O Fenômeno de

Falar em Línguas


      Na Bíblia, Deus repetidamente descreve a natureza pecaminosa da igreja. Hoje, muito do que não é Bíblico acontece nas congregações e denominações. Não é apostasia que acontece em seitas e cultos, que obviamente estão sob o poder de Satanás; isso acontece em igrejas evangélicas que relatam a Bíblia. Para nossa maior consternação esses pecados se aplicam em alto grau a muitas das mais conservadoras igrejas e denominações contemporâneas.

      Na Bíblia, podemos aprender como Deus eventualmente planeja destruir a igreja do Novo Testamento que gradativamente cresce cheia de pecado. Não será por ação política. Não será por uma ideologia como o comunismo. Será por atividades satânicas operando através de falsos evangelhos que se parecem tanto com o verdadeiro Evangelho que até mesmo os eleitos seriam enganados, se isto fosse possível.

Deus usa Satanás para Destruir.

      A Bíblia revela que próximo ao fim do mundo, Satanás se tornará o controlador dominante dentro das congregações. Em II Tessalonicenses 2, Deus fala sobre o pecado do homem tomando o seu lugar no templo. Será visto que o pecado do homem pode ser somente Satanás. Mateus 24:24: “Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas, que farão tão grandes sinais e prodígios que se possível fora, enganariam até os escolhidos”.

      Em Apocalipse 13:7, Deus nos informa: “E foi lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los: E deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua e nação”. Apocalipse 13, fala da besta que sai da terra. A besta pode ser somente Satanás e seu domínio quando ele controla através de falsos evangelhos. Neste sentido, ele é capaz de destruir as igrejas que estão sob o julgamento de Deus. Assim ele é capaz de vencer os santos, os verdadeiros crentes, dentro das congregações.

      A destruição da igreja do Novo Testamento não é através da destruição política, mas por meio de ação da igreja que por si mesmo torna-se apóstata. Indícios e orientações de como que isso se concretizará, pode ser aprendido através do comportamento de Deus com a velha Israel, porque Israel é uma espécie de imagem ou representação da igreja do Novo testamento. O que aconteceu a nação de Israel nos dá uma visão do que acontecerá as congregações de nossos dias. Você se lembra que após a morte de Salomão, Deus dividiu as doze tribos de Israel em duas nações? Dez das tribos se tornaram uma nação chamada Israel que tinha sua capital chamada Samaria. Duas das tribos, Judá e Benjamim se tornaram a nação de Judá, que tinha sua capital em Jerusalém. Deus quis colocar em prova ambas as nações. Essas provações envolveram as

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nações contemporâneas. Durante os dias da morte das dez tribos, a provação envolveu a nação da Assíria. O povo de Israel olhou com anseio os belos cavalos e as belas vestimentas dos Assírios e pensaram que os deuses Assírios deveriam ser deuses vitoriosos. E se lançaram na devassidão com a Assíria. Começaram a adorar os ídolos dos Assírios, uma nação cuja a linguagem eles não entendiam, e Deus usou os Assírios para destruir Israel.

      Então, a nação de Judá começou praticar idolatria com os deuses Babilônios e Assírios. Eles viam o grande sucesso dessas nações (os belos cavalos e trajes), e todas outras coisas mais que viam junto a isso, e Judá começou a ansiar por esses deuses. A Babilônia também era uma nação cuja língua eles não entendiam.Foi essa nação que destruiu Judá no ano 587 A .C. Este é o cenário que Deus nos dá para nos guiar até a verdade referente a destruição da igreja do Novo Testamento.

A Longa provação de Deus para a Igreja

      O princípio de uma provação é encontrado repetidas vezes na Bíblia. Israel, por exemplo, foi testada por Deus quando Moisés deixou seu povo, por quarenta dias para receber as tábuas da lei no Monte Sinai. Israel falhou no teste, fazendo e adorando deuses de argila. Como resultado, a ira de Deus veio sobre eles e cerca de três mil pessoas foram mortas (Êxodo 32).

      O número quarenta na Bíblia ou um múltiplo de dez do número quarenta como quatrocentos, pode ser um sinal que provação está em andamento. O povo de Israel ficou no deserto durante quarenta anos após a saída do Egito. Eles falharam no teste; poucos confiaram em Deus. A Bíblia fala em Josué 5:6.

"Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel, pelo deserto, até se acabar toda nação, os homens de guerra, que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do Senhor; aos quais o Senhor tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o Senhor jurara a seus pais dar-nos, terra que mana leite e mel."

      Significativamente, isso pode mostrar que se passaram exatamente quatrocentos anos da época que Israel saiu do Egito (1447 A .C.), e Saul se tornara rei de Israel (1047 A .C.). Esse fato ocorreu no tempo de Samuel, que foi o último dos profetas de Deus a julgar Israel. Quando Samuel estava velho, o povo Judeu veio até ele e pediu por um rei para governá-los. I Samuel 8:4-7:

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"Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá. E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos. Constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém esta palavra pareceu mal aos olhos de Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos julgue. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te disserem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles."

       Saul sob a orientação de Deus se tornou rei, exatamente quatrocentos anos após Israel ter saído do Egito. O povo de Israel falhou no teste ao não aceitar a direta orientação de Deus sobre eles. Uma outra provação interessante em relação ao número quarenta, está no Livro de Jonas. Jonas foi instruído a pregar contra Nínive por causa de sua maldade (Jonas 1:2).Jonas 3:4: “E começou Jonas a entrar pela cidade caminho dum dia, e pregava, e dizia: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”.

       Maravilhosamente, o povo de Nínive foi vitorioso em seu teste. Jonas 3:5 e 10, diz: “E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram em jejum, e vestiram se de saco desde o maior até ao menor... E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez”.

       Talvez a maior das provações tenha ocorrido no Novo Testamento quando o Senhor Jesus Cristo tomou uma natureza humana e foi colocado a prova. Lucas 4:1-2:

“Jesus, cheio de Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto. E quarenta dias foi tentado pelo diabo, naqueles dias não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome”.

