FILIPENSES

Nós vamos começar uma série de estudos no livro de Filipenses no Novo Testamento. É o décimo primeiro livro no Novo Testamento. Nós não estudaremos cada versículo. Mas nós examinaremos muitos versículos, e você pode usar estas mensagens para ajudar a lhe guiar a um entendimento de outras passagens em Filipenses.


1. TEMAS

Dos muitos temas que o livro de Filipenses ensina, nós escolhemos focalizar no que o livro nos ensina sobre a alegria de Jesus Cristo. Isso é, nós olharemos a ambas, a alegria que Cristo tem como o Salvador do Seu povo e a alegria que Ele trouxe àquelas pessoas a quem Ele salva.


2. VERSÍCULO CHAVE

O versículo chave no livro de Filipenses o qual destaca nosso tema escolhido é Filipenses 4:4 o qual diz "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos."


3. PEQUENA REVÍSÃO

Agora nós apresentaremos uma pequena revisão do livro de Filipenses. Nós examinaremos partes do livro, tentaremos entender a idéia principal de cada parte e destacaremos alguns detalhes.

Primeiro vamos olhar em Filipenses capítulo 1, versículos 1 a 11. Em Filipenses 1:4, nós lemos "fazendo sempre, em todas as minhas orações, súplicas por todos vós com alegria". Nesse verso nós aprendemos que crentes têm alegria em oração. Capítulo 1, versículos 1 a 11 explica que crentes se alegram em oração porque eles têm confiança na pessoa a quem eles oram. Por exemplo, em Filipenses 1:6 nós lemos "tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus," . Esse versículo explica que crentes oram para Jesus Cristo porque eles acreditam que Ele é capaz e está disposto a completar o trabalho que Ele começou em todo o Seu povo fazendo-os prontos pra o Seu retorno. Num outro exemplo nós lemos em Filipenses 1:9, "E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento,". Esse versículo ensina que crentes também se alegram em suas orações porque eles sabem que Jesus está trabalhando neles para produzir resultados maravilhosos nas suas vidas agora, enquanto eles esperam pelo Seu retorno.

Seguindo, vamos olhar em Filipenses capítulo 1 versículo 12 ao capítulo 2. Desta passagem nós aprendemos que crentes têm alegria mesmo durante sofrimento. Nós lemos em Filipenses 1:12, 18, 20, "E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho;" "Mas que importa? contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado, nisto me regozijo, sim, e me regozijarei;" "segundo a minha ardente expectativa e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a ousadia, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte." Estes versículo explicam que crentes se alegram porque eles sabem que mesmo quando eles estão sofrendo, o Evangelho de Deus se espalha pelo mundo. Crentes também se alegram porque sofrimento não resulta em uma real perda pessoal. Ao invés disso eles ganham em vida ou morte, como lemos em Filipenses 1:21, "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro." Cristãos também se alegram durante sofrimento porque quando eles sofrem como crentes fiéis, eles sofrem pela honra e glória de Jesus Cristo, Filipenses 1:29, "pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele,"

O capítulo 1, versículo 12 ao capítulo 2 de Filipenses também explica que a alegria de um Cristão durante sofrimento começa com e é o resultado do triunfo do seu Senhor como Salvador. Jesus foi obediente até a morte, vitoriosamente preenchendo todos os requerimentos para o pagamento dos pecados do Seu povo, com lemos em Filipenses 2:8, "e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." E Jesus agora é o vitorioso soberano do universo, como lemos em Filipenses 2:9,10, "Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome;" "para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,". Portanto, apesar do seu sofrimento, crentes sabem que Jesus é o Senhor em controle. Eles podem confiar Nele para fazer todas as coisas certas na Sua própria maneira e no Seu próprio tempo.

O capítulo 1, versículo 12 ao capítulo 2 de Filipenses também explica que a alegria de um Cristão durante sofrimento tem fundamento no seu próprio triunfo pessoal. Por um lado, Cristãos mostram a salvação de Deus no seu comportamento. Notem em Filipenses 2:12,15 "De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor;" "para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo,". Por outro lado, Cristãos são fiéis à Palavra de Deus, como lemos em Filipenses 2:16, " retendo a palavra da vida: para que no dia de Cristo eu tenha motivo de gloriar-me de que não foi em vão que corri nem em vão que trabalhei." O capítulo 1, versículo 12 ao capítulo 2 ilustra as vidas triunfantes de Cristãos pelo exemplo de Timóteo, em Filipenses 2:19,22 " Ora, espero no Senhor Jesus enviar-vos em breve Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo as vossas notícias." "Mas sabeis que provas deu ele de si; que, como filho ao pai, serviu comigo a favor do evangelho." e pelo exemplo de Epafrodito, em Filipenses 2:25,30, "Julguei, contudo, necessário enviar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades;" "porque pela obra de Cristo chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço."

No capítulo 3 de Filipenses nós aprendemos que Cristãos se alegram em doutrina. Isso é, Cristãos se alegram no que eles sabem ser verdade. A alegria dos Cristãos tem fundação no fato que eles se afastaram da justiça da Lei, como lemos em Filipenses 3:3, "Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne." Eles sabem que eles não podem agradar a Deus com nenhum de seus próprios esforços. Ao invés disso eles se aproximaram da justiça através da fé em Cristo somente, como lemos em Filipenses 3:9, "e seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé;" Eles sabem que Deus deve fazer tudo por eles. Eles sabem que eles devem confiar somente no trabalho de Jesus para livrá-los da fúria de Deus. Eles devem confiar somente no trabalho de Jesus para que eles estejam bem com Deus.

O capítulo 3 de Filipenses também ensina que crentes se alegram no seu trabalho para o seu Senhor. Isso é, Cristãos se alegram no que Deus os têm chamado a fazer. A alegria dos Cristãos tem fundação no fato que eles buscam o trabalho que Deus os têm chamado a fazer, como lemos em Filipenses 3:14, "prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus."

O capítulo 3 de Filipenses ensina que crentes pensam igual. A alegria dos crentes têm fundação no fato que eles pensam as mesmas coisas que outros crentes. Isto é, todos os crentes buscam a sabedoria de Deus. Então eles experimentam a alegria do verdadeiro companheirismo, enquanto eles convivem com outros que têm a mesma mentalidade, como lemos em Filipenses 3:15, 16, "Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento; e, se sentis alguma coisa de modo diverso, Deus também vo-lo revelará." "Mas, naquela medida de perfeição a que chegamos, nela prossigamos."

O capítulo 3 de Filipenses ensina que crentes agem igual. A alegria dos crentes tem fundação no fato que eles se comportam da mesma maneira que outros crentes e se comportam de maneira diferente dos incrédulos, que serão destruídos. Isto é, todos os crentes se alegram em ser fielmente obedientes a Deus, como lemos em Filipenses 3 :17, "Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós;"

Finalmente, o capítulo 3 ensina que crentes não se alegram com coisas deste mundo. Ao invés disso, eles se alegram porque eles sabem do futuro maravilhoso que eles têm depois que eles tiverem completado o trabalho deles na terra, Filipenses 3:20, 21, "Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo," "que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas."

No capítulo 4 de Filipenses nós aprendemos alguma coisa sobre a alegria dos crentes em sua vida atual. Ainda que este mundo amaldiçoado pelo pecado seja uma fonte de problema e ainda que a própria carne pecadora deles os tente para se revoltarem contra Deus, há ainda muito pelo qual eles podem se alegrar agora. Por exemplo,eles são capazes de ficar firmes no Senhor, Filipenses 4:1, "Portanto, meus amados e saudosos irmãos, minha alegria e coroa, permanecei assim firmes no Senhor, amados." Eles reconhecem e oram em agradecimento por quaisquer bênçãos que eles recebam agora e por quaisquer bênçãos que estejam prometidas para o futuro, Filipenses 4:6, "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;". Os pensamentos deles estão cheios da palavra de Deus, Filipenses 4:10,"Ora, muito me regozijo no Senhor por terdes finalmente renovado o vosso cuidado para comigo; do qual na verdade andáveis lembrados, mas vos faltava oportunidade." Eles são contentes em todas as situações, Filipenses 4:11, "Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre." Eles confiam que Deus os ajudará a fazer o que eles têm de fazer agora, Filipenses 4:13, "Posso todas as coisas naquele que me fortalece." E eles confiam que Deus proverá tudo o que eles precisarem no futuro, Filipenses 4:19, "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glórias em Cristo Jesus."


4. COMENTÁRIOS GERAIS

Concluímos a nossa pequena revisão de Filipenses. Nós faremos agora alguns comentários gerais sobre o livro de Filipenses os quais nos ajudarão a ver os detalhes mais tarde.

Deus decidiu nos dar um pouco da formação histórica da congregação de Filipos. Portanto, seria bom revisar brevemente o que a Bíblia nos diz a respeito disso.

Depois que Deus o salvou, o apóstolo Paulo fez três viagens missionárias para falar do evangelho que ele antes odiava e agora amava. Quando Paulo começou sua segunda viagem missionária ele foi para Ásia Menor, que é hoje o país da Turquia, a fim de visitar e fortalecer aquelas igrejas as quais ele havia estabelecido durante sua primeira viagem. Mas Deus tinha outros planos para ele. Deus impediu Paulo de continuar pregando na Ásia. Ao invés disso, Deus chamou Paulo para pregar o evangelho na província de Macedônia, a qual é parte do norte da Grécia hoje.

