O Batismo
A purificação dos nossos pecados





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Capítulo 5


O batismo infantil inicia ou é garantia para a salvação?

    Nós devemos encarar um outro assunto relacionado, especificamente, ao batismo de crianças. Um grande número de pais acredita ou foi doutrinado que o batismo de uma criança inicia ou garante a sua salvação. Durante a era da igreja, muitas igrejas luteranas, por exemplo, ensinavam que o batismo de suas jovens crianças garantiriam a elas um lugar no Reino de Deus.
    Infelizmente, eles caíram na mesma armadilha que a igreja do Velho Testamento. A igreja do Velho Testamento, em um nível superior, acreditava que se um judeu fosse circuncidado na carne, ele teria um lugar seguro no reino de Deus.
    Mas, como aprendemos anteriormente, nenhum ato físico de nossa parte jamais pode dar apoio à nossa salvação. Toda a ação de salvação é privilégio de Deus. O batismo com água nunca pode ser mais do que uma sombra ou um símbolo, pois é um ato desempenhado por nós. Esse é um princípio importante que examinaremos, posteriormente.
    Existe um versículo na Bíblia com o qual alguns praticadores do batismo infantil se defrontavam. É o capítulo 4, versículo 11, da Epístola aos Romanos, que comenta a salvação de Abraão. Segundo o que está escrito, é muito fácil chegar a uma conclusão não-bíblica em relação à natureza do batismo. Esse versículo afirma:

E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão, afim de que também a justiça lhes seja imputada.


    À medida que lemos esse versículo, fica claro que o ato da circuncisão era um selo de honradez da fé, manifestado por Abraão. Desde que o ritual da circuncisão no Velho Testamento foi substituído pelo batismo com água no Novo Testamento, muitas igrejas ensinam que o batismo é um selo e um sinal da salvação. Conseqüentemente, a idéia de que o batismo com água é mais do que um sinal ou a

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sombra da salvação, é extremamente conveniente. Essa conclusão tem sérias conseqüências e, desta maneira, é uma questão que devemos examinar profundamente. Esse versículo ensina que o batismo com água é um símbolo?


O uso divino da palavra “selo” está claramente relacionado a garantia.



    O uso divino da palavra “selo” está claramente relacionado a garantia, tal como veremos mais adiante. E garantir a nossa salvação é uma tarefa exclusiva de Deus. O batismo físico é uma atividade que fazemos, e, portanto, não pode ser essencial de modo a ter conexão com a nossa salvação.
    Por essa razão, a partir de entendimentos equivocados garantindo a natureza do “selo”, muitos cristãos acreditam piamente que, apesar da salvação ser concedida por meio da graça divina, sem a participação do homem, o batismo com água, de alguma maneira, torna-se uma garantia de uma futura salvação para os seus filhos.


Deste modo, mesmo que protestem em voz alta que essas atividades não têm participação na salvação dos seus filhos, eles apreciam muito a afirmação que o batismo seja um selo e um sinal.



    Deste modo, mesmo que protestem em voz alta que essas atividades não têm participação na salvação dos seus filhos, eles apreciam muito a afirmação que o batismo seja um selo e um sinal.
    Portanto, este assunto ganha contornos mais importantes.

O batismo infantil inicia ou é garantia para a salvação?

    À medida que avançarmos no estudo dessa questão, devemos

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observar com bastante atenção o que diz capítulo 4, versículo 11, da Epístola aos Romanos. Ele fala que a circuncisão, como já vimos anteriormente, é o equivalente ao batismo do Novo Testamento.
    Ao lermos com atenção o capítulo 4, versículo 11, da Epístola aos Romanos, notaremos que ele não mostra que a circuncisão de Abraão era um sinal mais significativo do que o batismo com água. Vejamos porque isso acontece.
    Anteriormente, nós aprendemos que sempre que lemos a palavra “batismo” na Bíblia, não podemos deduzir isoladamente se ela se refere ao batismo com água (batismo físico) ou ao batismo com o Espírito Santo (batismo espiritual). Somente com um exame mais cuidadoso do contexto no qual a palavra “batismo” está inserida poderemos saber se se trata de batismo físico ou espiritual.
    Além disso, nós aprendemos que se a palavra “batismo” é usada como uma condição para a salvação, ou como uma parte da salvação, nós sempre saberemos que se trata do batismo espiritual. Isso porque o batismo físico nunca será mais do que um sinal ou uma sombra indicando ou simbolizando o batismo espiritual, que é, absolutamente, um trabalho de Deus.


Além do mais, nós aprendemos que um grande número de teólogos vê a palavra “batismo” e pensa imediatamente no batismo com água.