       O primeiro Adão foi testado no Jardim do Éden, e o segundo Adão, Cristo, também foi testado. O primeiro Adão falhou no teste por desobedecer a Deus e assim arrastou a raça humana para o pecado, mas Nosso Senhor foi vitorioso no teste. Ele permaneceu totalmente obediente a Deus. Sua perfeita obediência fez do incompreensível reino de Deus uma realidade para todos que acreditam Nele. Obviamente, o princípio que Deus testa a raça humana está firmente estabelecido na Bíblia.

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      A igreja do fim dos tempos, também está revestida com uma provação. Infelizmente, a Bíblia mostra que a igreja do fim dos tempos falhará em sua provação, assim como Adão e Eva em sua época falharam e como a velha Israel que também falhou. A igreja falhará em sua provação e ficará sujeita a ira de Deus, assim como veio o julgamento de Deus quando Adão e Eva falharam em sua provação.

A Provação Final de Deus

       A provação que é identificada com com o fim da era igreja está focada em uma nação cuja linguagem, a congregação não entende. Deus dá pelo menos dois indícios enfáticos no Velho Testamento ressaltando a natureza da provação final. O primeiro indício está em Deuteronômio 13:1-

"Quando profeta o sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio. E suceder o tal sinal o prodígio de que te houver falado dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los. Não ouvirás as palavras daquele profeta o sonhador de sonhos; porquanto o Senhor Vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma."

       Deus diz claramente que Ele está provendo, isto é, testando a congregação através da atividade de um falso profeta dentro de seu meio. Devemos conhecer a respeito do caráter desse profeta e a natureza do seu ensinamento.

       A introdução do Capítulo 13 de Deuteronômio, é o último versículo de Deuteronômio 12, onde Deus adverte a congregação: Tudo o que eu vos ordeno, observareis; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”. Deus diz que o homem não acrescentará nem diminuirá nada da Palavra de Deus. Reconhecer a Palavra de Deus como Sua Palavra e ter um intenso desejo de ser obediente a tudo isso, é de fato, adorar a Deus. Por outro lado, acreditar que existe uma fonte adicional de informação divina (crer que um sonho, visão, ou língua que vem de Deus e na verdade não é), realmente, é estar adorando um deus que não é o Deus da Bíblia. Deus dá a mesma advertência no Novo Testamento em Apocalipse 22:18-19:

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as Palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste
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livro. E, se alguém tirar quaisquer palavra do livro desta profecia, Deus tirará sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, estão escritas neste livro."
      “Este livro” somente pode ser a Bíblia. Apenas a Bíblia em sua inteireza é a Palavra de Deus. Qualquer mensagem adicional verbalizada ou articulada supostamente vinda de Deus que é entregue através de um sonho, visão ou por qualquer outro significado, é um adicional à Bíblia. Porque Deus não adiciona nada a divina revelação que é a Bíblia, se alguém capta essas mensagens e acredita que elas vêm de Deus, está na verdade adorando um outro deus que não é o Deus da Bíblia. Deus orienta no versículo 18, que qualquer um que cometa este pecado está sujeito as pragas descritas na Bíblia, isto é, está sujeito à condenação eterna.

      Deuteronômio 13, diz que o falso profeta é um sonhador de sonhos, isto é, ele está convencido que aquilo que ouve em seus sonhos é de Deus. O sinal ou o prodígio, que o relato profético de seu sonho ou visão, vem de passagem, por isso ele acredita que recebeu uma visita sobrenatural, entretanto como a mensagem recebida não veio de Deus, ela tem de ser de Satanás. Quando o falso profeta ensina que a mensagem que recebeu em sonho ou visão era de Deus e por isso é a Palavra de Deus, ele está estimulando as pessoas a se dirigirem a um outro deus que não é o Deus da Bíblia. Este ensinamento é um sério pecado mortal com a congregação. Deuteronômio 13, diz que esse profeta tem que ser condenado a morte, ainda que ele seja um ente querido de alguém na congregação.

      As frases chave desses versículos em Deuteronômio 13 são, “Por quanto o Senhor vosso Deus vos prova” (ou vos testa) e “para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma”. Essas frases ensinam alguma coisa a respeito da provação final de Deus para a igreja. Deus fala claramente, que Ele testará a congregação, permitindo aqueles que dizem declarar a Palavra de Deus, mas que são falsos profetas (porque suas fontes são outras, que não é a Bíblia), de estarem dentro da Congregação.

I Coríntios 14 dá um Indício a Respeito da Provação Final.

      A Segunda evidência do Velho Testamento em relação a provação final que virá contra a igreja é mesma que veio contra a velha Israel. O ponto de referência para este sinal está no Novo Testamento, I Coríntios 14:21: “Está escrito na lei: Por gente doutras línguas, e por outros lábios, falarei a este povo; e ainda assim me não ouvirão diz o Senhor”.

      Para entender este indício, deve-se conhecer o contexto no qual está

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inserido. I Coríntios 14 relata o fenômeno de línguas, que estava presente na igreja em Corinto. Algumas pessoas naquela igreja, receberam de Deus, como uma dádiva do Espírito Santo, mensagens em uma linguagem (uma língua) que nenhum deles ou ninguém mais na congregação podiam entender. Em Coríntios 14:2, Deus fala desse fato como “em espírito fala de mistérios”.

      Junto com aquela congregação Deus deu a certas pessoas a dádiva da interpretação. Como significado desta dádiva divina, a mensagem recebida em língua se fez entendível à congregação. I Coríntios 14:5, nos informa que quando a mensagem de línguas foi interpretada, edificou-se a congregação.

      Esse fato foi um acontecimento espiritual válido na igreja em Corinto. Eles possuíam somente aquela parte da Bíblia que hoje é chamada de Velho Testamento. Deus ainda estava quebrando o silêncio entre o sobrenatural e o natural quando deu as mensagens para Paulo, João, Pedro e Âgabo. (Atos 11:28). Porque essas mensagens vieram de Deus, foram então, acrescidas à Sagrada Escritura. O Novo Testamento ainda não havia sido concluído, mesmo com esses acréscimos, as igrejas daquela época tinham uma palavra de Deus incompleta. Ao mesmo tempo que era possível aos apóstolos receberem mensagens diretas de Deus, haviam pessoas na igreja de Corinto que recebiam mensagens de Deus em uma língua. As mensagens podiam ter sido em forma de uma oração, louvor, ou uma revelação. Não obstante, era uma mensagem de Deus, por isso foi um acréscimo a palavra escrita daquela época.