Depois de chegar ao porto de Neápolis na costa da Macedônia, Paulo e seus companheiros caminharam umas poucas milhas para o interior até a cidade de Filipos. Este foi o local do primeiro trabalho de Paulo na Europa. Era uma das cidades mais importantes da província de Macedônia e era uma colônia de Roma, o que significava que Filipos era populada na maioria por cidadãos romanos e por pessoal militar e era destinada a estabelecer o controle romano da Macedônia. Havia provavelmente poucos, se algum, Judeus em Filipos quando Paulo chegou. Nós dizemos isso porque no seu primeiro sábado na cidade Paulo não foi à sinagoga como era seu costume, dando a entender que não haviam sinagogas na cidade. Ao invés disso Paulo foi à um rio fora da cidade e pregou o evangelho para aqueles que queriam ouvir, Atos 16:13, "No sábado saímos portas a fora para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar de oração e, sentados, falávamos às mulheres ali reunidas."

Deus abençoou Sua palavra na cidade de Filipos. Por exemplo, Deus preparou o coração de Lídia para o evangelho, e ela e toda a sua família foram batizados, como lemos em Atos 16:14, 15, " E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia." "Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e fica ali. E nos constrangeu a isso." Em uma outra ocasião, Deus usou Paulo para libertar uma jovem de um espírito do mal, o que resultou em surras e prisão para ambos, Paulo e Silas. Mas o que aconteceu foi que os governantes da cidade cometeram um sério erro quando eles bateram e prenderam Paulo, porque ele era um cidadão romano, nascido um cidadão. Isto mostra o valor e respeito que as pessoas de Filipos davam a cidadania romana. Paulo reconheceu isso e usou esta vantagem civil para ganhar respeito para si mesmo como ministro do evangelho, provavelmente com visão de assegurar proteção civil para a perseguida igreja que ele logo deixaria para trás. Finalmente, Deus trouxe salvação para o carcereiro que, juntamente com sua família inteira, foi batizado, Atos 16: 33, 34 "Tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes as feridas; e logo foi batizado, ele e todos os seus." "Então os fez subir para sua casa, pôs-lhes a mesa e alegrou-se muito com toda a sua casa, por ter crido em Deus."

Todavia, a experiência de Paulo de Filipos foi uma mistura de ambos, testemunhando vitórias encorajadoras do evangelho e resistindo uma vergonhosa perseguição do evangelho. Nada disto foi surpresa para Paulo. Ele escreveu para Timóteo, que serviu com ele em Filipos, que evangelismo e aflição eram companheiros. Ele entendeu que perseguição era normal para todos os crentes e aconselhou os Filipenses a aceitar sofrimento como um compromisso especial de Deus para eles neste mundo perverso, como lemos em Filipenses 1:29, "pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele,". Essa foi a própria experiência pessoal dele, como lemos em Filipenses 1:30, "tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis que está em mim."

Os ataques dos adversários dos Filipenses tinha um propósito nas mãos de Deus. Serviu para revelar o claro contraste entre os que odiavam o evangelho e os Filipenses crentes. Os inimigos do evangelho se apegaram persistentemente a este mundo amaldiçoado pelo pecado enquanto ele seguiam para a destruição, note Filipenses 3:18,19, "porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo;" "cujo fim é a perdição; cujo deus é o ventre; cuja glória assenta no que é vergonhoso; os quais só cuidam das coisas terrenas." Os Filipenses crentes responderam a maldade dos seus inimigos com uma humilde e santa vida cristã, note Filipenses 1:28, "e que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus;" Em outras palavras, os crentes se revelaram ser o trabalho manual de Deus, como lemos em Filipenses 2:13-15, "porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." "Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;" "para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus imaculados no meio de uma geração corrupta e perversa, entre a qual resplandeceis como luminares no mundo,".

As palavras "alegria" e "se alegrar" são salientes em Filipenses, aparecendo no mínimo quinze vezes. Somado a isso, sofrimento e oposição ao evangelho são mencionados em cada capítulo. Estas duas idéias se enterligam todo o tempo, como por exemplo em Filipenses 2:17, "Contudo, ainda que eu seja derramado como libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós;" Mas é tolo pensar que a tribulação é a fonte de alegria, como se fosse um distintivo de coragem ou uma marca a ser usada com orgulho.Não há nada feliz ou engraçado sobre aflição. Não há nada bom em ser atacado por outras pessoas ou sofrer dor e morte.

Uma peça fundamental para entender a relação entre alegria e sofrimento é encontrada nas palavras "mente" e "pensar", as quais são encontradas em muitos lugares em Filipenses, como em Filipenses 2:5, "Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,". Uma importante mensagem deste livro é que a alegria dos Cristãos é dependente daquilo que está acontecendo nas suas mentes.

As mentes dos incrédulos são cheias de erros, ilusão e futilidades. Incrédulos tem uma falsa alegria, esperando que as coisas dêem certo no final, mas sem saber, com certeza. Eles se apegam aos seus pecados, mas eles não querem enfrentar o fato de que o dia de Jesus Cristo está chegando. Eles tentam abafar a voz da consciência deles com sua insensata risada. Mas é uma trágica ilusão estar alegre em uma situação sem esperança. Onde está a alegria deles quando inimigos poderosos os ameaçam e a chance de escapar é pequena? Onde está a alegria deles em aflição se eles sofrem sozinhos e sem amigos, ou não tem propósito algum o sofrimento que eles passam? Eles podem alegremente enfrentar a morte se tudo que isso significa é que eles deixarão as coisas e oportunidades deste mundo e deixarão de existir, ou pior, se isso significa que eles esperarão a aproximação do dia de Jesus Cristo o qual julgará todos os incrédulos?

Em contraste com isso, os Cristãos pensam sobre coisas que dão a eles uma alegria a qual nenhuma circunstância neste mundo pode tirar deles. Cristãos têm alegria por causa do que eles sabem, apesar das dificuldades que sejam exigidas deles. Mais do que isso, a alegria deles têm raíz no fato que o que eles sabem é verdade. A alegria dos crentes começa com o preenchimento de suas mentes com a verdadeira Palavra de Deus.

Fundamentalmente, uma pessoa somente pode se alegrar se houver uma razão para estar alegre e se a razão for real. Crentes são alegres porque o verdadeiro Deus do universo fez tanto por eles no passado, Filipenses 2:8, "e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz." Crentes são alegres porque o verdadeiro Deus do universo continua a fazer tanto por eles no presente, Filipenses 2:13, "porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." Crentes são alegres porque o verdadeiro Deus do universo fará muito por eles no futuro, Filipenses 1:6, "tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus," Estas são as verdades que estão nas suas mentes, as quais lhe trazem alegria.

Crentes são alegres porque eles sabem que eles não precisam cumprir a Lei para estarem certos perante Deus. Crentes são alegres porque eles sabem que eles não têm que enfrentar condenação pelos seus pecados. Crentes são alegres porque eles sabem que as dificuldades físicas em suas vidas são instrumentos nas mãos de Deus para que Ele cumpra Sua vontade. Se eles sofrem e crescem espiritualmente com isso, Deus os usará para serem bênçãos para outras pessoas. Se eles morrem, eles retornarão para o seu país celestial, do qual eles são cidadãos, e servirão a Jesus na glória. Cristãos se alegram porque eles sabem que as coisas deste mundo não têm valor e que perdas físicas não são nem tão sérias e nem de conseqüências eternas. Cristãos não colocam mais sua confiança em coisas deste mundo, mas aprenderam a ser contentes em qualquer circunstância física em que Deus os colocar; pois o objetivo deles na vida é um chamado maior do que é encontrado neste mundo. Resumindo, cristãos têm tudo de bom para aguardar ansiosos e por isso têm razão de se alegrar.

Nós devemos destacar que as coisas que são verdadeiras, nas quais cristãos focalizam, são inteiramente espirituais. A alegria deles não é baseada nas coisas deste mundo, as quais existem agora, or as quais algumas pessoas dizem continuarão numa futura era dourada. A alegria deles é inteiramente celestial, Filipenses 1:21-23, "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro." "Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher." "Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor;" Esse é o porque eles não competem nem brigam pelo mundo ou pelas coisas do mundo. Antes de eles serem salvos as coisas do mundo eram preciosas para eles. Mas como pessoas salvas, eles vêem as coisas deste mundo como lixo, como descartáveis indesejáveis, Filipenses 3:8, "sim, na verdade, tenho também como perda todas as coisas pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo," Crentes não resistem terríveis circunstâncias físicas com determinação feroz. Antes, eles são capazes de se alegrar em todas circunstâncias, porque o seu foco está em Deus que tem Seu propósito espiritual maior para cada um dos Seus e fortalece -os para tudo que eles tenham que fazer enquanto Ele os mantém na terra, Filipenses 4:13, "Posso todas as coisas naquele que me fortalece.". E quem preenche todas as necessidades deles agora e na eternidade, Filipenses 4:19, "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus."


5. VERSÍCULOS SELECIONADOS

Concluímos com nossos comentários gerais sobre o livro de Filipenses. Vamos agora ver alguns versículos selecionados no livro de Filipenses em maior detalhe.


CAPÍTULO UM

Primeiramente, vamos resumir os pensamentos os quais fluem através do capítulo no. 1.

O livro de Filipenses começa nos versos 1 e 2 com a descrição de uma boa fundação pela alegria, na qual é a irmandade dos crentes e a graça que vem de Deus. Depois, nos versos 3 a 6, Paulo explica sua alegria no que o Envangelho modelou as vidas dos Filipenses e que Deus completa o trabalho espiritual que Ele tinha começado neles. No verso 7 aprendemos que Paulo regozijava-se no fato de que desde o primeiro dia que ele esteve em Filipos e nos dias seguintes, ambos quando ele esteve na prisão e quando ele esteve fora da cidade pregando, os membros da igreja dos Filipenses dividiram com ele o trabalho de evangelização. De acordo com versos 8 ao 11, Paulo orou que o amor dos Filipenses, o qual foi baseado no conhecimento de Deus, continuaria a amadurecer e ser mostrado nas suas vidas fiéis.