    Além do mais, nós aprendemos que um grande número de teólogos vê a palavra “batismo” e pensa imediatamente no batismo com água. Deste modo, eles chegam a conclusões equivocadas relativas à natureza da salvação. Eles sempre concluem com doutrinas que enfatizam que o ato de batizar em água é também uma condição para a salvação, ou garante a salvação, ou por qualquer razão faz parte do processo de salvação.
    As mesmas regras e alertas que se aplicam à palavra “batismo”, são também aplicadas à palavra “circuncisão”. Na verdade, no antigo Israel sempre se aplicou a palavra circuncisão à circuncisão física,

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e, conseqüentemente, chegou-se à doutrina completamente errada de que a circuncisão física garantia a salvação.
    Hoje, infelizmente, o mesmo erro é, freqüentemente, cometido pelos teólogos. Eles lêem no capítulo 4, versículo 11, da Epístola aos Romanos: “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé”. Eles acreditam que a palavra “circuncisão” nesta frase refere-se à circuncisão física. Eles, então, acreditam que a circuncisão física era o sinal da fé de Abraão. E já que o ritual da circuncisão havia sido substituído pelo ritual do batismo no Novo Testamento, eles concluem que o batismo físico deve, igualmente, ser entendido como um sinal da justiça da fé na vida daquele que é batizado.
    A conclusão de que o batismo físico (batismo com água) seja um sinal é impossível. Isso acontece porque a palavra “sinal” aplica-se a um fato concreto. Na Epístola aos Efésios, capítulo 1, versículos 13 e 14, lê-se:

Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.



O Espírito Santo descerá sobre os assinalados como uma garantia de que eles receberão a herança prometida ao cristão.



    A palavra sinal é usada aqui para indicar que, se nos salvarmos, a nossa herança está garantida. No momento da salvação, o Espírito Santo concede ao cristão uma alma nova ressuscitada, na qual ele tem vida eterna. Esse fato extraordinário, bem como aquele em que o Espírito Santo começa a habitar alguém, é um sinal ou uma garantia que Deus completará a salvação daquela pessoa.
    Nesses versículos, Deus afirma que ser assinalado com o Espírito Santo é uma garantia de que nós receberemos a herança. De forma semelhante, em Efésios, capítulo 4, versículo 30, lê-se:

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E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.


    Que grande promessa e garantia nos aguarda! Do mesmo modo, no capítulo 6, versículo 27, do Livro de João, nós lemos que Cristo foi assinalado pelo Deus Pai, indicando que a nossa salvação está garantida por Ele. Em Mateus, capítulo 27, versículo 66, o sepulcro estava fechado, indicando que toda a autoridade e poder do governo romano tinham certeza que ninguém poderia abrir a sepultura na qual Jesus estava enterrado.
    Esses exemplos são dados para mostrar que a palavra “sinal” possui um grande significado. Portanto, a circuncisão física nunca pode ser olhada como um sinal, visto que não existe substância nesse tipo de salvação.
    Então, como entender o texto do capítulo 4, versículo 11, de Romanos? A solução é lembrar que a palavra “circuncisão”, assim como a palavra “batismo”, geralmente se refere à circuncisão espiritual sem referência explícita no contexto de circuncisão física. Quando examinarmos Romanos 4:11 com atenção, veremos somente a circuncisão espiritual.
    Assim, quando olhamos Romanos 4:11 novamente, nós devemos entender o versículo dizer exatamente: “E Abraão recebeu o sinal da circuncisão (isto é, o sinal da circuncisão espiritual), selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão (isto é, que ele teve antes de ser circuncidado na carne).” Portanto, esse versículo está mostrando que antes de Abraão ser fisicamente circuncidado, ele já havia sido circuncidado espiritualmente (isto é, os seus pecados já haviam sido expulsos dele, indicando que ele já havia sido salvo). Essa circuncisão espiritual era um sinal ou a garantia de que ele tinha se tornado justo perante Deus; ele havia sido salvo.
    Esse versículo, então, ensina que antes de ele ser salvo, ele recebeu o sinal da circuncisão espiritual tornando-se fisicamente circuncidado. A circuncisão física era um sinal assinalando para a circuncisão espiritual, o selo da justiça da fé.
    Na verdade, em Romanos, capítulo 4, versículos 8 a 12, Deus usa a palavra “circuncisão” ou “incircuncisão” onze vezes, sem indicar se se trata da circuncisão física ou espiritual. Quando nós lermos

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esses versículos com cuidado, à luz do ensinamento bíblico, nós entendemos que o texto questiona o valor da circuncisão, pois, Abraão, mesmo gentio, já acreditava em Deus, e portanto a circuncisão seria uma evidência física de sua fé. Mas ele só se tornou judeu após a circuncisão.
    Portanto, como a circuncisão espiritual (a salvação) de Abraão que era o sinal ou a garantia de sua honradez, assim também é a nossa salvação (o batismo ou a limpeza dos nossos pecados), que é a garantia da nossa integridade. O batismo físico com água não pode nunca ser considerado um sinal, a não ser um sinal ou uma sombra da nossa salvação, mas nunca um sinal da nossa salvação.