      No centro da dissertação do fenômeno de línguas (I Coríntios 14:21), está uma referência a lei do Velho Testamento na qual Deus tinha escrito aquilo através de línguas, onde Ele poderia falar as pessoas e elas não ouvirem. Deus fala a respeito de línguas em Deuteronômio 28. Moisés dirigiu o povo de Israel quando estavam para entrar na terra prometida. Moisés avisou aos Hebreus que eles não estariam satisfeitos com o Evangelho trazido por ele, “Porquanto não haverás servido ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de coração, pela abundância de tudo”. (Deuteronômio 28:47). O resultado da rebelião do povo de Israel contra Deus foi a punição. E isso, está narrando nos versículos de Deuteronômio 28. Os versículos 48 e 49, resumem esse fato:

"Assim servirás aos teus inimigos, que o Senhor enviará contra ti, com fome, e com sede, e com nudez, e com falta de tudo; e sobre o teu pescoço porá um jugo de ferro, até que te tenha destruído. O Senhor levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás."
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      Esta passagem da lei falada em I Coríntios 14, diz respeito ao fenômeno de línguas. As dez tribos de Israel, foram destruídas por seu inimigo a nação da Assíria depois que Israel cedeu ao espírito mundano e promíscuo com os Assírios. Como resultado da rebelião do povo de Israel, Deus fez com que a nação Assíria, nação esta que Israel não conhecia a língua, destruísse o povo Hebreu. Deus deu uma advertência fina a respeito deste fato, alguns anos antes de acontecer. Essa advertência é encontrada em Isaías 28:11-12:
"Pelo que por lábios estranhos e por línguas, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, daí descanso ao cansado; este é o refrigério; mas não quiseram ouvir."

      A conseqüência do julgamento de Deus sobre Israel ocorreu cento e vinte dois anos mais tarde. A nação de Judá correu como uma mulher dissoluta após a Babilônia, uma nação pagã cuja língua eles não entendiam, e a Babilônia é a nação que destruiu Judá no ano 587 A .C. Alguns anos antes o povo de Judá, havia sido avisado pelo profeta Jeremias. Jeremias 5:15-17:

"Eis que trarei sobre vós uma nação de longe, ó casa de Israel, diz o Senhor; uma nação robusta, uma nação antiquíssima, uma nação cuja língua ignorarás; e não entenderás o que ela falar. A sua aljava é como uma sepultura aberta; todos eles são valentes. E comerão a tua sega e o teu pão, que haviam de comer teus filhos e tuas filhas; comerão as tuas ovelhas e as tuas vacas; comerão a tua vide e a tua figueira; as tuas cidades fortes; em que confiavas, abate-las-à a espada."

      Deus está enfocando uma nação “cuja língua ignorarás”. Esta passagem também é referenciada na sinistra linguagem de I Coríntios 14:21.

Dois Princípios Importantes

      Deuteronômio 13,28, I Coríntios 14 e o julgamento estão relacionados ao fim da igreja, quando dois princípios importantes são considerados.

      O primeiro princípio é que a velha Israel era uma imagem ou tipo da igreja do Novo testamento. O julgamento de Deus sobre Israel por causa do seu adultério espiritual, lança luz na natureza do julgamento divino na igreja do Novo testamento por causa da sua rebelião espiritual.

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      O segundo princípio é que Deus coloca provações para o ser humano. Em Deuteronômio 13, observou-se que com a igreja uma provação envolverá falsos profetas que recebem mensagens sobrenaturais. Esses falsos profetas induzirão as congregações a seguirem outros deuses revelando suas experiências sobrenaturais que vêm de uma outra fonte que não é Deus. Estes dois princípios Bíblicos fazem compreender como Deus julga o fim da igreja.

Línguas: Provação do Fim dos Tempos

       A questão que pode ser levantada: Porque Deus extensivamente escreve em I Coríntios 12,13 e 14 a respeito do fenômeno de línguas? Alguém pode ser surpreendido ao ler na Bíblia a respeito desses fenômenos temporários. Poucas décadas após a ocorrência desse fenômeno na igreja em Corinto, as visões do Livro de Apocalipse foram recebidas pelo Apóstolo João na ilha de Patmos. O Livro de Apocalipse termina com o aviso de que se alguém adicionar palavras a ele estará sujeito a pragas; por isso não poderá existir mais adiante nenhuma revelação de Deus através de visões, vozes, línguas ou qualquer coisa semelhante. Assim o fenômeno de línguas que ocorreu em Corinto, também chegaria ao fim. Daquela época em diante, até nossos dias não se espera que Deus envie uma mensagem por esse ou qualquer outro meio além do que Ele tem nos dado na Bíblia.

       Parece que o fenômeno de línguas proveniente de Deus teve vida curta e ficou confinado dentro da igreja em Corinto. Mesmo naquela época, isso foi um fato acidental, assim a questão continua: Por que Deus escreveu longamente a esse respeito?

       A resposta está inserida nestes três capítulos de I Coríntios que relatam o tema de línguas como uma provação de Deus para o fim da igreja. Deus plantou a árvore do conhecimento do bem e do mal no Jardim do Éden, o que foi a provação dos nossos primeiros pais. Satanás viu a sua oportunidade nessa provação, para tentar e escravizar o homem no pecado. Na advertência e provação de Deuteronômio 13, Deus permite um falso profeta enganar algumas pessoas dentro da congregação. Deus coloca as provações, contudo é Satanás quem usa as provações como oportunidade para guiar as pessoas para fora do caminho do bem.

       Deus estabeleceu o fenômeno de línguas, registrado em I Coríntios 12,13 e 14 como teste para o fim da era da igreja. Deus deu o verdadeiro presente de línguas, brevemente em Coríntios para que o fim da era das igrejas; fiéis ou infiéis a Palavra de Deus pudesse ser descoberto.

       Foi permitido a Adão e Eva comer os frutos de todas as árvores do Jardim do Éden, exceto uma. Deus proveu excessivas benções de aromas

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e deliciosas frutas das árvores para satisfazer as necessidades do homem. Lúcifer queria o homem para servir a Satanás ao invés de Deus, e tentou Adão e Eva para que pensassem que estavam deixando de fazer algo importante se não provassem a fruta de uma árvore que havia sido plantada fora dos limites do paraíso.