No verso 12 Paulo explica que seu último aprisionamento se tornou uma vantagem para o Evangelho. Ele foi capaz de pregar a Palavra de Deus enquanto esteve na prisão. Também como ele explicou nos versos 13 ao 18, outras pessoas, motivadas pelo fato de que ele estava na prisão por motivos bons e maus, pregaram fora da prisão. Como lemos nos versos 19 ao 26, não importando o que poderia acontecer com ele pessoalmente, Paulo regozijava-se que coisas poderiam vir a ser para o benefício do Evangelho e para o benefício espiritual dos Filipenses. Enquanto isto, de acordo com os versos 27 ao 30, Paulo encorajava-os para continuar a serem testemunhas fiéis em qualquer situação porque Deus tinha uma propósito em qualquer aflição que eles poderiam estar passando enquanto Paulo estivesse longe deles.


a) Filipenses 1:6, "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus,"

Não há alegria se tivéssemos que estar à altura de algum padrão pelos meios de nossos próprios esforços, se paz com Deus dependesse mesmo que um pouco no que nós fazemos. Nós estaríamos sempre pensando se tínhamos feito o suficiente para agradar a Deus, ou temeríamos que por acaso alguma vez no futuro poderíamos fazer algo para ofender a Ele e sermos separados de Sua graça. A confiança do Evangelho de acordo com este verso 6 é que "ele (isto é, Deus) que começou uma obra boa em vocês..." A alegria do Evangelho é tão forte quanto Deus próprio. E em outras palavras, a confiança de Paulo foi baseada no fato de que foi Deus que aplicou sua própria sabedoria e poder para trabalhar neles. A alegria é que Deus, e Deus sozinho, trabalhou para abrir os corações de Seu povo, como lemos em Atos 16:14, "E certa mulher chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que temia a Deus, nos escutava e o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia." A alegria é que Deus cria e enche Seu povo com a fé que salva, como lemos em Filipenses 1:29, "pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele,".


No mais, nunca nenhuma alegria real poderia existir se as bênçãos de Deus, não importando o quão benéficas elas poderiam ser para o presente, fossem temporárias. O inquietamento de um futuro incerto mata a alegria. A alegria do Evangelho é que "ele...fará isto ("isto" refere-se ao "bom trabalho" da fé) até o dia de Jesus Cristo". A palavra "fará" significa completar uma tarefa designada, ou aperfeiçoá-la, no sentido de terminar o que foi planejado. Está traduzido "quando...tendo concluído" em Romanos 15:28, "aperfeiçoando" em II Coríntios 7:1, "completasse" em II Coríntios 8:6. A idéia do verso 6 é que Deus sabe o que Ele tem que fazer e terminará o trabalho para que no final do mundo Seu povo esteja sem ofensas perante Deus no dia que Jesus julgue os que não são salvos, Filipenses 1:10, " para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo;" O dia de Jesus Cristo, o qual é um dia de terror para os que não são salvos, é um dia de regozijo para os crentes, Filipenses 2:16, " retendo a palavra da vida; para que no dia de Cristo eu tenha motivo de gloriar-me de que não foi em vão que corri nem em vão que trabalhei."


b) Filipenses 1:13, "De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestadas por toda a guarda pretoriana, e po todos os demais lugares;"

A expressão "guarda pretoriana" é praitorio em grego e refere-se a um grupo de soldados que foram designados para guardar Paulo. Em nenhum lugar a Bíblia diz onde Paulo estava quando escreveu esta carta para os Filipenses, exceto nos parece que ele estava na prisão, talvez na cidade de Éfeso. As palavras "em todos os outros lugares" são mais compreendidas corretamente como " em todas as outras pessoas no palácio". A idéia é que enquanto Paulo estava confinado aos olhos atentos dos guardas, ele foi capaz de explicar aos guardas tudo sobre a servidão espiritual a qual ele estava sujeito em Cristo. Maravilhosamente, Deus trabalhou Sua graça para que alguns soldados acreditassem no que foi falado a eles, e a salvação se espalhou através do palácio, como vemos em Filipenses 4:22, "Todos os santos vos saúdam, especialmente os que são da casa de César."

O importante princípio descrito no verso 13 é que oposição física nunca é o problema verdadeiro para o Evangelho ou para as pessoas que o trazem ao mundo. Paulo não foi desencorajado pela sua prisão. Ao invés disso, ele viu que Deus tinha proporcionado a ele uma audiência atenta. Paulo tinha tempo para uma conversa prolongada com os soldados que o vigiavam, e sua alegria era que eles por sua vez compartilhavam a Palavra de graça maravilhosa com outros no palácio. Esta série de acontecimentos eram uma estória familiar para os membros da igreja de Filipenses, porque eles ouviram da salvação do carcereiro de sua cidade através do testemunho de Paulo e Silas que tinham sido presos em Filipos. Paulo e os Filipenses ambos sabiam que mesmo a fúria dos homens maus de Filipos tinha resultado em louvores para Deus e eles podiam estar confiantes que a mesma coisa aconteceria de novo enquanto Deus executava Seu trabalho através da atual prisão de Paulo, como Deus faz em todas as situações.

O ponte de tudo isto é que Deus e Seu povo não perdem. Situações materiais não param o trabalho de Deus. A alegria de um cristão é que Deus é capaz de tornar obstáculos, apesar da oposição do homem, para levar adiante o Seu propósito um dois quais é espalhar o Evangelho, como lemos em Filipenses 1:12,18, "E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do Evangelho; " " Mas que importa? contanto que, de toda maneira, ou por pretexto ou de verdade, Cristo seja anunciado, nisto me regozijo, sim, e me regozijarei;"


c) Filipenses 1:19, "Porque sei que isto me resultará em salvação, pela vossa súplica e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo,"

Este verso não significa que a salvação espiritual de Paulo depende das circunstâncias físicas que envolviam sua prisão. Deixe-me sugerir dois jeitos de ver este verso.

Se nós insistimos que as palavras "minha salvação" se referem a salvação pessoal de Paulo, então nós poderíamos entender que elas significam o "término da minha salvação". Um crente vivendo na terra foi salvo no sentido de que toda a condenação que ele pode esperar pelos seus pecados foi colocada de lado e a ele foi dada uma nova vida. Enquanto neste mundo, um crente continua a crescer na graça com a ajuda de Deus e brilha como uma luz no mundo. Mas ele ainda vive em um corpo mortal que é cheio de pecado. O próximo passo para um crente, a menos que o Senhor retornasse é morte física, o que libera ele do peso de seu corpo amaldiçoado pelo pecado. Um crente está pronto, então, para a conclusão de sua salvação a qual é a ressurreição do seu corpo livre de corrupção. É possível que no verso 19 Paulo está pensando em sua morte o que antecede a conclusão de sua salvação, visto que ele fala de sua morte nos versos seguintes, versos 20 a 23.

Um outro entendimento das palavras "minha salvação" seria pensar que elas significam "meu Evangelho o qual proclama salvação", no sentido de Romanos 2:16, "no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Cristo Jesus, segundo o meu evangelho." Desse ponto de vista, o verso 19 é uma continuação lógica dos versos que vieram antes. Em vista disso, podemos pensar que este verso está dizendo "Porque eu sei que este meu aprisionamento e a subseqüente proclamação do Evangelho que resultou disto será de benefício do Evangelho o qual eu prego e que tudo isso acontecerá através das suas orações e do Espírito de Jesus Cristo o qual dá tudo o que é necessário para que fazer a Sua vontade."


d) Filipenses 1:28-30, "E que em nada estais atemorizados pelos adversários, o que para eles é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isso da parte de Deus; pois vos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis que está em mim."

A alegria do Evangelho não se evaporará como uma névoa embaixo do calor da perseguição. De acordo com o verso 28, Cristãos não entram em pânico com um medo irracional por causa de ameaças e danos que vêm de seus adversários. A razão é que eles têm um conhecimento preciso que os sustenta.

De acordo com o verso 30, um sustento para Cristãos perseguidos é o conhecimento de que eles têm companhia nas suas circunstâncias miseráveis. Não é que que eles sintam-se melhores se outros sofrem também. Nenhum verdadeiro Cristão deseja mal a outro Cristão. Ao contrário, o fato de que outros sofram da mesma maneira confirma para eles que eles não estão enfrentando algo diferente ou estranho ou como castigo por alguma coisa ruim que eles fizeram no passado. Sofrimento pode ser uma experiência muito isoladora. Freqüentemente, uma pessoa que sofre está convencida que ninguém realmente compreende a sua situação. Sabendo sobre os sofrimentos dos outros ajuda-os a entender que eles não foram abandonados por Deus ou errado na sua fé, porque eles sabem que sua aflição é parte do plano de Deus porque é assim que Ele trabalha com outros Cristãos também.

Um outro sustento para Cristãos perseguidos é o entendimento de que Deus tem um propósito em deixar que seus adversários os ataquem. Entre muitas razões possíveis, o verso 28 oferece duas. Uma delas é que a perseguição que Cristãos enfrentam revela seus inimigos pelo que eles realmente são para que aquelas pessoas que odeiam o Evangelho não terão desculpas no dia em que Jesus Cristo voltar como o Juíz. A outra razão é que a perseguição que Cristãos enfrentam também revela os crentes pelo que eles realmente são, como eles se chegam mais perto do seu Senhor para pedir ajuda em momentos de necessidades.


CAPÍTULO DOIS

Primeiramente, vamos resumir os pensamentos os quais fluem através do capítulo dois.