O batismo não tem nenhum significado para a salvação

    O fato de o batismo ser um sinal ou uma sombra e não ser a salvação em si mesmo é tão importante que nós deveríamos desenvolver essa premissa um pouco mais. Primeiramente, o que entendemos ao dizer que o batismo não possui salvação em si mesmo? Para entender isso, deve-se repensar os fatos básicos relativos à incredulidade. Nós reconhecemos, sem sombra de dúvida, que antes de sermos batizados, estamos, espiritualmente, mortos. Nós estamos mortos exatamente como Lázaro (João 11) estava fisicamente morto; não passava de um cadáver.
    Mesmo quando Jesus ordenou: “Lázaro, sai para fora.” (João 11:43), ele não saiu do túmulo fisicamente vivo. O que Lázaro fez para ser ressuscitado obedecer a uma ordem de Cristo? A resposta é óbvia. Ele não poderia fazer nada, absolutamente. Portanto, quando Jesus ordenou a seu corpo fedorento para sair do túmulo, Ele também lhe deu a vida física, além da audição, vontade e força para responder ao Seu comando. De qualquer maneira, Lázaro não levaria nenhum crédito pelo fato de sair do túmulo vivo e responder à ordem de Jesus.
    A ressurreição de Lázaro é uma dramática ilustração da nossa salvação. Antes de sermos batizados, nós estamos tão mortos quanto Lázaro. A Lázaro foi ordenado que saísse do túmulo. Nós, que estamos espiritualmente mortos, recebemos a ordem de acreditar em Cristo, arrepender-nos e conquistar a salvação.

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Portanto, quando Jesus ordenou a seu cadáver fedorento para sair do túmulo, Ele também lhe deu a vida física, além da audição, vontade e força para responder ao Seu comando.



    Mas apesar de Lázaro não poder voltar à vida, nós podemos obedecer ao comando de nos salvarmos. Assim como Jesus ressuscitou Lázaro, Deus também deve nos conceder a salvação. Nós lemos no capítulo 2, versículos 1 a 4 da Epístola aos Efésios:

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados. Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou.


    Está, também, claramente sublinhado que todo o trabalho de salvação foi realizado por Cristo.
    Esse trecho compara, simplesmente, compara a descrição da ressurreição física de Lázaro. Desta maneira, nós podemos saber que não existe nenhum tipo de tarefa que possamos fazer para nos salvar. Nós devemos contar inteiramente com Deus para nos salvar. Nós devemos tomar cuidado com cada detalhe da nossa salvação. Nós devemos ficar conscientes quanto a nossa condição de pecadores. Nós devemos ficar conscientes quanto à certeza da condenação eterna como a punição para os nossos pecados. Ele nos deu a fé para acreditarmos que sozinho Ele pode nos salvar. Sozinho, Ele realiza o milagre da salvação dentro de nós, limpando os nossos pecados e concedendo-nos uma alma ressuscitada.
    Em outras palavras, nós podemos dizer que cada aspecto da

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nossa salvação que tenha conteúdo é absolutamente a obra de Deus. Não devemos nunca ostentar que fizemos isto ou aquilo e, assim, nos prepararmos para sermos salvos. Nunca devemos nos gabar que esta ou aquela ação fez com que Deus nos salvasse. É Deus quem realiza o trabalho da nossa salvação.

O sábado do Senhor

    No princípio, para ressaltar essa verdade de importância fundamental, Deus estabeleceu um sinal que assinalava a verdade eterna. Este sinal era o Sábado do Senhor. Após seis dias criando o universo, Ele descansou no sétimo dia. Ao legar as leis a Moisés no Monte Sinai, Ele forneceu mais conhecimento em relação ao Sábado do descanso, que, de tão importante, foi inserido nos dez mandamentos.
    No capítulo 20 do livro do Êxodo, Deus nos dá a razão para lembrarmos do sétimo dia, no qual nenhuma atividade de nenhuma espécie deve ser realizada, pois nesse dia Deus descansou do trabalho de criação do mundo. Mas no capítulo 5, do Livro do Deuteronômio, no qual levou em conta o segundo mandamento, Deus deu outra razão pela qual nenhum trabalho deve ser realizado no sétimo dia. No capítulo 5, versículo 15, do Deuteronômio, Deus afirma:

Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.