      Através da Bíblia a igreja é relembrada das generosas bênçãos que cuidam da salvação. As bênçãos são muito maiores do qualquer pessoa mereça; são
tão maravilhosas que nossos corações continuamente devem orar a Deus. Uma incidental e pequena bênção brevemente recebida por umas poucas pessoas na igreja em Corinto (isto é, seres capazes de receber uma mensagem adicional de Deus em uma língua totalmente desconhecida), foi dada antes que as grandiosas bênçãos de toda a Palavra de Deus estivessem disponíveis. Deus superestimou suas magníficas bênçãos ao ser humano dando nos o registro completo de Sua vontade (o Velho e Novo Testamento), e colocou fora dos limites a menor bênção recebida pela igreja em Corinto.

      Em Sua sabedoria infinita, Deus conservou todos os registros. Na realidade, mostra os registros do fenômeno de línguas na Bíblia. Sua colocação é um teste para o fim da era da igreja, assim como a árvore do bem e do mal foi uma provação para o início da raça humana.

Satanás usa Línguas para Destruir

       Satanás usa essa provação como sua última oportunidade para conseguir uma vitória decisiva sobre Cristo derrotando o exterior da igreja. Ele derrotou Adão e Eva incentivando-os a comer o fruto proibido do Jardim do Éden. Do mesmo modo, Satanás encoraja a igreja no fim dos tempos, para gozar as dádivas proibidas do falar em línguas.

       Quando Deus colocou a provação do Jardim do Éden, Ele usou a linguagem que a tornou mais fácil, ou pelo menos facilitou o caminho para Lúcifer tentar Eva. Deus não deu a árvore proibida um nome agourento como árvore “proibida”. Deus deu a essa árvore o curioso nome de “a árvore do bem e do mal”. Certamente, tal denominação causaria em Adão e Eva a curiosidade de querer saber que poder mistérioso o fruto dessa árvore possuiria. Isto é evidenciado pela reação de Eva diante da sedução de Satanás em Gênesis 3:6:

"E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradava aos olhos, e a árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e o comeu e deu também ao seu marido, e ele comeu com ela."
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       Satanás estimulou os anseios de Eva fazendo referência ao nome que Deus deu a árvore. Em Gênesis 3:5, disse a Eva: “Por que Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos e serei como Deus, sabendo o bem e o mal”. Certamente, dando a essa árvore o nome “o conhecimento do bem e do mal”, Deus deu a Satanás um argumento que ele poderia usar para levar nossos primeiros pais a pecar.

       Certamente, Deus não é o autor do pecado, e de forma alguma é o culpado pelo pecado. Entretanto, Deus criou um programa válido de provação, no qual o fruto parecia ser saboroso. (“Aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos”, versículo 6), e no nome que foi dado aquela árvore.

       Deus também fez uma intensa provação para a velha Israel. As dez tribos do norte do reino, chamada Israel, foram destruídas pelos Assírios, uma nação cuja língua eles não entendiam. Enquanto Israel falhava na provação, Deus abençoava a nação da Assíria: Eles conquistaram a Síria (II Reis 16:9), e pareceram ser a nação com todas as respostas. Ezequiel 23:5-6:

"E prostituiu-se Aolá, sendo minha; e enamorou-se dos seus amantes, dos Assírios, seus vizinhos.Vestidos de azul, prefeitos e magistrados, todos mancebos de cobiçar, cavaleiros montados a cavalo."

       “Aolá, é uma outra denominação para a capital de Israel que se localizava em Samaria. A Assíria, seu sucesso político e suas conquistas mundiais pareciam ser a nação para se imitar. Do mesmo modo, Judá ao sul do reino com sua capital em Jerusalém, estava enamorada pela beleza, poder e sucesso dos Assírios e Babilônios.

A beleza, poder e sucesso político da Assíria e Babilônia eram resultantes das bênçãos de Deus. Essas ímpias nações estavam em total rebelião contra Deus, assim o Senhor lhe deu o poder e as fez atrativas para servirem como provação a Israel e Judá.

Israel Solicita Ajuda a Assíria

A Bíblia dá uma nítida imagem de como Deus permitiu uma ímpia nação como a Assíria, mostrar-se como um sucesso da história diante de Israel. Durante o tempo de Isaias, Jerusalém foi ameaçada por Israel e Síria. A situação era grave. II Crônicas 28, narra a maldade do Rei Acaz de Judá, e a punição de Deus, trouxe Israel e a Síria sobre Judá. II Crônicas 28:5-6:

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"Pelo que o Senhor seu Deus o entregou na mão do rei dos sírios, os quais o feriram, e levaram dele em cativeiro uma grande multidão de presos, que trouxeram a Damasco. Também foi entregue na mão do rei de Israel, o qual o feriu de grande ferida. Porque Peca, filho de Remalias, matou num dia em Judá cento e vinte mil, todos homens belicosos; porquanto deixaram ao Senhor, Deus de seus pais".

      O rei de Judá, um maldoso homem chamado Acaz, e todos de Judá deveriam ter rogado pela ajuda de Deus. Eles deveriam ter arrependido em um hábito de penitência, Como Nínive fez quando Jonas pregou para eles. Eles deveriam ter implorado a Deus como fez o Rei Jeosafá quando os Moabitas e os Amonitas vieram para destruir Judá (II Crônicas 20). Ao invés disso, a Bíblia fala que Judá solicitou ajuda a Síria. II Reis 16:7:

"E Acaz enviou mensageiros a Tiglate – Pileser, rei da Síria, dizendo: Eu sou o teu servo e teu filho; sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria e das mãos do rei de Israel, que se levantaram contra mim."

      Eles não poderiam de modo mais trágico ter demonstrado sua completa falta de confiança em Deus. Deus livrou a pecaminosa Judá através da impiedade da Síria como diz II Reis 16:19: “E o rei da Assíria lhe deu ouvidos; pois o rei da Assíria subiu contra Damasco, e tomou-a, e levou o povo para Quir, e matou a Rezim”.