Como recebedores da graça de Deus, os Filipenses tinham imensas bençãos espirituais. Por causa disto, lemos nos versos 1 ao 4 e 14 ao 16 que Paulo insistia que eles apoiassem um ao outro e que fossem uma testemunha fiél no mundo. Mas a atitude e comportamento dos Cristãos começa pela maneira de pensar. Por esta razão, Paulo insistia no verso 5 que a mente de cada membro da igreja fosse adaptada com a mente de Cristo. Somente então eles poderiam ser capazes de fazer o que eles deveriam fazer. O capítulo 2 por conseguinte ilustra a mente de Jesus Cristo. Nos versos 6 ao 11, vemos como o pensamento de Jesus afetou Seu próprio comportamento, e nisto Jesus foi obediente, até na morte. Nos versos 12 ao 18, vemos como o pensamento correto afetou as vidas dos Filipenses. Nos versos 19 ao 24 lemos sobre o exemplo do pensamento e comportamento de Timóteo. E nos versos 25 ao 30 lemos sobre o exemplo de Epafrodito.


e) Filipenses 2:2 e 5, "Completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesmo coisa; ..... Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,"

Filipenses 2:2 é uma declaração com a qual o mundo inteiro pode concordar. Este é o motivo de todos os esforços dos homens para exaltar a irmandade do homem e é a crença de todos os movimentos ecumênicos os quais tentaram unificar todos os povos do mundo. Infelizmente para estes idealistas, este verso não é o único livro dos Filipenses. A alegria de quem pensa igual é somente compreendida quando os homens cumprem com o verso 5. Isto é, a mente de um homem deve ser como a de Cristo. A idéia é que se a mente de um homem fosse como a de Cristo e a mente de outro homem fosse como a de Cristo, então e somente então suas mentes serão iguais. Como no verso 2 mostra, os homens devem ser "de uma só mente" se referindo a uma mente que pertence a Cristo. União com a mente de Cristo é a base única para a união entre homens, como lemos em Amós 3:3, como que duas pessoas podem andar juntas a menos que elas concordem?

Filipenses 2:2 explica que pensar igual é equivalente a ter "o mesmo amor". O entendimento desta frase não é que os homens precisem procurar desenvolver seu próprio amor e depois direcioná-lo a um outro numa tentativa de se tornar uma grande e feliz família. Ao contrário o amor que eles têm é moldado pelo conhecimento que eles têm, como lemos em Filipenses 1:9, " E isto peço em oração: que o vosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento," Este conhecimento é o conhecimento que vem da mente de Cristo. Como a frase "uma mente", as palavras "o mesmo amor" significa o mesmo amor que Jesus tem. O objetivo é que quando um homem pensa como Jesus, aí ele ama como Jesus também.


f) Filipenses 2:6-8, "O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se obediente até a morte, e morte de cruz."

Estes versos exigem uma análise cuidadosa se nós quisermos entender apropriadamente o que eles querem dizer. Antes de mais nada a palvra "forma" no verso 6 é usada somente poucas vezes na Bíblia. Tem um significado direto de "forma" como uma aparência exterior. A forma de Jesus é o que nós veríamos se víssemos Ele como Deus. Se Ele viésse para a terra naquela forma tal mostra de Sua gloria poderia consumir invés de nos salvar, os pecadores, como lemos em Êxodo 33:20, " E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver."

A palavra "pensamento" no verso 6 é usada em várias maneiras na Bíblia para significar "governante" ou "ter o governo". A palavra comunica a idéia de liderança, controle, ou autoridade em ordem para fazer algo.

A palavra "roubo" no verso 6 é usada somente neste lugar na Bíblia. Uma palavra similar pode ser compreendida para significar "tirar pela força", como está traduzido em João 6:15 "tire... pela força".

Colocando tudo isto junto, podemos dizer que no contexto dos Filipenses 2:16 ao 8 o qual apresenta Jesus como Salvador, o verso 6 quer dizer que Jesus era Deus, mas Ele não usou toda a Sua força e autoridade para segurar na glória total que era de direito Sua. Sabendo que Ele tinha uma obra para fazer, Jesus não insistiu em segurar Sua inteira mostra como Deus quando Ele veio viver entre os homens. Segurando-se na Sua glória total não teria sido egoísmo ou orgulho, porque Ele tinha todo o direito de ser glorificado como Deus. Mas isto não ajudaria os homens. Isto os teria destruído. Invés, Ele foi obediente ao programa da salvação que Ele tinha planejado, a qual requeria que Ele colocasse de lado Sua total forma de Deus, submetendo-se ao plano de Seu Evangelho para o benefício da salvação de muitos.

As palavras "Mas o fez sem reputação" no verso 7 são uma tradução das palavras que querem dizer "mas se esvaziou". Isto é, Jesus esvaziou-se de Sua forma de Deus e, no verso 7 diz, encheu-se da forma de um servente. Por um tempo, a glória real de Jesus não foi aparente, e Ele não recebeu o louvor e honra que a Ele era adequado. Era a Sua obra ser como um homem. Ele parecia e se comportava como um homem. Jesus, que é Deus Poderoso, se tornou um homem, estando ligado a Ele mesmo uma parte humana. Ele teve que fazer isto para ser o Salvador dos homens. Os homens são pecadores e eles devem pagar por seus pecados. Por isso, Jesus se tornou um homem para que Ele pudesse ir para a cruz e pagar por pecado como um homem, como lemos em Hebreus 2:14, "Portando, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo;" A idéia em Filipenses 2:6 ao 8 é que Jesus aceitou ser humilde para ser obediente ao plano da salvação.

Este sacrifício volutário de Jesus é uma ilustração perfeita da mensagem de alegria que é demonstrada no livro dos Filipenses. A alegria de Paulo foi baseada no que ele sabia ser verdade sobre o futuro deles, tanto como a alegria de Jesus veio do que Ele sabia ser verdade sobre o Seu futuro como lemos em Hebreus 12:2, "fitando os olhos em Jesus, autor e consumidor da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus." As cirscunstâncias, nã importando o quão terríveis, mesmo as quais que pareciam em definir compreensão não eram um problema maior. A coisa importante era ser obediente a vontade espiritual de Deus que tinha planejado o melhor para o Seu povo. A sabedoria da vontade de Deus que é sempre feita é o berço da alegria de todos aqueles que acreditam Nele, porque a vontade de Deus incluí a glorificação de Jesus o qual eles amam e a sua presença com Ele no Paraíso para sempre.


g) Filipenses 2:12 até 14, "De sorte que, meus amados, do modo como sempre obedecestes, não como na minha presença somente, mas muito mais agora na minha ausência, efetuai a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;"

Visto que este livro foi escrito com o sofrimento dos Filipenses em mente, estes versos devem ser olhados tendo isso em mente. As palavras "como vocês sempre obedeceram, não somente em minha presença, mas agora muito mais na minha ausência." estão ligados a Filipenses 1:7, no qual lemos,"como tenho por justo sentir isto a respeito de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós sois participantes comigo da graça, tanto nas minhas prisões como na defesa e confirmação do evangelho." O que entendemos é que em Filipenses 2:12 Paulo está lembrando que eles eram uma congregação fiel e que eles não tinham medo de testemunhar todo o tempo e em todas as circunstâncias. Quer Paulo estivésse preso ou não, quer Paulo estivésse presente ou não, quer eles fossem atacados por sua posição ou não eles eram obedientes.

Também as palavras "efetuai a vossa salvação" no verso 12 significa que durante sofrimento eles devem exibir o fato de que eles foram salvos e são cidadãos de um país celestial. Isto é feito, de acordo com o verso 14, sem murmurações nem contendas porque eles sabem que eles são vitoriosos. Portanto, eles não reagem com amargura e desespero aos problemas que os atacar. Ainda mais, a aflição deles não volta o interesse deles para eles mesmos, mas os motiva a cuidar das necessidades de outros que também estão sofrendo.

A propósito, o verso 12 não significa que nós somos responsáveis de alguma maneira pelo resultado final da nossa salvação. A palavra é "efetuai" e não "perseguir". Homens não merecem a salvação, mas exibem os seus efeitos em suas vidas.

Um Cristão efetua sua salvação quando o invisível trabalho de salvação de Deus no seu coração é mostrado para todos verem em seu comportamento. Uma das maiores alegrias de um Cristão é fazer a vontade do seu Senhor Jesus ao invés da sua própria vontade. Fazer a vontade de Deus é um dos objetivos pelo quais ele foi criado e salvo. Fazer a vontade de Deus é um testemunho de vida de um Cristão o qual honra a Deus, a quem ele diz amar. Fazer a vontade de Deus proporciona o máximo benefício espiritual para outras pessoas, cujas almas um Cristão é suposto cuidar. Tudo isso junto é chamado de a alegria de obediência, uma alegria que o mundo não consegue entender ou tirar do Cristão.

As palavras "temor" e "tremor" não descrevem a reação dos Filipenses à aflição que os adversários causavam a eles, mas ao entendimento deles sobre quem Deus é. Eles não têm medo de Deus. Entretanto eles O vêem como nenhum outro homem O vê. Ele é altamente exaltado como lemos no verso 10, "para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra," Os Filipenses receonhecem que o Salvador deles é um Deus que é Deus, todo poderoso que tudo sabe. Nós podemos ilustrar esta visão de Deus da seguinte maneira: Imagine que estamos parados atrás de um corrimão próximo a um penhasco de cem pés de altura olhando uma cascata poderosa que ruge e move violentamente enquanto cai lá embaixo. A força da água pode ser controlada para o nosso benefício com geradores e o corrimão pode nos manter seguros, mas nós podemos facilmente entender a morte de qualquer um que fosse tolo o suficiente para desafiar a força da água. A força de Deus é impressionante. Entre os homens, somente os crentes percebem a força de Deus para criar, salvar e julgar.