    O que isto significa? Lembremo-nos que a escravidão de Israel no Egito sob a tirania do faraó, é um reflexo da nossa condição espiritual antes de sermos salvos. Simbolicamente, estar no Egito significa estar sob a escravidão do pecado e de Satanás, personificado pelo faraó. Por isso, em ambos os trechos (Êxodo 20 e Deuteronômio 5), Deus fala dos dez mandamentos àqueles que libertou da casa da servidão do Egito (Deuteronômio 5:6). Isto é, esse trecho é endereçado àqueles que acreditam ter sido salvos.
    Em outras palavras, Deus espera obediência aos dez

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mandamentos daqueles a quem veio salvar. Esse fundamento é salientado adiante pelo quarto mandamento, no qual Deus enfatiza a verdade de ter libertado Israel do Egito pela sua mão poderosa e braço desarmado. Deus realizou todo o trabalho de salvar Israel do Egito, por meio do Seu poder; Israel não pode levar nenhum crédito, a não ser pela salvação física da escravidão do Egito. Assim, Deus ensina que a nossa salvação é uma obra exclusivamente Dele. Nós não contribuímos em nada. A mesma verdade vem à tona exatamente ao considerarmos a ressurreição de Lázaro.
    Com a finalidade de sublinhar a doutrina do quarto mandamento, no capítulo 31, versículo 13 a 17, do Livro do Êxodo, Deus afirma:

Tu pois fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será extirpada do meio do seu povo. Seis dias se fará obra, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer obra, certamente morrerá. Guardarão pois o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo descansou, e restaurou-se.


    Observe o versículo 13, onde Deus afirma: “para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica”. A seguir, o versículo 14, onde Deus diz que o sábado é santo e que aquele que o profanar “certamente morrerá”. Este aviso solene está salientado e repetido no versículo 15.
    Nos versículos 16 e 17, Deus salienta que o sábado é um símbolo entre Deus e o homem para ser observado para sempre. É um sinal eterno.
    Nesses versículos, Deus está enfatizando uma lei extraordinariamente importante. A lei é que Deus, sozinho, concedeu-nos a salvação. Não nos passa pela cabeça, nem por um momento

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sequer, a idéia de que fizemos alguma coisa para ajuda-Lo a nos salvar. Por toda a eternidade, saberemos que todo o mérito da salvação é de Deus.


Não nos passa pela cabeça, nem por um momento sequer, a idéia de que fizemos alguma coisa para ajuda-Lo a nos salvar.



O sábado do Senhor: uma lei cerimonial

    Esse preceito é tão importante que Deus inseriu a lei relativa ao sábado de descanso nos dez mandamentos.
    O sábado de descanso era um símbolo ou uma lei cerimonial do Velho Testamento, que assinalava o fato de não nos esforçarmos em sermos salvos. Ao contrário, nós devemos acreditar totalmente no sacrifício de Cristo para nos salvar.
    Como todas as leis cerimoniais do Velho Testamento, que tratam de vários aspectos da salvação, o sábado de descanso não é mais do que para ser observado, assim como observamos o holocausto, os sacrifícios de sangue ou a Páscoa. Deus nos certifica disso através da Sua afirmação na Epístola aos Colossenses, capítulo 2, versículos 16 e 17:

Portanto ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados. Que são sombras das coisas futuras...


    Observe com atenção que, apesar da enorme ênfase em manter essas leis do Velho Testamento, Deus as chama de sombras. Isto é, elas são sinais que apontam àquilo que é essencial em relação à obra de Cristo para nos salvar. Os próprios sinais, que deviam ser estritamente observados antes da crucificação, eram sombras. Portanto, eles não contribuíram em nada para a nossa salvação ou possuíam essência espiritual. Entretanto, durante todo o Novo Testamento, somos lembrados, constantemente, do sábado de

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descanso como um alerta de que a nossa salvação é absolutamente um trabalho de Cristo, e que não devemos pensar, nem por um momento, que qualquer esforço que façamos fará com que recebamos créditos para a nossa salvação.


As boas ações que fazemos ao sermos salvos são a simples evidência que Deus se esforçou para nos salvar.



    Esta é a razão pela qual é tão saudável ler, sempre, os dez mandamentos. Quando lemos o quarto mandamento, não estamos recebendo uma instrução de como observarmos o dia santo de Deus, o sábado de descanso do Novo Testamento. No dia em que Cristo levantou-se do túmulo, Ele indicou o fim da observância do sábado de descanso, e o domingo como o começo de uma nova era de dias de descanso. Esses domingos de descanso não são sinais ou sombras; no capítulo 18, versículo 13, do Livro de Isaías, Deus explica que eles eram dias santos de Deus e não eram para ser usados de qualquer maneira para satisfazer a nossa vontade ou para o nosso prazer. (Veja o livreto “Domingo: o dia de descanso”, que pode ser adquirido na Family Radio). Mais propriamente, como já lemos sobre o sábado de descanso, nós estamos recebendo lembretes insistentes que nenhum esforço que façamos nunca será parte do processo de salvação. As boas ações que fazemos ao sermos salvos são a simples evidência que Deus se esforçou para nos salvar.