      A Assíria conquistou a nação Síria. Até recentemente, a Síria não era território independente. Deus usou a Assíria para destruir as dez tribos; eles não mais existiram como um território independente. Estas duas nações, Siria e o reino do norte de Israel foram removidas como uma ameaça para Judá, através da força pagã da nação Assíria.

      O objetivo dessa informação é mostrar que Deus trouxe o sucesso para a Assíria com o objetivo de intensificar a provação que viria para Judá. O sucesso da Assíria e da Babilônia na essência de sua natureza sugeria que os seus deuses eram mais confiáveis e poderosos do que o Deus Jeová. Deus através do Seu divino propósito concedeu a Síria, a vitória, mas Judá estava convencida de que a supremacia dos deuses dos Assírios lhes garantiram a vitória. Esta mentalidade espiritual é observada na citação de II Crônicas 25:14, onde um outro rei de Judá, Amazias, adorava os deuses de um inimigo chamado Edom ou Seir. Este versículo fala:

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"E sucedeu que depois que Amazias veio da matança dos Edomeus, trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir, tomou-os por seus deuses e prostrou-se diante deles, e queimou-lhes incenso."

II Crônicas 28:22-23 ,mostra uma ação igual do ímpio Rei Acaz:

"E ao tempo em que este o apertou, então ainda mais transgrediu contra o Senhor, tal era o Rei Acaz Porque sacrificou aos deuses de Damasco que o feriram, e disse: Visto que os deuses dos reis da Síria os ajudam, eu lhes sacrificarei, para que me ajudem a mim. Porém eles foram a sua ruína, e de todo o Israel."

Deus Intensifica a Provação Final

       Quando Deus coloca uma provação, Ele consolida a aprovação pela Sua escolha de palavras ou por permitir aos inimigos parecer terem obtido o sucesso. O mesmo princípio é aplicado a provação final de Deus ao fim da era da igreja em relação a Palavra de Deus e em relação ao sucesso que Deus permite aos inimigos do Evangelho gozarem.

       São oferecidos como exemplo três palavras usadas por Deus para indicar o rigor da provação de Deus para o fim da era da igreja. Em primeiro lugar, Deus diz que aqueles que falavam em línguas na igreja em Corinto, foram edificados através do modo em que falavam esses mistérios do Espírito (I Coríntios 14:2-4). Certamente tudo que contribui para edificar ou construir a fé do crente é para ser buscado, contudo o contexto no qual essas palavras são encontradas, servem de advertência ao leitor para ser cauteloso.

       Em segundo lugar, Deus fala em I Coríntios 14:39, “Não proibais falar em línguas”. Isto ensina que falar em línguas é pecado? (Veja páginas 25 - 26)

       O terceiro exemplo requer maiores explicações. Em três dos quatro relatores do Evangelho, Mateus, Marcos e João é mencionado o pecado chamado blasfêmia contra o Espírito Santo. E feito também referência a I João 5, como um “pecado para a morte”. Este pecado é incomum, e aqueles que o cometem, podem não serem perdoados, isto é, podem não se salvarem. Além disso, esse pecado é raro naqueles que são protegidos de Deus, a ponto de ser virtualmente impossível encontrar alguém que com freqüência os cometa.Contudo, os escribas do tempo de Jesus cometeram esse pecado. Marcos 3:22, fala a esse respeito: “E os escribas, que tinham descido de

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Jerusalém diziam: Tem Beelzebu, e pelo príncipe dos demônios expulsa os demônios”. Em resposta a esse grave pecado Jesus fala em Marcos 3:28-29:

"Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmia, com que blasfemaram. Qualquer, porém que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo."

       No versículo 30, Ele explica que o pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo é para acreditar que Cristo estava sob o poder de Satanás ao invés de estar sob o poder do Espírito Santo. Os escribas que odiavam Jesus e queriam a Sua morte cometeram esse terrível pecado; eles estavam convencidos que Ele era de Satanás. Os escribas não tinham nenhum desejo de vê-Lo como seu Messias.

       A Bíblia somente menciona que os escribas em Marcos 3, e Mateus 12, cometeram esse pecado. Atualmente, o mais ferrenho dos pecadores não seria convencido de que Jesus recebeu Seu poder de Satanás. No mundo, podem existir aqueles que cometeram esse pecado, mas se eles assim o fizeram não se preocuparão com Cristo ser seu Salvador. Qualquer pessoa que tenha o menor interesse em Jesus como Salvador não cometeria esse terrível pecado.

       Porque Deus colocou um grande relato desse pecado na Bíblia? Sua presença na Bíblia tem produzido muita tristeza para os verdadeiros crentes que têm aprendido de maneira incorreta que o pecado da blasfêmia do Espírito Santo é para rejeitar Cristo. Muitos verdadeiros crentes quando jovens rejeitavam repetidamente Cristo. Anos mais tarde, eles se tornaram salvos, contudo são perseguidos pela pergunta: Eu posso ser salvo? Uma razão para relatar esse pecado na Bíblia, é para aumentar o rigor da provação no fim da era da igreja. Um mero prolongamento da idéia incorreta do que significa a blasfêmia do Espírito, poderia ser a falsa conclusão de que alguém que acredita em uma igreja que esteja sob o jugo de Satanás tenha cometido esse terrível pecado. Em outras palavras, poderia se dizer que se alguém examina uma igreja ou um evangelho particular e entende que eles são de Satanás, por esse julgamento a pessoa está correndo o risco de cometer a blasfêmia contra o Espírito Santo. Essa conclusão está errada, mas é largamente ensinada por aqueles que acreditam em línguas: Poucas pessoas ousam fazer o julgamento de que um “evangelho de línguas” vem de Satanás. Quase ninguém ousa concluir que um evangelho possa ser um produto de Satanás. Quando ele clama que Cristo é o Salvador. Como conseqüência, o “evangelho de línguas” é protegido da crítica, mesmo por aqueles que

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querem permanecer fiéis a Bíblia. Temendo blasfemar contra o Espírito Santo eles são forçados a admitir esse ensinamento, mesmo que eles discordem de muitas doutrinas do “evangelho de línguas”, ele deve ser considerado como um aspecto do verdadeiro Evangelho. Por sua vez, isto encoraja muitas pessoas a seguirem o “evangelho de línguas”. Assim Deus construiu características na provação de línguas fazendo-a parecer segura em sua identificação com o verdadeiro Evangelho.