As palavras "temor" e "tremor" também nos lembram de que Deus é puro e santo, o único Senhor que deve receber toda a glória pela criação e pela sua redenção, como lemos no verso 11, "e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai." Portanto por causa da majestade Dele crentes devem exibir "a salvação deles com temor e tremor". Como filhos de Deus que se alegram no dia de Cristo, somente crentes entendem a majestade de Deus que comanda o universo e a quem todos os homens tem de responder, como lemos em Hebreus 1:8,"Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e certo de eqüidade é o cetro do teu reino." E Hebreus 4:13, "E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas."


h) Filipenses 2:27, "Pois de fato esteve doente e quase à morte; mas Deus se compadeceu dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza."

Dos versos 25 e 30, nós aprendemos que Epafrodito foi emprestado da congregação de Filipenses para ajudar Paulo e serviu aplicadamente em nome deles até mesmo ao ponto de descuidar de seu próprio bem-estar físico, como lemos em Filipenses 2:30, "porque pela obra de Cristo chegou até as portas da morte, arriscando a sua vida para suprir-me o que faltava do vosso serviço." Por um tempo, parecia que a doença que Epafrodito contraiu o levaria à morte, mas para o alívio de Paulo Deus restaurou a saúde de seu amigo.

Certamente Paulo expressou uma preocupação humana muito comum por Epafrodito que esteve tão doente que quase morreu. Todavia há algo errado em pensar neste verso como somente um relatório da doença física de Epafrodito e a tocante reação de Paulo a isso. Para começo, as palavras "para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza" não podem realmente se referir a abundante tristeza que Paulo teria tido se Epafrodito morresse. Afinal, Paulo sabia que alegria vinha com a liberação do corpo, como lemos em Filipenses 1:21, "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro." Portanto Paulo não estaria preocupado demasiadamente com a morte de Epafrodito. Nem teria Paulo sofrido grandemente porque ele perdeu um valioso ajudante. Epafrodito serviu bem a Paulo, mas Paulo tinha grande confiança na habilidade de Deus para lhe dar a ajuda que ele precisasse. Paulo aprendeu a se contentar com as circunstâncias nas quais Deus o colocou, como lemos em Filipenses 4:11, "Não digo isto por causa da necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre."

Um entendimento completo deste verso deve incluir aquelas coisas que ele ensina sobre o plano de salvação de Deus. Devemos ir além da dimensão física e ver como outras partes da Bíblia nos forçam a procurar o ângulo ou a intenção espiritual deste verso.

As palavras "quase à" realmente significam que Epafrodito estava doente "na vizinhança" da morte ou doente "como" morto. Uma palavra parecida é traduzida em Hebreus 2:14 como "semelhantemente". O verso não está focalizando na gravidade da doença de Epafrodito, mas na comparação disto com a morte. Epafrodito não estava na verdade morto, mas ele era uma imagem de um homem que estava morto por causa da doença mortal do pecado, compare Efésios 2:1, "Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados,". A única esperança de recuperação de uma doença tão fatal é a "misericórdia" de Deus, como lemos em Tito 3:5, "não em virtude de obras de justiça que nós houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou mediante o lavar da regeneração e renovação pelo Espírito Santo," Essa é a misericórdia a qual Epafrodito recebeu. Com isto em mente, nós podemos entender a última metade de Filipenses 2:27, "e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza." significar que Paulo, como um Cristão, teve alegria que Epafrodito foi salvo pela misericórdia de Deus. Portanto, Paulo não teria a tristeza de saber que Epafrodito morreu com um não crente. Do seu ponto de vista espiritual, este verso é similar ao que lemos em I Tessalonicenses 4:13, "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança." Há alegria no consolo de saber que mesmo que os nossos amados possam morrer fisicamente, se eles são crentes eles irão para o Céu quando eles morrerem, eles experimentarão a ressurreição no último dia, e eles viverão para sempre com o Senhor.

Como um humano sem a visão para dentro do coração de outro homem, a qual Deus tem, Paulo não teria nunca sido capaz de dizer com certeza se Epafrodito foi salvo ou não. Entretanto, Deus guiou a situação tão bem quanto as palavras de Paulo na carta aos Filipenses para destacar uma verdade espiritual na forma de ilustração.

É também possível olhar a Epafrodito como uma ilustração de Cristo. Não teremos tempo neste estudo para continuar esta linha de pensamento, mas com relação a isso cada ouvinte pode querer considerar o seguinte: As palavras "seu mensageiro" no verso 25 poderiam ser comparadas a Hebreus 1:2, no qual lemos, "nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo;" As palavras "ele que me socorreu nas minhas necessidades" no verso 25 podem ser comparadas com Marcos 10:45, "Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos." As palavras "cheio de peso" no verso 26 são também encontradas em Mateus 26:37 como "muito pesado" e em Marcos 14:33 como "estar muito pesado", referindo-se à carga de Jesus como Salvador. A tristeza de Paulo poderia ser comparada a Apocalipse 5:4, "E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele." O alívio de Paulo poderia ser comparado a Apocalipse 5:5, "E disse-me um dentre os anciãos: Não choreis; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os seus sete selos." Como podemos ver há muitos paralelos entre Epafrodito e Jesus Cristo. Mas deixaremos esta comparação como um desafio para cada ouvinte desenvolver.


CAPÍTULO TRÊS

No capítulo três de Filipenses Paulo examinou evangelhos verdadeiros e falsos, um que cria e outro que destrói alegria. Paulo começou em versos 1 ao 3 com um lembrete de que somente aqueles que estão "no Senhor" podem se alegrar, porque a alegria é um produto do Espírito, experienciada somente por aqueles que são salvos. Há um outro meio que parece certo para um homem, um meio que é baseado nos seus próprios esforços, mas o produto desse evangelho é orgulho, não alegria. Paulo adimitiu nos versos 4 até 6 que trabalhar pela justiça era um meio com o qual ele mesmo tinha pessoalmente se familiarizado. Entretanto, uma vez que a Paulo foi dada a mente de Cristo, ele viu coisas do ponto de vista de Deus e percebeu que as coisas nas quais ele previamente confiava, tais como seus próprios esforços e reputação, não tinham valor nenhum. Elas não o ajudaram a atingir seu objetivo de justiça. De acordo com os versos 7 a 16, o novo desejo de Paulo era ir em frente para a salvação completa que Jesus tinha ganho por ele. Com o exemplo de sua própria vida em mente, Paulo explicou nos versos 17 a 19 que ele queria impedir os Filipenses de viver como aqueles que amam este mundo. Afinal, de acordo com os versos 20 e 21, eles eram cidadãos do Céu e têm tudo de bom ainda pela frente.

O ponto é que crentes não deveriam se conformar com nada que não seja o melhor que Deus tem para o Seu povo, que é a salvação em Jesus e a vida eterna no Céu.


i) Filipenses 3:2,3, "Acautelai-vos dos cães; acautelai-vos dos maus obreiros; acautelai-vos da falsa circuncisão. Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne."

Nós podemos comparar a frase "maus obreiros" em Filipenses 3:2 com a frase similar "trabalhadores enganadores" em II Coríntios 11:13. Os trabalhadores enganadores em II Coríntios 11:13 são identificados em II Coríntios 11:22 como judeus que pensavam que justiça é construída com trabalhos da lei ao invés de pela fé. Podemos concluir desta comparação que a congregação de Filipenses estava preocupada com os judeus que insistiam que eles somente poderiam estar bem com Deus através de obras da Lei. O conselho de Deus através de Paulo no verso 3 é que um homem cumpre a Lei de Deus, da qual circuncisão era representante, quando ele se alegra em Cristo Jesus, o Salvador, e não tem confiança na carne. Cumprimento da lei não é externamente como Paulo antes pensava, como lemos no verso 5, "circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu dos hebreus; quanto à lei fui fariseu;" Ao contrário é um assunto interno, do coração, como lemos em Romanos 2:28 e 29, "Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne." "Mas é judeu aquele que o é interiormente, e circuncisão é a do coração, no espírito, e não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus." A circuncisão que vale é o trabalho de Deus o qual separa um homem do seu pecado, como lemos em Colossenses 2:11 e 12, "no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo;" "tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos;"

O verso 3 também reforça uma verdade importante que é ensinada na Bíblia. A palavra "Nós" inclui Paulo que era Judeu de nascimento, e os Filipenses, que eram Gentios de nascimento. Mas Paulo diz " nós somos da circuncisão". Portanto, do ponto de vista da Bíblia, a distinção física entre Judeus e Gentios não existe. A única distinção espiritual importante é entre pessoas que estão "em Cristo Jesus", pessoas salvas que se alegram na salvação e pessoas que não estão "em Cristo", pessoas que não são salvas que se alegram nelas mesmas, para sua própria destruição.


j) Filipenses 3:12, 21, "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, para ver se poderei alcançar aquilo para o que fui também alcançado por Cristo Jesus ..... que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas."

Estes versos ensinam que a alegria de um cristão não está ainda completa. Paulo sabia muito bem que ele não tinha chegado a um estágio de perfeição sem pecados nessa vida, mas ele estava ainda sobrecarregado com seu desprezível corpo. No meio tempo, a mente dele o direcionou a perseguir o objetivo que Cristo Jesus tinha para ele e pelo qual ele foi capturado por Cristo Jesus. Isso é, Jesus apreendeu ou apodeirou-se de Paulo com um propósito, e Paulo ainda tinha que apreender ou adquirir todas as coisas que Jesus tem para ele. As promessas de Deus são tão maravilhosas que Paulo não queria nada deste mundo. Ao invés disso ele colocou as coisas deste mundo de lado enquanto ele buscava aquelas coisas que estão ainda por vir, coisas que estão reservadas para ele no céu.

