segurança de que os pecados relativos à ele e ao divórcio serão perdoados, por que não simplesmente casar-se de novo e depois pedir perdão a Deus? Suponha que eu já esteja casado com alguém, mas eu desejo casar-me com outrem por quem me apaixonei. Por que não ir em frente e casar com esta pessoa, após me divorciar da primeira? Se eu estiver divorciado, eu posso me casar com outra pessoa antes de me acertar com Deus? Deste modo eu também posso ter meu segundo casamento em Cristo, e não preciso viver o resto de minha vida em celibato.
Efetivamente, que fizer algo deste modo, estará se comportando como
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 53 |
um adversário do Deus Todo-Poderoso. É como se ele dissesse: “Eu posso pecar quanto eu quiser e ainda assim serei perdoado. E Deus deverá me salvar quando eu estiver pronto.” Tal pessoa está brincando com Deus como Israel testou Deus quando disse que Ele estava levando-os à destruição. Deus alerta em I Coríntios 10:9: “Não tentemos ao Senhor, como alguns deles tentaram, e morreram vitimados pelas serpentes.”
O pecado específico que Deus tem em vista está registrado em Números 21:5-6:
“E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil.”
A nação de Israel acusou Deus de ser muito severo me levá-los do Egito para um lugar inóspito, onde eles deveriam viver de acordo com os preceitos de Deus. Suas queixas contra Deus apenas piorou sua situação.
Então, também estes que insistem em viver a seu próprio modo estão realmente fazendo com que Deus seja severo. Eles insistem em não obedecer a Deus.
A Israel antiga insistiu em viver como queria e o resultado foi a fúria de Deus. Podemos esperar que Deus trate de modo diferente os que decidem fazer o que querem em relação a assuntos tão importantes como casamento e divórcio? De fato, é algo muito sério para alguém desafiar Deus!
Além disso, a idéia de que “posso pecar o quanto quiser e serei perdoado”, é totalmente errada e não reconhece a natureza da graça de Deus.
A raça humana não é o fator determinante na salvação. Apenas Deus decide quem deve ser salvo. Ele vem a nós e nos diz para acreditar em Cristo como Salvador, e alerta: “Como poderemos nós escapar do castigo, se não dermos atenção a uma salvação tão grande?” (Hebreus 2:3). Ele exorta: “Por isso mesmo, irmãos, procurem com mais cuidado firmar o chamado que escolheu vocês. Agindo deste modo, nunca tropeçarão.” (2 Pedro 1:10).
Com tais alertas e exortações, como pode alguém deliberadamente se rebelar contra Deus em questões como divórcio e casamento após o divórcio? Estes não são pecados em que alguém se envolve acidentalmente. São pecados que requerem planejamento deliberado e ações determinadas durante um período de tempo considerável. Se o coração de alguém é rebelde e duro o suficiente hoje para cometer tal pecado, a probabilidade é de que esta pessoa não seja salva. Mais que isso, é evidência de que Deus não está escolhendo esta pessoa para a salvação. Se Deus está deixando que ele se envolve em tal rebelião hoje, que certeza podemos ter que depois Deus será benevolente com ele, e amolecerá seu coração, para depois salvá-lo?
Nunca podemos presumir as misericórdias de Deus. Hoje é o dia da salvação. Ninguém tem nenhuma garantia ou promessa de que estará vivo amanhã. Como pode saber se amanhã estará em paz com Deus?
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 54 |
Divorciar-se ou casar-se de novo após o divórcio, sabendo que tais ações são contrárias à vontade de Deus, é a mais tola e perigosa atitude que alguém pode ter. O único modo de viver é de acordo com as leis de Deus. O melhor momento para viver de acordo com as leis de Deus é agora.
Como isto aconteceu?
O problema do casamento e do divórcio é tão sério e catastrófico que ficamos impressionados com a distância que há entre a Igreja e a verdade. Cinqüenta anos atrás o divórcio era um dos piores elementos do mundo em que o pecado era visível. Porque a Igreja não conseguiu conter o pecado, o mundo não se importava mais com isso, pois a Igreja é de alguma forma, a consciência do mundo.