       O correto entendimento do pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo é acreditar que Jesus, quando veio como o Salvador estava sob o poder de Satanás.

O Sucesso do Movimento de Línguas

       Um número crescente de pessoas e congregações em todo o mundo têm caído nesta provação do fim dos tempos. O movimento de línguas também chamado o “movimento carismático” vem espalhando através das igrejas como fogo selvagem. Para todo movimento existem igrejas que os recebem de braços abertos.

       Por diversas gerações, tentativas têm sido feitas no sentido de unificar vários tipos de fé e movimento; contudo, nenhuma tentativa obteve tanto progresso como o movimento carismático. Católicos Romanos; Luteranos, Presbiterianos, Metodistas, Batistas todos os evangelhos que se identificam com a ética cristã, encontram irmandade sob a ruína carismática. Para aqueles que aderem o fenômeno de línguas, isto parece ser uma maravilhosa demonstração de poder do Espírito Santo.

       A Bíblia nos guia na verdade; podemos conhecer os fatos. A igreja tornou-se grandemente apóstata. Como conseqüência, Deus está cegando as pessoas para que acreditem que este movimento seja proveniente do Espírito Santo. Eles não compreendem que ele é, de Satanás. Pelo significado deste fenômeno, Satanás parece estar defendendo o verdadeiro Evangelho em grau nunca antes compreendido.

       Realmente, Deus trouxe julgamento para a igreja do Velho testamento (Israel e Judá), pelas nações cuja língua Israel não entendia, nações com as quais Israel havia se engajado em promiscuidade espiritual. Deus usou essas nações para destruir Israel e Judá. Hoje em dia, igrejas e denominações estão do mesmo modo engajadas em graves promiscuidades espirituais pela cega disputa dos evangelhos que destacam uma linguagem desconhecida, denominada “línguas”. Esses falsos evangelhos estão sendo utilizados por Deus como um julgamento da igreja; menos para ver a igreja destruída por eles.

       As congregações continuarão a existir. Elas podem parecer mais vibrantes e cheias de sucesso espiritualmente. Esses sinais podem

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parecer uma demonstração de que a causa de Cristo está avançado por todo o mundo: O número crescente das cruzadas, de igrejas com capacidade completa, seminários com prósperos pregadores. Contudo, deve-se compreender que a igreja está sob o julgamento de Deus. A abominação da desolação aumenta no lugar sagrado. O homem do pecado gradativamente toma o seu assento no templo.

       Duas características importantes parecem estar presente no movimento de línguas: Em primeiro lugar, aceitar o princípio de que atualmente Deus ainda fala. Como revelação adicional, acreditava-se que era possível ser revelado por meio de uma linguagem desconhecida, chamada línguas, uma visão, um sonho, ou por ouvir uma voz. Invariavelmente, onde existe um interesse em sonhos e visões, existe um interesse em línguas. Do mesmo modo, onde existe um interesse em línguas, existe um interesse em sonhos e visões. O verdadeiro Evangelho está restringido pela autoridade da Bíblia e Sua inteireza. O “evangelho de línguas” tem como sua autoridade a Bíblia, mais as mensagens que supostamente são provenientes de Deus em uma língua, sonho, visão ou voz. É fácil saber que o evangelho de línguas não é o verdadeiro Evangelho e se ele não é o verdadeiro, é então um falso evangelho.

Sinais e Prodígios

       A Segunda característica do movimento de línguas é o interesse em sinais e prodígios. Existe uma convicção que Deus está fazendo milagres nos dias de hoje, como Nosso Senhor e os doze apóstolos faziam sinais e prodígios. Curas milagrosas são esperadas. O sinal das pessoas caírem de costas (sendo “mortas no espírito”, como isto é chamado por alguns), é um indício de um acontecimento sobrenatural. Enquanto as chamadas curas milagrosas podem ser explicadas em termos físicos, o cair de costa parece ser inexplicável no ponto de vista físico.

       O fenômeno de alguém aparecer para receber uma mensagem de Deus em uma língua ou visão, pode na verdade ter uma explicação física. Poderia ser uma alucinação ou poderia estar relacionado ao subconsciente da pessoa. Poderia ser também uma atividade sobrenatural, induzida por Satanás; ele cativa os corações daqueles que não estão satisfeitos com o verdadeiro Evangelho. Quando é uma atividade sobrenatural deveria ser chamado um sinal ou um prodígio, porque Deus trata a atividade de falar em línguas, como um sinal em I Coríntios 14:22.

       Significativamente, a Bíblia faz referência a “sinais e prodígios” relacionado com o fim dos tempos. O fato dessas referências não estarem relacionadas com a verdadeira igreja é de grande importância.

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Toda referência aos sinais e prodígios está relacionada a atividade satânica. Por exemplo, em Mateus 24:24: “Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”. Este versículo indica que falsos profetas virão com evangelho, que é tão importante quanto o verdadeiro Evangelho; e que até mesmo os eleitos, se fosse possível, seriam enganados. Os eleitos são os verdadeiros crentes; foram escolhidos por Deus para serem salvos. Eles não podem ser enganados, porque Deus os mantém seguros. Os falsos profetas podem ser reconhecidos por seus sinais e prodígios. Em II Tessalonicenses 2:9, Deus adverte que o homem do pecado tomará seu assento no templo: “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”.

       Em Apocalipse 13, referindo-se a vinda de Satanás como um falso profeta, Deus adverte nos versículos 13-14:

"E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia."

Em Apocalipse 16:14, Deus fala de atividade satânica pouco antes do Dia do Julgamento:

"Por que são espíritos de demônios que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo Poderoso."