O fato da alegria de um crente não ser completa é o reflexo do fato de que ele ainda está no seu corpo amaldiçoado pelo pecado. Em sua alma, ele é perfeito, é o que II Coríntios 5:17 significa quando diz, "Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo." ou I João 3:9, "Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus." Se um verdadeiro crente morresse, ele iria para o Céu sem nenhuma extra limpeza, como lemos em II Coríntios 5:8, "temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor." Entretanto, o corpo de um crente está ainda impuro por causa do pecado e deseja o pecado como lemos em Romanos 7:18, "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está." Porque em sua alma ele quer fazer a vontade de Deus como ele deveria, ele deseja ter um corpo que o ajude ao invés de impedí-lo. Portanto ele aguarda a ressurreição quando isto acontecerá, como lemos em Filipenses 3:11, "para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição dentre os mortos."


l) Filipenses 3:20 e 4:1, "Mas a nossa pátria está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, ..... Portanto, meu amados e saudosos irmão, minha alegria e coroa, permanecei assim firmes no Senhor, amados."

A palavra "pátria" no verso 20 é uma tradução, uma palavra que é traduzida como "liberdade" em Atos 22:28 para se referir a cidadania Romana. A idéia de Filipenses 3:20 é que um crente é um cidadão do Céu que está longe de seu país enquanto ele vive nesta terra. Ele está a trabalho, poderia se dizer, como um embaixador de seu país celestial até que seu Rei chame ele de volta para casa, como lemos em II Coríntios 5:20, "De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus." Deste ponto de vista, a alegria de um crente é inabalável, já que todo o trauma e maldade deste mundo mortal é estranho para ele. Ele tem um trabalho temporário a fazer neste mundo e pode aguardar ansioso pelo momento em que ele deixará tudo para trás e retornará para a glória onde ele realmente pertence.

A afeição que Paulo expressa em Filipenses 4:1 reflete a alegria que um cidadão do Céu tem por outro, especialmente preciosa porque eles estão todos em um país estranho e são atraídos por qualquer coisa que lembre eles de casa. Nos Filipenses Paulo reconhece pessoas que têm as mesmas lealdades e interesses que ele tem e que se preocupam com ele também. Paulo relembra-os a "ficar firmes no Senhor". Isso é, ele devem lembrar a quem eles eles devem ser leais e não se deixar desviar pelas sedutoras atrações deste mundo terreno do qual eles são visitantes temporários.


CAPÍTULO QUATRO

Primeiramente, vamos resumir os pensamentos que fluem através do capítulo 4. De acordo com versos 1 ao 3, há uma alegria que é distinta e unicamente Cristã e é dividida somente por Cristãos. No verso 4 aprendemos que esta é uma alegria que vive "sempre", nas horas boas e ruins. Nos versos 5 e 6, Paulo desafiou os Filipenses a demonstrar sua alegria interior através da sua paciência e reação gentil à aflição. Isto seria um testemunho incrível para todos os homens, cuja reação natural à aflição é a raiva e o desespero. O verso 7 aponta que a alegria de um Cristão é real por causa do fato que o Senhor está próximo, dando paz na sua alma. Nos versos 8 e 9 vemos que as preocupações que poderiam facilmente oprimí-los desaparecem quando eles mantêm suas mentes em Deus, Sua Palavra, e o exemplo fiel de outros, como Paulo. Paulo explica nos versos 10 ao 18 que ele também se alegra que os Filipenses providenciaram com boa vontade pelas suas necessidades materiais, não porque ele buscou alívio físico, afinal de contas ele descansava na promessa que Deus iria providenciar, mas por causa que a generosidade deles mostrou fruto espiritual nas suas vidas. Os versos 19 ao 23 explicam que Paulo se alegrava que os Filipenses mostravam que eles foram salvos e receberiam as bênçãos totais de Deus.


m) Filipenses 4:4, "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos."

Este verso expressa a verdade fundamental sobre a alegria. Podemos ser felizes sobre muitas coisas neste mundo. Podemos ser felizes se somos razoavelmente saudáveis e podemos caminhar num parque num dia ensolarado. Podemos ser felizes se temos a compania de um amigo. Podemos ser felizes se temos um pouco de dinheiro sobrando que podemos gastar em nós mesmos ou comprar algo especial para alguém que a gente gosta. Todas estas coisas podem nos fazer felizes. Mas esta felicidade é baseada em circunstâncias que poderiam mudar facilmente. Podemos ficar doentes. Nossos amigos podem ficar desapontados e nos abandonar. Podemos perder o nosso dinheiro. A felicidade do mundo é baseada em circunstâncias mundanas.

Mas a verdadeira alegria apresentada na Bíblia está numa pessoa, como nosso verso diz, "no Senhor". Podemos ilustrar esse princípio pela seguinte maneira. Podemos ser felizes quando nos sentimos bem. Mas isto poderia mudar se tivéssemos uma dor de dente. Nossa felicidade dependeria em um dente bom. Mas, enquanto estamos com dores podemos nos alegrar quando estamos esperando para ser tratados pelo dentista no qual nós confiamos. Enquanto a dor continua, temos alegria no nosso amigo dentista porque nós confiamos que ele é capaz e está disposto a nos ajudar e em breve removerá a nossa dor de dente. Da mesma maneira a nossa alegria tem a raiz no próprio Jesus, o qual está disposto e é capaz de satisfazer todas as necessidades de nossas almas. Como um Salvador, Ele remove todo o medo de condenação. Como o Senhor, Ele dá a vida eterna, vida com um significado e propósito agora no momento, vida com Ele no paraíso no futuro. Jesus nunca muda e nem a nossa alegria mudará. Sem Ele não há alegria; com Ele há plenitude de alegria. Em fato, alegria é um sinônimo para Jesus.


n) Filipenses 4:6,7, "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus."

As palavras "andeis ansiosos por nada" não significam que um crente deve ser casual no que ele faz, não se importando se coisas se tornam ruins. Ao contrário, elas significam que um crente não deve ser cheio de preocupação e ansiedade. Para manter esta atitude, o conselho de Paulo é "em tudo... faça com que seus pedidos sejam conhecidos por Deus." As palavras não são "por tudo" mas "em tudo". Isto é, é esperado de nós sermos alegres durante problemas. Mas podemos ser alegres no meio das dificuldades. O conselho é, "não importa em qual situação você se encontra, fale com Deus.

Os versos 6 e 7 não sugerem que o exercício de oração crie a paz e alegria as quais mantêm os corações dos crentes em Jesus. Paz e alegria são um resultado do verdadeiro trabalho que Deus tem feito para salvar Seu povo assim como o trabalho que Deus continua a fazer em ambos seus corações e seus ambientes a fim de prepará-los para viver como Cristãos neste mundo e no próximo. Oração mantém a realidade de Deus e Suas bênçãos nas suas mentes para que eles não se esqueçam e se tornem ansiosos quando eles sofrem as aflições que tenham sido dadas a eles para serem suportadas.

A esta altura, é importante que escrevamos algumas idéias a fim de que tenhamos certeza que pensamos corretamente sobre oração. Apresentaremos três idéias. A maioria dos Cristãos compreende as duas primeiras de uma maneira Bíblica correta. A terceira idéia é algumas vezes um problema.

A oração deve, em primeiro lugar, incluir adoração. Um homem que ora está falando com um Deus que é Deus. É incrível que o pó da terra possa ter uma conversa com Deus, e até mesmo mais espantoso que Deus grandemente deseja que Cristãos falem com Ele. Deus quer escutar as Suas criaturas. Na verdade, Ele ama ouví-los falar com Ele. No entanto, um homem que ora deve adorar e honrar a Deus.

A oração deve também incluir confissão. O fato de que Deus quer que pecadores falem com Ele, é graça. Não somente não há pessoas como Deus, no sentido de que elas são criadas por Ele, mas também elas são criaturas más e rebeldes. Suas orações deveriam recorrer a eles como folhas mortas as quais o vento soprou para longe. Alegremente, não é isso o que acontece.A maravilha de Deus é que Ele escuta o choro de um pecador arrependido. No entanto, um homem que ora deve ser honesto e humilde.

Em terceiro lugar, orações também incluem petição. Infelizmente, esta é a parte da oração que é mal entendida até mesmo por verdadeiros crentes. Uma idéia muito errada a respeito de oração é baseada no vago entendimento de Tiago 5:16, "Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação." A interpretação é seguidamente expressa pela frase "oração muda as coisas". A impressão que muitas pessoas têm sobre oração através deste ponto de vista é que Deus altera Seus planos baseado nas orações mais sinceras de Seu povo, ou que Deus espera para agir até que Ele seja pedido. Contudo, isto é uma maneira errada de pensar sobre a oração.

Os planos de Deus estão fixos no Paraíso. Ele sabe quais são as necessidades. Ele sabe o que é melhor para Seu povo, tem sempre sabido o que é o melhor, e tem a sabedoria e poder para ver que todas as coisas vão de acordo com Seus planos perfeitos. De fato, a Bíblia diz que Deus provê as necessidades de todo o Seu povo antes mesmo que eles peçam.

Nosso foco agora é que orações também incluem petição. Infelizmente, é esta parte da oração que é mal interpretada até mesmo por verdadeiros crentes. Uma idéia muito errada sobre oração é baseada em um vago entendimento de Tiago 5:16, "Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação." A interpretação é freqüentemente expressada pela frase "oração muda as coisas." A impressão que muitas pessoas têm sobre oração deste ponto de vista é que Deus altera Seus planos baseado nas orações sinceras de Seu povo, ou que Deus espera para agir até que Ele é pedido. Entretanto, esse é um jeito errado de pensar sobre oração.