Levantando varas

    A extrema importância da lei de Deus em relação ao sábado de descanso está salientada por uma circunstância registrada no capítulo 15 do Livro dos Números. De acordo com essa passagem, um israelita apanhou lenha no sábado de descanso, diga-se de passagem, uma infração menor de acordo com a lei. Ele apanhou algumas varetas de lenha. Ele não chegou a acender fogo nem construiu nada com elas. De qualquer maneira, ele guardou o sábado. Certamente, a

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energia despendida por ele apanhando lenha foi, provavelmente, muito pequena. Talvez ele estivesse com medo de que alguém mais pudesse apanhar aquela lenha antes que ele as reclamasse. Não sabemos porque ele fez tal coisa.
    Moisés, então, perguntou a Deus que punição deveria ser aplicada contra esse homem, pois ele violara a ordem de guardar o sábado. Deus determinou um julgamento específico, como lemos no capítulo 15, versículo 35, de Números:

Disse pois o Senhor a Moisés: Certamente morrerá o tal homem; toda a congregação com pedras o apedrejará para fora do arraial.


    A ordem de Deus foi tão incisiva que no versículo 36 nós lemos:

Então toda a congregação o tirou para fora do arraial, e com pedras o apedrejaram, e morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.



Nenhuma doutrina, por menos importante que seja, deve fazer do nosso esforço ou trabalho algo para estimular a nossa salvação.



    Por que Deus recordaria esse incidente traumático? Certamente, para salientar a verdade espiritual. De qualquer maneira, se tentarmos acrescentar o nosso esforço ao esforço que Cristo fez para nos salvar, nós estaremos ainda sujeitos ao julgamento de Deus. É um alerta que nós somos salvos somente pela graça. Nenhuma doutrina, por menos importante que seja, deve fazer do nosso esforço ou trabalho algo para estimular a nossa salvação.
    Com esses avisos solenes em nossos ouvidos, as pessoas crédulas que foram salvas por terem aceitado a Jesus deveriam tremer com medo. E aqueles que acreditam que o batismo com água é um recurso encontrado para ser salvo, e aqueles que acreditam que eles tinham

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    de se tornar merecedores ou bons o bastante para serem salvos. Toda ou qualquer dessas doutrinas ou práticas colocam essas pessoas no mesmo grau de perigo que o homem que apanhou lenha no sábado de descanso. Entretanto, as pessoas que concordam com essas idéias, estão sujeitas à ira de Deus.

Os sinais do Velho Testamento não podem ser chamados de selos

    Isto nos traz de volta a questão do batismo com água e à Santa Ceia, tomando-os tanto como selos quanto sinais. Essas leis tão importantes em relação ao sábado de descanso nunca foram chamadas de selo. A nós impressiona a enorme quantidade de referências que ressaltam a importância de não se fazer nada no sábado de descanso. Mesmo assim, elas eram consideradas um sinal, e no Novo Testamento, uma sombra. Elas nunca eram chamados de selos.
    Do mesmo modo, todas as outras leis importantes relacionadas a coisas tais como dias de festas, sacrifícios, a Páscoa, etc., nunca são chamadas de selos, mas elas eram chamadas de sombras, tal como lemos no capítulo 2, versículo 17, da Epístola aos Colossenses. Na verdade, no capítulo 10, versículo 1, da Epístola aos Hebreus, lê-se:


Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam.



    Novamente, esse trecho enfatiza a importância dessas leis cerimoniais como sombras.
    Por que nenhuma dessas leis nunca foi chamada de sinal? Porque, como vimos anteriormente, um sinal indica conteúdo. No capítulo 1, versículo 13, da Epístola aos Efésios, lê-se que o crist

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é marcado pelo Espírito Santo, o que significa que Deus empenhou-se em nos salvar, habitando-nos com o Espírito Santo, que já havia concedido a vida eterna e uma nova alma ao cristão. Esta é uma garantia de que Ele completará a nossa salvação. Mas é Deus quem realiza todo o trabalho para salvar-nos. Nós não contribuímos em nada para isso.
    Conseqüentemente, entendemos que Deus nunca chama de sinal o batismo com água ou a Santa Ceia. Elas não passam de atividades as quais são sombras ou sinais que assinalam aspectos gloriosos da salvação, da qual Deus fez todo o trabalho.
    Alguns acreditam que o batismo com água não pode ser qualquer tipo de sinal ou garantia de salvação para a pessoa batizada. Mas eles argumentam que o batismo com água é um sinal ou garantia que Deus cumprirá as suas promessas de salvação para o Seu eleito. Vamos examinar essa afirmação.
    A palavra sinal/selo como é comumente usada em relação a acordos, é um instrumento colocado em contratos legais. Com efeito, ela autentica a assinatura do signatário do acordo, garantindo, portanto, que os seus termos sejam cumpridos.
    O pacto que se identifica com a salvação é o Concerto. O único signatário desse acordo é o próprio Deus, e Ele autentica a Sua assinatura aplicando-lhe o Seu selo. Sozinho, Ele pode selar o Acordo pois Ele é o Seu criador. Nenhum ser humano pode assinar esse Acordo pois os humanos, de forma alguma, são os criadores do Concerto.
    O batismo com água é uma ação que nós apresentamos; então, em nenhum sentido, ele pode ser considerado um selo, sob qualquer aspecto de nossa salvação.
    Eu receio que os que tentam, com veemência, manter a idéia que o batismo com água é um selo são influenciados de certo modo porque as confissões reformistas, como a Confissão de Westminster e a Confissão Belga, são seguras em tão alta consideração. Por exemplo, o artigo 33 da Confissão Belga declara que os Sacramentos (o batismo de água e a Santa Ceia), "são sinais e selos visíveis de uma coisa interna e invisível, por significa onde de trabalhos de Deus em nós pelo poder do Espírito Santo".
    Enquanto estas Confissões como um todo são declarações