Então, surge uma cuidadosa esposa que é casada com um adúltero. A Igreja começa a se perguntar: “Esta esposa deve continuar casada com tão terrível marido?” Então, em sua simpatia e compaixão, a Igreja reestudou a questão do divórcio por adultério e finalmente decidiu: “A Bíblia permite o divórcio por adultério.” E a porta foi aberta para que não apenas esta esposa, mas várias outras na congregação pudessem se divorciar dentro das leis da Igreja. e a partir disso o divórcio começou a se multiplicar pelo mundo.
Outra esposa foi largada pelo marido e tinha de trabalhar sozinha para cuidar de suas crianças, mas havia um bom cristão que a amava e desejava casar-se com ela. Certamente, eles pensaram, está de acordo com a vontade de Deus que estas crianças tenham um pai cristão para cuidar delas.
E de novo, a Igreja em sua compaixão por esta mulher, estuda as possibilidades de divórcio por abandono e de casamento após o divórcio. E novamente a vitória foi assegurada. De fato, os teólogos se convenceram de que a Bíblia permite o divórcio nestas circunstâncias, e por isso a esposa poderia se divorciar do péssimo marido para se casar com o bom cristão que a amava.
Muitos na Igreja hoje acreditam que têm as bênçãos de Deus para se divorciarem e casarem novamente. De fato, mesmo diáconos e pastores estão se divorciando e casando novamente. E o mundo, seguindo o que a Igreja diz, está se tornando uma terra de lares partidos.
Simultaneamente, a Igreja, mostrando este caminho para o mundo, dá base para o pecado do controle de natalidade. Não apenas encoraja o mundo a ir cada vez mais fundo neste pecado em particular, como também abre as portas para a fornicação. Quarenta anos atrás era considerado extremamente aviltante e repugnante que casais não casados vivessem juntos. Hoje é comum. De fato, restrições sexuais de todos os tipos têm desaparecido.
Junto com todas essas violações das leis de Deus para a proteção da unidade familiar, surgiram homens, mulheres e crianças com suas vidas
Capítulo 10. Algumas Considerações Finais
|
| 55 |
arruinadas porque suas famílias foram irrecuperavelmente separadas. Isto é tão grave que nenhuma palavra pode descrever adequadamente esta história.
Não é bom que o julgamento de Deus esteja sobre a Igreja de hoje. A responsabilidade pela destruição da instituição do casamento e da unidade familiar recai primeiro sobre a Igreja, que entendeu que a Palavra de Deus diz que o divórcio não deve acontecer. A Igreja é a instituição que está rescrevendo as leis de Deus para perdoar os pecados de seus membros.
O que podemos fazer? Devemos fazer o que sempre deve ser feito quando encontramos o pecado em nossas vidas. Devemos nos afastar destas leis que permitem o divórcio. Devemos pedir a Deus por sua misericórdia e perdão.
Não devemos esperar que a Igreja concorde que pequemos. Devemos repensar se estamos tirando conclusões erradas sobre estas questões. E a Igreja deve também repensar.
Infelizmente, poucos fazem isso. Os pecados que acontecem e são aceitos, e que tem vagarosamente destruído a instituição do casamento, estão tão difundidos e arraigados em nossas Igrejas que é difícil acreditar numa reflexão por parte das pessoas. Isso acontece especialmente porque estamos próximos do fim do mundo. Estes pecados evidenciam o cumprimento da profecia. Que Deus tenha piedade de nós.
Mas graças a Deus, estes que desejam verdadeiramente obedecer a Palavra de Deus podem ainda se direcionar para ter uma vida mais sagrada. Se descobrimos as práticas e doutrinas erradas em nossas vidas, podemos repensá-las. Deus é magnânimo. Ele perdoa, e hoje a Bíblia é um guia para nossas vidas como ela jamais foi.
Apesar de não podermos mudar a destruição da família que ocorre ao nosso redor, individualmente podemos crescer na santidade tornando-nos mais obedientes. Isto é o que todo filho de Deus deseja de coração.
|