Os planos de Deus estão fixos no Céu. Ele sabe quais são as necessidades. Ele sabe o que é melhor para o Seu povo, sempre soube o é melhor, e tem sabedoria e poder para fazer todas as coisas acontecerem de acordo com Seus perfeitos planos. De fato, a Bíblia diz que Deus provê as necessidades de todo o Seu povo mesmo antes deles pedirem.

Uma das razões pela qual muitas pessoas têm uma idéia errada sobre oração é que elas pensam que podem fazer uma relação direta entre uma oração específica e o que acontece ao redor delas no mundo. Elas procuram por específica evidência física neste mundo de que Deus respondeu uma oração em particular. Por exemplo, quando elas estão doentes, precisam de um trabalho, ou sofrem porque alguém que elas amam está vivendo como não crente, elas oram por ajuda e esperam ver evidência de que Deus ouviu a oração delas. Entretanto, assim como é verdade que salvação é um trabalho espiritual de Deus totalmente invisível, também é verdade que Deus não apresenta reforços físicos para uma vida Cristã de fé, como lemos em II Coríntios 5:7. Não somente isso, um crente não sabe o suficiente para nunca ser capaz de fazer uma relação definitiva entre um pedido específico e um específico evento deste mundo.

O universo é muito complexo para um crente entender como as muitas diferentes partes devem trabalhar juntas para que a perfeita vontade de Deus seja decretada. Deus certamente faz as coisas funcionarem para que Sua vontade seja cumprida, e para o benefício de Seu povo, mas ninguém pode analisar os eventos físicos no mundo e dizer quais eventos específicos são uma resposta direta à uma certa oração. Talvez com o tempo, de uma perspectiva de anos e maturidade, uma pessoa pode ver a sabedoria de Deus e como Ele arrumou as coisas para acontecerem para o melhor. Mas ninguém é tão sábio quanto Deus. Ninguém pode ver exatamente o que deve ser feito ou sabe como fazê-lo. Portanto ninguém pode saber exatamente como orar e saber exatamente quais eventos terrenos correspondem com suas orações.

Crentes sabem o que é revelado na Palavra de Deus, e que pode dar a eles a visão que eles precisam para formar suas orações. Por exemplo, eles entendem que a proclamação do Evangelho é o assunto apropriado de suas orações. As orações de crentes que incluem evangelismo são honradas. Contudo, mesmo nesse caso, crentes nem sempre sabem como Deus usará um testemunho em uma específica situação física. Se eles imaginam que sabem a melhor maneira de testemunhar, e oram para que eventos possam ir de acordo ao entendimento deles da situação, pode muito bem ser que Deus tenha algo melhor em mente.

Filipenses 4:6 nos dá alguma ajuda enquanto tentamos entender corretamente orações de petição ou como o verso as chama "de súplica". As palavras importantes são "com agradecimento". Isto significa que nós agradecemos a Deus não somente pela ajuda que Ele nos deu no passado, mas também, como lemos aqui, nós agradecemos Deus ao mesmo tempo que oferecemos nossas petições. Isto é, nós somos agradecidos antes de ter terminado nosso pedido. A idéia é que o crente sabe algo sobre sobre a Pessoa à quem ele ora e assim é capaz de agradecer sem ver os eventos futuros acontecerem os quais podem ser entendidos como uma resposta à sua oração. De fato, um crente pode mover de uma área geográfica ou mesmo morrer antes que ele saiba a inteira estória de como Deus trabalha a Sua vontade nos problemas pelos quais ele suplicou ao Senhor. Um Cristão não ora com a expectativa de que ele necessariamente irá testemunhar e entender os eventos que são respostas para suas orações. Ao invés disso, um Cristão ora com a confiança de que Deus está em controle e guia todas as coisas sabiamente.

Agradecimento não é uma resposta de quem estava pedindo por algo e reconhece um evento específico como sendo resposta de sua oração, mas uma resposta de amor a Ele o qual é reconhecido por sempre fazer o que é melhor. É também uma resposta de maturidade. Enquanto um crente cresce no seu entendimento da Bíblia e sua obediência ao que ele encontra ali escrito, ele aprenderá que a vontade de Deus é sempre cumprida.

As orações de um crente maduro serão formadas pela vontade de Deus, não somente que ele constantemente repete a frase "de acordo com a tua vontade", mas que o seu coração e sua mente estão sobre o controle de Deus. Um crente maduro sabe que a vontade de Deus é afinal de contas assunto Dele, e então ele ora com paciência e com humildade porque ele confia que Deus é sábio e capaz para fazer o que é melhor. Enquanto um crente ora para que a vontade de Deus seja feita na sua própria vida, ele está confiante que, não importa o quão confusas e desencorajadoras as circunstâncias físicas sejam, Deus é fiel e proverá tudo o que for necessário para isso, como lemos em Filipenses 4:19, "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus."

Ainda mais, um crente maduro sabe que é sua obrigação obedecer aqueles princípios básicos os quais Deus revelou em Sua Palavra. Ao invés de tentar fazer um conecção rigorosa entre as suas orações e os eventos neste mundo físico, um crente maduro sabe que Deus deu a ele um trabalho específico a fazer e que ele deveria estar ocupado com sua tarefa.

Nosso foco está em orações de petição. Infelizmente, é esta parte da oração que é mal interpretada até mesmo por verdadeiros crentes. Uma idéia muito errada sobre oração é baseada em um vago entendimento de Tiago 5:16, "Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação." A interpretação é freqüentemente expressada pela frase "oração muda as coisas." A impressão que muitas pessoas têm sobre oração deste ponto de vista é que Deus altera Seus planos baseado nas orações sinceras de Seu povo, ou que Deus espera para agir até que Ele é pedido. Entretanto, esse é um jeito errado de pensar sobre oração.

Os planos de Deus estão fixos no Céu. Ele sabe quais são as necessidades. Ele sabe o que é melhor para o Seu povo, sempre soube o é melhor, e tem sabedoria e poder para fazer todas as coisas acontecerem de acordo com Seus perfeitos planos. De fato, a Bíblia diz que Deus provê as necessidades de todo o Seu povo mesmo antes deles pedirem. Portanto, como somo ensinados em Filipenses 4:6, no qual lemos, "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;", nós não somos felizes quando sofremos, mas nós podemos nos alegrar em meio ao nosso sofrimento porque podemos confiar que Deus se importa e faz todas as coisas bem. Deus está em controle de tudo. Essa é a atitude de confiança que eles têm quando oram.

Talvez alguém possa dizer, "Bem então, você está dizendo que se sofrermos nós deveríamos ficar parados e só dizer, seja o que Deus quiser?" Não, mesmo. Crentes são incomodados pelo seu próprio sofrimento e também se preocupam com os problemas dos outros. Eles devem levar tudo a Deus em oração. Mas eles também sabem que a melhor solução está na mente de Deus. Crentes querem a vontade de Deus porque é o melhor para si mesmos e outros; e enquanto eles oram, eles aprendem a confiar Nele que tem feito um bom trabalho neles até agora e o completará de acordo com o Seu perfeito plano.

Talvez alguém possa dizer, "Porque orar se Deus faz a Sua vontade não importa o quê? Não seria desencorajador orar já que oramos para um Deus soberano?" Para começar, Deus comanda crentes a orar, I Tessalonicenses 5:17, "Orai sem cessar." As orações deles são evidência de sua obediência. Também, Deus decide usar as orações de Seu povo como uma ferramenta. Em alguma maneira misteriosa, Deus as usa para prosseguir com Seus planos, assim como Ele usa a pregação para trazer pessoas para o Seu Reino, mesmo que Ele não tenha que fazê-lo desta maneira. É a alegria do crente participar, através das suas orações no eterno e mundial plano de Deus. Mas mais importante do que tudo para crentes é a emoção de saber que eles podem conversar com Deus o qual significa tanto para eles e o qual é tão gentil e compreensivo. A alegria deles não é que eles podem ver os específicos resultados de suas orações, ou que eles podem mudar o curso de eventos com suas orações. Ao invés disso, a alegria deles é que eles podem largar todas as necessidades e desejos do seu coração nas mão de Deus. É a alegria deles que eles podem falar com Ele que os ama, quer ouvir tudo o que eles têm a dizer, mesmo que não seja com palavras apropriadas, ou até mesmo sabiamente e pode ajudá-los mesmo quando eles mesmos não sabem o que é melhor para si.

Vamos fechar nossa discussão sobre oração com este pensamento. Que trágico seria se nossa alegria fosse dependente da nossa avaliação das circunstâncias físicas da vida e da escolha certa de palavras nas nossas orações. Como saberíamos se a nossa análise e nossas orações estavam corretas? Como é maravilhoso que a nossa alegria está em Deus Próprio. Nós sabemos que podemos nos alegrar em todas as coisas, não importando o que aconteça em nossas vidas e não importando quão incompletas ou erradas nossas orações são. A razão é que estamos debaixo do cuidado de um Deus que é poderoso, sábio e amoroso.


o) Filipenses 4:8, "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai."