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precisas de muitas verdades importantes da Bíblia, e serviu para a igreja muito bem para muitos cem de anos, nós devemos lembrar que eles não são infalíveis. Eles não são inspirados por Deus como é a Bíblia. Então, nós devemos jamais esquecer que eles são sujeitos à autoridade da Bíblia. E a Bíblia não lega semblante a idéia que qualquer sinal cerimonial ou sombra que aponta para o aspecto de salvação pode ser um selo ou garantir. Nunca na Bíblia é qualquer cerimônia de Testamento Velho nem qualquer Nova formalidade de Testamento já chamou um selo ou garantiu.


Nunca a Bíblia é qualquer formalidade de Testamento Velho nem qualquer Nova cerimônia de Testamento já chamado um selo ou garantia.



    Isto é porque a formalidade é apresentada por nossa ação, por nosso trabalho, que é verdade de oferecimentos queimados, circuncisão física, sacrifícios de sangue, cerimonial de limpeza, o manter da Páscoa e outros dias de festa, regue batismo, e a Ceia do Senhor. Todos estes são comandados por Deus mas não se está sempre falado de um selo ou garantia. Aparece que os autores da Confissão de Belgic e a Confissão de Westminster não compreenderam o significado de Romanos 4:11, analisado anteriormente neste estudo. Enquanto certamente entenderam muito claramente que nosso trabalho nunca pode contribuir para nossa salvação, eles aparentemente falharam em perceber aquele chamando os selos de sacramentos como também assina que eles estavam fazendo um aspecto de nosso trabalho uma contribuição para nossa salvação.


Aparece que os autores das Confissões Belga e de Westminster não compreenderam o significado de Romanos 4:11, analisado anteriormente neste estudo neste estudo.



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    Aqueles que seguram estas Confissões boas para ser precisos e autorizados demonstrar uma relutância definida para admitir que as Confissões podem estar em erro em qualquer ponto. Eu tenho medo aquela parte desta relutância é porque eles definitivamente não querem o idioma relativo aos Sacramentos para ser mudado de qualquer forma. Isto é, se qualquer artigo se a Confissão deveu ser mudada porque não é tão preciso quanto devia ser, então é possível que o idioma relativo aos sacramentos sendo chamado sinais e selos podem ser sujeito a mudar. Entretanto muitos freqüentemente ruidosamente protestam aqueles trabalhos não têm nenhuma parte na salvação de suas crianças, eles muito gostam do ensino que batismo da água é um sinal e um selo. Eles gostam de muito que os Sacramentos são chamados sinais e selos porque isso implica que o ato de batismo da água de alguma maneira é mais que uma sombra ou sinal. De alguma maneira ele garante algo espiritualmente valiosa na vida do batizado. Muitos crentes que seguram para estas Confissões e que têm um filho ou filha cabeçuda confiarem no fato que sua criança foi batizado como uma criança. Afinal, eles razão, a Confissão não declara que o ato físico de batismo da água é um selo? E não é um selo algum um tanto quanto garantia? Sem perceber isto, eles moveram para a mesma conclusão que Israel antigo que põe sua confiança em circuncisão física. Deus adverte em Gálatas capítulo 5, versículos 3 e 4:

E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído.


    Deus, mais adiante, explica em Gálatas capítulo 5, versículo 6:

Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por caridade.


    Já que nenhum trabalho de qualquer tipo era para ser feito no sétimo-Sábado sagrado de dia, então nós estamos não fazer trabalho de qualquer tipo para tentar ser salvos. Nós somos para descansar completamente no terminar trabalho de Cristo. O homem que

