União Divina





Capítulo 9.     O Namoro
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O Namoro

    O problema potencial de um casamento entre um cristão e um ímpio é tão grande que um cuidado especial deve ser tomado pelos que pensam em se casar. Quanto cuidado uma pessoa solteira deve ter com outra de quem está gostando? A resposta é que deve haver cuidado em excesso.
    É de absoluta importância que cada um conheça bem o outro antes do casamento. O namoro e noivado como os conhecemos existem para que haja tempo para este conhecimento.

Tome cuidado com quem você namora

    Obviamente, se uma pessoa descobre que outra pessoa é divorciada e seu cônjuge ainda vive, é tolice namorá-la. Mesmo se a pessoa divorciada tiver ser tornado um filho de Deus, o casamento não deve acontecer; mesmo que o divórcio tenha ocorrido antes da pessoa ser salva, não deve haver outro casamento. É extrema negligência namorar tal pessoa.
    Antes de duas pessoas ficarem interessadas uma na outra, é importantíssimo que elas prestem atenção à condição espiritual de seu parceiro em potencial. Quão terrível seria se uma pessoa parecesse salva, mas depois da lua-de-mel o cônjuge salvo descobre que seu parceiro não crê no Senhor!
    Se nos primeiros encontros o cristão não encontra evidência de que o outro é um filho de Deus, então o namoro deve terminar. O amor romântico consegue cegar as pessoas mais do que elas admitem. Porque uma pessoa não cristã parece estar interessada em coisas cristãs e pode ter diversas qualidades atraentes, é fácil enxergar apenas as qualidades atraentes.
    Diversas esposas, que descobrem depois do casamento que ela era casada com um ímpio, não teve cuidado suficiente no namoro. Ela pode ter percebido que não estava tudo bem espiritualmente com o homem que estava namorando, mas ela estava cada vez mais atraída por ele, ela começava a pensar sobre o que ele poderia vir a ser. Certamente, ela pensa, sua influência é tão grande em sua vida que se ele não é cristão, ela irá testemunhar para ele e orar por ele, e ele irá ser salvo. Enquanto isso, ela fica mais e mais cega pelo amor romântico.
    Ela então já violou duas importantes regras. Primeiro, namoro, noivado e casamento não são esforços missionários. Se ela deseja testemunhar aos ímpios, há milhares de pessoas ao redor que precisam desse testemunho. A

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arena do romance não é lugar para trabalho missionário; ela existe para que haja, pela graça de Deus, um casamento abençoado.
    Há instâncias em que um filho de Deus tem a grata experiência de ver um namoro ser abençoado por Deus. Estas exceções não dão base para que um cristão namore um ímpio porque várias emoções estão envolvidas no amor. A menos que seja claro, evidente, que o namorado é um filho de Deus a única ação sensata a fazer é terminar o namoro.
    Suponha que no começo do namoro há boas evidências de que ele não é um filho de Deus, mas o namoro continua por causa das diversas qualidades atraentes que há na pessoa. O cristão sabe a importância da salvação e encoraja o ímpio a ler a Bíblia, orar, e freqüentar a Igreja. Por estar apaixonado pela cristã, o ímpio tenta agradá-la cada vez mais. Ela, como cristã, ela ficará cada vez mais certa de que o espírito de Deus está operando no coração do namorado. Se não estiver, por que ele vai à Igreja tão freqüentemente? Por que parece estar tão interessado na Bíblia?
    Às vezes ele diz ou faz coisas que não têm nada a ver com os atos de um cristão, mas por estar apaixonada, ela supera seus medos e tenta ver a graça de Deus em sua vida. Quando pais e amigos expressam preocupação, ela não dá atenção. Pelo tempo em que está apaixonada, ela está convencida de que a graça de Deus está presente em sua vida. Ela esta certa de que depois de casados, ele entrará no caminho de Deus.
    Então eles se casam. Agora ele a tem como esposa. Depois que a lua-de-mel acaba ele sabe que não precisa continuar a tentar agradá-la. Ir à Igreja e estudar a Bíblia o chateiam, e breve ele pára de fazer essas coisas. A noiva descobre consternada que está casada com um ímpio. Ela vê também, que deverá ficar casada com ele até que a morte os separe.
    Devido ao fato de o marido não se importar com as regras de Deus sobre o divórcio, quando ele fica cansado de viver com uma esposa que valoriza ir à Igreja e ler a Bíblia, acaba procurando o divórcio. Isso pode acontecer depois que a família cresceu e há muitos filhos.
    Então a esposa cristã se divorcia. De acordo com a Bíblia, ela nunca deve se casar de novo enquanto seu marido viver. Em sua rebelião contra Deus, ele desposa alguém mais, e ela é deixada com a responsabilidade de cuidar dos filhos.
    Infelizmente este é um triste cenário que se repete cada vez mais em nossos dias. Se os que podem se casar pensassem sobre as conseqüências do casamento, escolheriam melhor quem namoram.
    Alguém pode dizer que o namoro é inocente e não necessariamente deve levar ao casamento. Mas todo namoro, por mais inócuo, superficial e inocente que pareça, é uma preliminar do casamento. Normalmente, todo casamento começa com um namoro. Namorar é um ritual que prepara o casal para um casamento bem sucedido.

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    Por isso, durante o namoro o foco devem ser aspectos espirituais, tais como: o que é salvação? O que significa nascer novamente? O que é o verdadeiro evangelho? Se casamos, qual Igreja devemos freqüentar? Se Deus nos dá filhos, o que fazer quanto ao batismo? E sobre a educação destas crianças? Em que tipo de escolas devemos colocá-las? Qual é a principal regra para a esposa no lar? Ela deve sustentar a casa ou cuidar do lar? E sobre as crenças da família? E o que dizer da responsabilidade de andar no caminho de Deus? E quanto ao controle de natalidade? E como estas há varias outras perguntas.
    Encarando estas questões antes do casamento, no mínimo duas vantagens haverá. Primeiro, isto proporcionará um espaço para o exame da percepção espiritual de cada pessoa. Duas pessoas podem se convencer de que outro é filho de Deus, mas se o acordo não é alcançado nestas questões, há sérias dúvidas quanto à prosperidade do casamento. Entrar em um relacionamento como o casamento quando há desacordo nesses pontos é muito perigoso. Os desacordos certamente aumentarão com o passar do tempo.
    Por outro lado, ao enfrentar honesta e abertamente estas questões sobre o casamento, uma sólida fundação é construída para um casamento feliz e abençoado por Deus. Se há honesto acordo nestas questões, o casal começará o casamento seguro de que a harmonia prevalecerá.


CAPÍTULO 10