De início, podemos ser inclinados a dizer que este verso é uma lista de oito "coisas" diferentes, cada uma com sua própria qualidade. Entretanto, uma cuidadosa comparação deste verso com outras partes da Bíblia mostra que este verso está descrevendo uma coisa somente, a Palavra de Deus com suas muitas brilhantes qualidades. É como se este verso fosse uma caixa de vidro na qual nós vemos a maravilhosa jóia da Palavra de Deus em toda a sua bonita variação. Por exemplo, uma comparação das palavras "tudo o que é puro" em Filipenses 4:8 com as palavras "os mandamentos de Deus são puros, iluminando os olhos" em Salmos 19:8 mostra que as "coisas" puras em Filipenses são os mandamentos do Senhor, isto é, a Bíblia. Igualmente, uma comparação das palavras "tudo o que é verdadeiro" em Filipenses 4:8 com as palavras "os juízos do Senhor são verdadeiros e inteiramente justos." em Salmos 19:9 mostra que as "coisas" verdadeiras em Filipenses são os juízos do Senhor, novamente se referindo à Bíblia. Com este método, nós podemos ligar os outros adjetivos da palavra "coisas" em Filipenses 4:8 à diferentes versos nas Escrituras e chegar a conclusão que é a palavra de Deus, a Bíblia, na qual devemos "pensar" todo o tempo, como lemos em Salmos 1:2, "antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita dia e noite." Alegria e paz são frutos que o Espírito Santo dá à uma pessoa cuja mente está fixa em Deus e Sua palavra.

Uma outra mensagem de Filipenses 4:8 é que a alegria do crente é tão real quanto o mundo em que eles acreditam. Crentes têm alegria somente se suas bênçãos presentes e esperanças futuras são tão reais quanto a Palavra de Deus diz que elas são. Não é somente que a alegria do crente seja dependente se eles pensam que as promessas de Deus são reais. Muito mais do que isto, a alegria deles é dependente de que as promessas de Deus são verdadeiras. Já que a palavra de Deus é verdadeira, como lemos em João 17:17, "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.", eles se alegram. Isto é porque crentes se alegram nas bênçãos reais de Deus as quais eles experienciam agora e se alegram na expectativa do que Deus diz que virá no futuro.


p) Filipenses 4:11,13,19

"Não digo isto por causa de necessidade, porque já aprendi a contentar-me com as circunstâncias em que me encontre (v. 11)." As palavras, "aprendi a contentar-me", no verso 11 não é equivalente à atitude de resignação que é característica à todas outras religiões do mundo. Paulo não está reduzindo suas expectativas na vida e forçando a si próprio, através de abnegação, estar em paz com sua pobre situação física na vida. Ao contrário, em vista do verso 13, que diz, "Posso todas as coisas naquele que me fortalece.", Paulo aumenta suas expectativas do que Cristo pode fazer através dele. Do verso 19 aprendemos, "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus." Então Paulo descansa na maravilha que é saber que Deus suprirá a ele "de acordo com", isto é, na medida das Suas riquezas.

As palavras "em qualquer circunstância que eu me encontre, assim mesmo estarei contente" pode se referir a qualquer situação na vida. Não importa o que aconteça, onde aconteça, porque aconteça ou quem é responsável pelo seu acontecimento. Paulo está contente em qualquer "circunstância" baseado em sua experiência como crente. Ele aprendeu que a sua confiança em Deus não foi mal empregada. Sua experiência e seus estudos da Palavra de Deus o tem educado ao ponto de que ele sabe que a base para sua alegria é real, e ele pode pacificamente descansar em qualquer coisa que Deus tem para ele.

Tendo dito tudo isto, nós devemos entender que as alegres expectativas de um crente são espirituais e não físicas. A alegria deles é que eles são cidadãos do Céu ao invés da terra. Eles se alegram porque eles confiam em Deus, mesmo que eles possam perder tudo o que eles têm neste mundo, incluindo sua vidas, como lemos em Filipenses 1:21, "Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro." A perda física deles não é uma marca de confiança mal empregada ou de expectativas frustradas. Eles estão contentes porque eles estão seguramente abençoados com cada bênção espiritual no céu como lemos em Filipenses 4:19, "Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus."


q) Filipenses 4:15 até 17, "Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo, no sentido de dar e de receber, senão vós somente; porque estando eu ainda em Tessalônica, não uma só vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades. Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta."

Desde o início, os crentes Filipenses insistiram para prover pelas necessidades físicas de Paulo. Por exemplo, lemos sobre Lídia em Atos 16:15, "Depois que foi batizada, ela e a sua casa, rogou-nos, dizendo: Se haveis julgado que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso." Paulo ficava feliz em aceitar a ajuda dos Filipenses porque ele percebeu que o desejo deles de sustentar o ministério era uma resposta genuína de alegria e agradecimento pela salvação deles. Não é que Paulo estava feliz por si próprio, embora sem dúvida os presentes deles eram um alívio para ele. Ao contrário, a preocupação dele era sempre o bem-estar espiritual deles. Paulo estava confiante de que os Filipenses tinham a atitude espiritual certa a respeito de dar e receber, e ele queria nutrir a madura caminhada Cristã deles, como lemos em Filipenses 1:17, "mas aqueles por contenda anunciam a Cristo, não sinceramente, julgando suscitar aflição às minhas prisões." Paulo viu que eles tinham descoberto a alegria de dar e ele queria encorajá-los à fazê-lo.

A generosidade do Filipenses continuou mesmo depois que Paulo os deixou e viajou para outras cidades, como lemos no verso 16, "porque estando eu ainda em Tessalônica, não só uma vez, mas duas, mandastes suprir-me as necessidades." Na verdade, eles foram a única igreja que proveu pelas necessidades físicas dele, como lemos no verso 15, "Também vós sabeis, ó filipenses, que, no princípio do evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma igreja comunicou comigo, no sentido de dar e de receber, senão vós somente;" Não temos tempo agora para estudar o livro de II Coríntios. Mas se olhássemos no capítulo 11, nós aprenderíamos que Paulo estava grandemente impressionado por eles não serem egoístas, porque eles davam apesar da grande aflição e profunda pobreza. Na verdade, eles estavam dispostos a dar muito mais do que eles tinham. Os crentes Filipenses estavam preocupados com como os presentes deles beneficiavam outros ao invés de preocupados consigo mesmos. Paulo sabia que o sustento deles, com sacrifício era motivado por uma atitude espiritual apropriada, porque o fato deles darem tanto veio do fato que eles tinham primeiro dado a si próprios ao Senhor.

Infelizmente, esta madura atitude espiritual não prevaleceu em todas as igrejas. A experiência de Paulo com os Tessalonicenses e com os Coríntios foi bem diferente. Uma breve olhada nessas outras duas igrejas nos mostrará o quão sabiamente Paulo lidou com diferentes situações e o quão problemático o assunto de presentes materiais pode ser.

Ao sul de Filipos, mas ainda na província de Macedônia, estava a cidade de Tessalônica. De II Tessalonicenses 3:6-12, nós aprendemos que Paulo recusou qualquer sustento físico daquela congregação, não porque ele não tivesse a autoridade ou direito à isso, já que ele era um ministro do Evangelho, mas porque ele queria ensinar algumas pessoas que andaram desordenadas em Tessalônica. Parece que haviam alguns membros da congregação que eram preguiçosos, se fazendo ficar muito chatos, ao invés de trabalhar como eles deveriam.Paulo não queria que ninguém em Tessalônica usasse o fato de que ele aceitava presentes com uma desculpa para continuar com sua preguiça.

Mesmo que Paulo se recusou a ser sustentado pela igreja em Tessalônica, ele não queria que ninguém lá tivesse a impressão de que ele não gostava deles. Na verdade, em I Tessalonicenses 2:5 até 9, Paulo explica que o desejo dele de se sustentar financeiramente enquanto ele estava com eles, ao invés de tirar deles, era motivada pelo fato de que ele gostava tanto deles. Como sempre Paulo demonstrou o maior amor que ele pode por eles. Ele desejava bênção espiritual para eles e não queria que ninguém interferisse com o claro testemunho do Evangelho para eles.

Muito mais ao sul, na área que era então chamada Grécia, estava a cidade de Corinto. Em Corinto também, Paulo recusou ajuda física, como aprendemos nos livros de I e II Coríntios. Em Corinto Paulo trabalhou como fazedor de tendas. De novo, Paulo recusou ajuda material dos Coríntios, não porque ele amasse os membros da igreja de Coríntios menos, mas porque havia algumas pessoas más na congregação que tomariam vantagem do fato de Paulo aceitar presentes para causar problemas.

Paulo estava motivado a recusar a ajuda dos Coríntios porque ele sabia que algumas pessoas tentariam rejeitar seu testemunho, talvez acusando-o de tentar fazer do Evangelho mercadoria. A ironia é que mesmo Paulo recusando ajuda física para evitar acusações, ele foi acusado por outros por não ter aceito. Estas outras pessoas disseram que Paulo não tinha o direito de não aceitar. A motivação delas era recusar a autoridade de Paulo como apóstolo e portanto a autoridade de suas palavras. Paulo não conseguia ganhar. Entretanto, como ele disse em II Coríntios 4:8, " Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados;". Como vemos , a alegria dele não estava nos homens, mas sim em ser fiel, I Coríntios 4:2' "Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel." Proclamando o Evangelho da maneira que ele sabia que Deus queria que ele fizesse e vivendo uma vida que era agradável a Deus, ele experimentou a alegria da obediência.

Paulo amou todas as igrejas que ele serviu. No entanto, a preocupação espiritual de Paulo fez com que ele se comportasse de uma maneira em Filipos, e de uma maneira bem oposta tanto em Tessalônica e Corinto. É fácil ver o porque, pelo menos na área de dar, que a congregação de Filipenses deu a ele tanta alegria.

Isto conclui nosso estudo do livro de Filipenses. Esperamos que este pequeno exame lhe ajude a entendê-lo e lhe encorage a estudá-lo mais a fundo por você mesmo. Que o Senhor ricamente lhe abençõe de acordo com a Sua palavra.


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