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levantou algumas varas é como alguém que confia quase completamente no trabalho de Cristo pagar por seus pecados. Mas ele também crê que sua ação, leve como pode ser, também fez uma contribuição em direção a sua salvação. Ele estava bêbedo para a morte, que significa isto se nós acreditarmos qualquer trabalho que nós fizemos contribuiu em direção a nossa salvação, nós estamos ainda sujeitos à danação. Para usar a linguagem de Gálatas 5:3-4, nós caímos de graça. Nós estamos fazendo uma ação nossos (porém pequena) uma condição para salvação.
    Este enfatiza a seriedade de chamar essa lei cerimonial um selo. Nós fazemos o trabalho de manter os sacramentos. É esforço que nós gastamos. E então, nós devemos ser superes cuidadosos que nós não pomos nenhuma substância dentro deles. A substância está estritamente no aspecto de salvação para que eles apontam. os pontos de batismo da água para a necessidade para nossos pecados ser lavados longe. E isso lavar estritam ente é, somente, trabalho do e completamente Deus. Igualmente, a Ceia do Senhor é uma sombra ou sinal que nos aponta para a verdade gloriosa que nós temos vitalício porque nós recebemos isto pela morte e ressurreição de Cristo. Além disso, ele pontos para a conclusão de nossa salvação quando o casamento da noiva e o Cordeiro serão completados em todos os sentidos
    Eram os sinais de Testamento Velho como a Páscoa e o Sábado sagrado de setenta dias de nenhuma conseqüência? Afinal, uma sombra não tem nenhuma substância. De fato, eles eram de grande importância porque eles eram comandados por Deus. Eles eram lembranças visíveis de verdades grandes e maravilhosas relativo a salvação.
    Igualmente, no Novo Testamento, leis cerimoniais são comandadas por Deus como lembranças visíveis de verdades grandes e maravilhosas que se relacionam a salvação.
    Então, nós não devíamos ficar surpresos que na Bíblia, estes sacramentos nunca estão chamados um selo.
    Eles não absolutamente devem ser considerados como lacra porque selos têm sentido. Qualquer significado inerente à salvação é sempre o trabalho de Deus. Então, nós não devíamos ficar surpresos que na Bíblia, estas leis cerimoniais nunca serão chamados um selo.

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Nós devíamos ser destemidos para tomar assunto com uma Confissão existente há muito da igreja onde quer que pode estar em erro até suficiente que este poderia trazer grande crítica daqueles que insistem que nós não devemos mudar qualquer parte destes documentos históricos.
    Antes de nós deixar o assunto das leis cerimoniais não sendo selos, nós devemos olhar para um outro capítulo da Bíblia que parece dar ajuda e conforto para aqueles que gostam da idéia do batismo com água e a Ceia do Senhor, sendo selos.

O sinal do pacto: a circuncisão

    Com respeito a circuncisão, uma da mais facilmente mal entendidos capítulos na Bíblia é Gênese 17. Neste capítulo, Deus parte a conta da circuncisão de Abraão. O Deus de idioma usou neste capítulo é tal que aparece quase certamente para provar aquela circuncisão física é um requisito para salvação. Isto pode ser prontamente quando os dois versículos são examinados. O versículo 10 declara:

Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós, e a tua semente depois de ti: Que todo o macho será circuncidado.


    No versículo 14, lê-se:

E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada dos seus povos; quebrantou o meu concerto


    A convenção falada de é a convenção maravilhosa de graça como é chamado por muitos teólogos. E a convenção de graça é o Evangelho.
    Nos versículos 7 e 8, nós podemos ver isto muito claramente.

E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti. E te darei a ti, e à tua semente depois de ti, a terra de tuas peregrinações,

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toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus.


    Quando a Bíblia falar sobre uma convenção de perpétuo, e o dar de aterrissar como uma possessão de perpétuo, pode estar falando somente do Evangelho e a salvação o Evangelho traz.
    Os versículos 10 e 14 identificam a convenção com circuncisão física. De fato, verso 13 acrescenta igual mais crença para a necessidade aparente de circuncisão física como uma parte integral da convenção.

Gênesis 17:13: Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na vossa carne por concerto perpétuo.


    Realmente, com base nesses versículos, por um grau alto a nação de Israel ficou segura, isto porque eles estavam fisicamente circuncidados, sua relação eterna com Deus se tornou segura. Os versículos neste capítulo deste modo se tornaram uma prova muito severa para Israel.
    Como nós devemos ver, estes versículos são umas provas severas para cristãos de nosso dia também. Quando este capítulo é ligado a Romanos 4:11, que parece instruir aquela circuncisão física é um selo, grande garantia recebe que as afirmações nas Confissões que as leis cerimoniais do batismo com água e a Ceia do Senhor, são um selo como também um sinal são completamente verdades.
    Porém, como nós já aprendemos, circuncisão ou batismo da água física ou a Páscoa ou a Ceia do Senhor pode ser selos. Isto é muito porque não pode haver nenhuma substância espiritual em qualquer trabalho que nós fazemos para tentar ficar salvos. Deus deve fazer todo a obra.
    O que nós estamos para fazer com estes versos em Gênese 17? Eles parecem instruir muito claramente aquela circuncisão física é um requisito para aqueles que desejam ser incluídos no concerto.
    Como nós tentamos entender Gênese 17, o primeiro princípio nós devemos manter em nos importar de sou que isto é a Palavra de Deus. Então, apesar da dificuldade nós podemos experimentar