       Nestas referências Deus mostra que trará Seu julgamento ao fim da era da igreja através de falsos evangelhos que destacam milagres. Não seja surpreendido com os sinais e prodígios que são com os falsos evangelhos reverenciados na igreja. Quando Cristo veio com o verdadeiro Evangelho, atestou sua autenticidade fazendo milagres. João 20:30-31:

"Jesus pois, operou também em presença de Seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome."
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       Como Satanás vem ao fim dos tempos com seus falsos evangelhos que destacam línguas, também tenta atestar a autenticidade dos seus falsos evangelhos com sinais e prodígios. São creditados a ele somente dois milagres na Bíblia: Em primeiro lugar sua habilidade para quebrar o silêncio entre o sobrenatural e o natural, com mensagens em línguas e visões; em segundo lugar ele pode de modo super natural fazer com que as pessoas caiam de costas. Para dar crédito a esses evangelhos, Satanás engana com sinais e prodígios, isto é, seus seguidores clamarão por milagres e acreditam que milagres são realizados quando na verdade, nenhum milagre tem acontecido.

       Os modernos meios de comunicação destacam a dissiminação desses falsos evangelhos. As pessoas que fazem adorações em igrejas que são razoavelmente fiéis ao verdadeiro Evangelho podem se tornar conhecedoras da sedução e agrados dos falsos evangelhos na intimidade de seus lares. Sem qualquer conhecimento, essas pessoas, bebem da água envenenada e como a praga entra em suas igrejas, elas estão preparadas para pacificamente aceitarem isto como um lado do verdadeiro Evangelho. Bem diante dos nossos olhos, igreja após igreja, capitula aos evangelhos que não consideram a Bíblia e Sua inteireza como sendo o verdadeiro Evangelho.

       Em um alto grau, a destruição da igreja é realizada através da provação de línguas. Em sua cegueira, a igreja falha no teste, quando Satanás engana a congregação, que aceita os falsos evangelhos de línguas, sinais e prodígios. Assim, as congregações continuarão a existir durante o período da tribulação final, mas serão totalmente falsas. Os verdadeiros crentes sairão voluntariamente ou serão convidados a se retirarem quando a congregação começar a seguir um falso evangelho. Aqueles que permanecerem nessas congregações, estarão na realidade servindo a Satanás, embora pensem que estão a Serviço de Cristo.

Fogo do Céu

       Em Números 16, lemos a respeito da rebelião contra Moisés liderada por três homens, Coré, Datã e Abirão. Lemos em Números 16:2-3:

“E levantaram-se perante Moisés com duzentos e cinqüenta homens dos filhos de Israel, maiorais da congregação, chamados ao ajuntamento, varões de nome. E se congregaram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: Demais é já, pois que toda a congregação é santa, todos eles são santos e o Senhor está no meio deles; por que, pois, vos elevais sobre a congregação do Senhor?”.
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       As conseqüências dessa rebelião foram que a terra se abriu e engoliu as famílias dos três homens, e destruiu pelo fogo os duzentos e cinqüenta homens que se rebelaram. Lemos também, em Números 16:35: “Então saiu fogo do Senhor, e consumiu os duzentos e cinqüenta homens que ofereciam o incenso”. No dia seguinte os Israelitas se queixaram, como lemos em Números 16:41: “Mas no dia seguinte toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão dizendo: Vós matastes o povo do Senhor”. Como resultado dessa rebelião por parte de Israel Deus enviou uma praga que começou a matar os Israelitas em grande número. Somente a oportuna intervenção de Arão em fazer uma reparação por Israel evitou com que Deus matasse todo o povo Hebreu. Lemos sobre esse terrível julgamento e seu corretivo em Números 16:45-48:
“Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei como num momento. Então se prostraram sobre os seus rostos. E disse Moisés a Arão: Toma o teu incensário, e põe nele fogo do altar, e deita incenso sobre ele, e vai depressa à congregação, e faze expiação por eles; por que grande indignação saiu de diante do Senhor; já começou a praga. E tomou-o Arão, como Moisés tinha falado, e correu ao meio da congregação: E eis que já a praga havia começado entre o povo; e deitou incenso nele, e fez expiação pelo povo. E estava em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga”.
       Neste relato, a rebelde Israel representa o ser humano, que se rebelou contra Deus. A praga que matou muitos dos Israelitas e o fogo que caiu e destruiu os duzentos e cinqüenta homens, mostram o julgamento de Deus que destruirá todos os não salvos. A expiação oferecida por Arão, quando ele se postou entre a vida e a morte representa Cristo que fez com que a ira de Deus deixasse de destruir todos aqueles pelos quais ele fez a expiação. Assim, vemos muito do Evangelho da salvação neste relato.

Satanás Consegue Fazer Fogo Descer do Céu

       Em Apocalipse 13:13, a Bíblia diz que a besta “Faz fogo descer do céu à terra, à vista dos homens”. Isto significa que em alguma época, Satanás literalmente será capaz de fazer fogo descer do céu? Deixe-me sugerir que este fenômeno atualmente está acontecendo em muitos lugares no mundo, mas não é um fogo literal, é uma atividade que é equivalente a chamar fogo do céu. Vamos pesquisar a Bíblia para ver como isso pode acontecer.

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       Em dois exemplos importantes, nos quais Satanás, através de seus emissários ameaçou os crentes, o fogo desceu do céu para destruir os ímpios.

       Em II Reis 1, lemos sobre o ímpio rei de Israel enviando um capitão com cinqüenta homens para prender Elias. Face a agressão aberta de Satanás aos crentes, Elias que os representa, chamou fogo do céu e o capitão e seus cinqüenta homens foram aniquilados.

       Em Apocalipse 20, lemos a respeito da agressão de Satanás ao campo dos santos, o que representa as nações dos quatro cantos do mundo, e o fogo que desce do céu para destruir essas nações.

       Houve uma outra época, quando Satanás atacou o reino de Deus e deveria ter-se evocado fogo do céu para destruí-lo. Ao invés disso, uma ação diferente foi tomada para mostrar que Satanás poderia ter sido destruído pelo fogo. Contudo, aquela ação tornou-se equivalente ao evocar fogo do céu.

       Esse fato ocorreu quando Jesus estava no Jardim de Getsêmani, e Judas com os soldados do templo vieram para levá-Lo. Satanás estava lá, porque pouco antes, ele tomou Judas e o possuiu (Lucas 22:3). Satanás representava uma parte do que se seguiu quando Cristo chamou Judas um “Demônio”. (João 6:70-71). Jesus perguntou a Judas e aos soldados do templo, “A quem buscais? E eles disseram, Jesus de Nazaré”. Jesus então respondeu, “Sou Eu” (João 18:4-5).

       Naquele momento seguiu-se o gesto de Elias como é narrado em II Reis 1, e a ação contra as forças do mal ,como é narrado em Apocalipse 20: Jesus deveria ter evocado fogo do céu para destruir os inimigos que queriam prendê-Lo, mas Cristo não poderia tomar tal atitude. Ele disse aos soldados do templo, “Mas esta é a vossa hora e o poder das trevas” (Lucas 22:53). Cristo não poderia destruir esses inimigos porque era necessário que fosse preso e crucificado para pagar pelos nossos pecados. Somente assim então, Cristo poderia ser o nosso Salvador.

       Jesus mostrou que estava voluntariamente sendo preso, cumprido assim a vontade de Deus, ainda que pudesse destruir os inimigos. Ao invés de evocar fogo do céu, quando Jesus disse, “Sou Eu” , Ele provocou nas pessoas presentes, recuo e cair ao chão” (João 18:6). Essa foi uma ação substituta para mostrar que tinha poder para aniquilá-los.

       Em Apocalipse 13, aprendemos que Satanás irá querer fazer cair fogo do céu, entretanto a Bíblia também nos instrui que Satanás não pode fazer descer fogo do céu. Vocês se lembram da disputa entre Elias e os profetas seguidores de Baal (I Reis 18)? Os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, cujo o chefe é Satanás, tentaram durante todo o dia fazer descer fogo do céu ao altar construído por eles. Contudo, falharam nessa realização. Por outro lado, Elias orou a Deus que enviasse fogo ao altar

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que ele havia construído e o fogo desceu, consumiu a oferenda, a madeira e até mesmo as pedras do altar.

       Portanto, Satanás literalmente não pode evocar fogo do céu. Satanás estava presente quando Jesus fez com que aqueles que vieram para levá-Lo caíssem de costas substituindo a evocação de fogo do céu (João 18). Esta é a conclusão para a profecia que diz que Satanás evocaria fogo do céu: Ele faz com que pessoas caiam ao solo de costas, com algum poder sobrenatural como o equivalente ao evocar fogo do céu. Assim esse poderia ser o modo pelo qual Apocalipse encontra sua realização. Entre os falsos evangelhos de hoje, existe um fenômeno acontecendo no qual muitas pessoas caem de costas sob a manipulação de algum poder sobrenatural. Entre eles, isto é chamado “Ser morto no espírito”. Uma vez que Satanás não pode evocar fogo do céu, ele segue a orientação de Jesus e faz com que pessoas caiam de costas, o que é uma ação substituta para a evocação de fogo do céu.

       Zacarias 13:8-9 diz:

“E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela. E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata , e aprovarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é meu Deus”.

       A terceira parte refere-se aqueles que se salvaram; eles passaram através do fogo no sentido em que Cristo, como o seu substituto suportou toda ira de Deus para beneficiá-los. A ira de Deus se identifica com o eterno fogo do inferno. Toda a pena pelos nossos pecados foi paga por Cristo, agora podemos postar irrepreensíveis diante de Deus. Somos o Seu povo, e o Senhor é o nosso Deus.

       Outro exemplo histórico é encontrado em II Reis 1, onde lemos que em três ocasiões vieram capitães com cinqüenta homens, para levar Elias. Os primeiros dois agrupamentos de homens foram destruídos pelo fogo do céu. O terceiro capitão e seus homens pediram por misericórdia e foram poupados. Aqueles que foram poupados representam os salvos; estes estão seguros nos braços de Cristo.

       Quando Deus estiver pronto para destruir esta terra pelo fogo e criar novos céus e nova terra, levará a julgamento as igrejas que se tornaram apóstatas. Deus utiliza Satanás para essa tarefa terrível, assim como usou as nações ímpias da Assíria e Babilônia para destruir a velha Israel. Satanás não obterá a vitória final. Quando Satanás achar que venceu, Deus o levará a julgamento. Apocalipse 20:9, diz: “E subiram sobre a largura da

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terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu, e os devorou”.

       O fogo do céu significa o julgamento de Deus que está para vir no fim do mundo para os nãos salvos. Este versículo, enfatiza o julgamento final de Deus sobre os Seus inimigos (os não salvos); como eles serão enviados ao fogo do inferno no último dia. Em Apocalipse 22:18, Deus adverte a respeito do julgamento utilizando a palavra “pragas”.

“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro”.

Ezequiel 38, fala da mesma conclusão referente as riquezas de Satanás e as maldades do mundo, nos versículos 18-23:

“Sucederá, porém, naquele dia, no dia em que vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Jeová, que a minha indignação subirá a meus narizes..Porque disse meu zêlo, no fogo do meu furor, que naquele dia haverá grande tremor sobre a terra de Israel.
De tal sorte que tremerão diante da minha face os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra; e os montes cairão, e os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra. Porque chamarei contra ele a espada sobre todos os meus montes, diz o Senhor Jeová; a espada de cada um se voltará contra seu irmão. E contenderei com ele por meio da peste e do sangue; e uma chuva inundante, e grandes pedras de saraiva, fogo, e enxôfre farei cair sobre ele, e sobre a suas tropas, e sobre os muitos povos que estiverem com ele. Assim eu me engrandecerei e me santificarei, e me farei conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu Sou o Senhor”.

       Esta é a linguagem do dia do julgamento; ela nos dá certeza de que Satanás não obterá a vitória final. Como aproximamos do fim dos tempos, parece que Satanás está vencendo, trazendo falsos evangelhos, em especial aqueles que destacam sinais e prodígios, e prosperidade. Na verdade, esses falsos evangelhos perturbam muitas congregações. A Bíblia está perdendo sua autoridade suprema. O programa de salvação que está sendo pregado, pode ser lógico e aos olhos dos homens parece ser razoável, contudo não é o plano de salvação da Bíblia, no qual se
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apresenta todo oconselho de Deus. Os verdadeiros crentes se tornarão extremamente desolados. Eles irão querer saber como que a causa de Cristo terá se tornado ineficiente.

       Virá então, o dia do julgamento. Satanás não vencerá. Os crentes, liderados por Cristo serão vitoriosos. Ó, gloriosa salvação! Ó glorioso e amável Deus que é fiel a todos os Seus compromissos!

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