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em tentar entender isto, sou o que Deus nos quer ouvir.
    Secundariamente, nós devemos lembrar daquele Deus escreveu a Bíblia de forma que aqueles que querem ter seu próprio um tanto quanto programa de salvação pode achar versos na Bíblia que por favor eles. Deste modo, a Bíblia se torna uma arena de prova para eles.
    O terceiro fundamento nós devemos manter em nos importar de sou que qualquer que nós aprendemos deste capítulo, pode incluir a idéia que qualquer trabalha que nós legamos ajudamos em nossa salvação. Deste modo, nós sabemos imediatamente que a conclusão que circuncisão física é um requisito para ou inicia salvação é completamente não-bíblica.
    Como então nós somos para entender estes versos? Vamos muito olhe cuidadosamente para eles. Deus declara para nós em Gênesis 17:9-11:

Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu, e a tua semente depois de ti, nas suas gerações. Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós, e a tua semente depois de ti: Que todo o macho será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal do concerto entre mim e vós.



Nós devemos lembrar do Deus que escreveu a Bíblia, de forma que aqueles que desejam ter seu próprio programa de salvação podem achar versículos na Bíblia que lhes agrade. Assim, a Bíblia se torna uma arena de prova para eles.



    A informação mais importante oferecidas por esses versículos é que a circuncisão física é "e isto será por sinal do concerto entre mim e vós”. Imediatamente, nós somos fixados à vontade. Deus definiu circuncisão física como uma ficha ou um sinal do Evangelho. É um sinal que aponta para salvação do Deus planeja da mesma

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Uma preposição muito importante

    Com essa informação, nós podemos agora começar a entender o versículo 13:

Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na vossa carne por concerto perpétuo.


    A frase crucial neste verso é "para uma convenção de perpétuo". Como devemos entender a preposição "para"? Neste contexto, pode estar só entendido para médio "apontando para". Isto está completamente permitido porque no idioma hebreu que é o idioma original do Testamento Velho, a preposição traduzida "para" neste verso tem como um significado primário de direção ou girando para. Deste modo, a frase "apontando para" é completamente adequada. A gênese 17:13 é ensino que circuncisão física é um sinal que é apresentado que aponta para a convenção de perpétuo pelo qual Deus dá salvação. Está reiterando que a verdade de verso 11 aquela circuncisão física é uma ficha ou sinal.
    Assim, o versículo é traduzido com mais com precisão se a frase final declara "e minha convenção deve estar em sua carne apontando para um concerto perpétuo". Nós podíamos parafrasear o verso para dizer: "Ele que nasce em casa, e é comprado com dinheiro, deve precisar ser fisicamente circuncidado e esta circuncisão de sua carne é um sinal d pacto apontando para a convenção perpétua que vem com a salvação".
    O versículo 14 do capítulo 17 do Livro de Gênesis ainda é um problema. Ele diz:

E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada dos seus povos; quebrantou o meu concerto.


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    Este versículo aparece, claramente, para ensinar que um homem ou uma criança que não estão fisicamente circuncidados quebra o acordo. Quebrar o acordo significa estar sob a ira de Deus. Isto é, tal pessoa não é salva. Assim, deduz-se que a pessoa circuncidada é salva.

A circuncisão de Ismael

    Deus nos ajuda a resolver este problema dando a nós prova considerável relativo a Ismael que como o filho de Abraão foi circuncidado no mesmo dia que o pai. Três vezes neste capítulo está declarado que Ismael, o filho de Abraão, estava fisicamente circuncidado. Nós lemos no versículo 23:

Então tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo o macho entre os homens da casa de Abraão, e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele.


    No versículo 25, lê-se:

E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.



Obviamente, Deus quer que entendamos, muito claramente, que a circuncisão física não inicia ou garante a salvação.



    Obviamente, Deus quer que entendamos, muito claramente, que Ismael estava fisicamente circuncidado. Deus também mostra muito claramente que Ismael não foi eleito de Deus. Ele nunca seria salvo. Este fato demonstra que a circuncisão física absolutamente não inicia ou garante a salvação. Em Gênesis capítulo 17 versículos 18 a 21, Deus afirma para nós:

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E disse Abraão a Deus: Oxalá que viva Ismael diante de teu rosto! E disse Deus: Na verdade, Sara tua mulher te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo para a sua semente depois dele. E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar gradissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação. O meu concerto, porém, estabelecerei com Isaque, o qual Sara te dará neste tempo determinado, no ano seguinte.


    Mais adiante, no capítulo 21, versículos 9 e 10, do Gênesis, lê-se:

E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, que esta tinha dado a Abraão, zombava. E disse a Abraão: Deita fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque.


    Os versículos acima afirmam, definitivamente, que ele não era um herdeiro como Isaac. Assim, ele podia não ter sido salvo. A Bíblia claramente instrui que todos os cristãos são herdeiros com Cristo, que é a semente de Isaac.
    Retornando a Gênesis 17:14, nós sabemos, portanto, que este versículo não está indicando que a circuncisão física inicia ou garante a salvação. De fato, uma verdade muito importante é ensinada por este versículo. A circuncisão física era um indício ou sombra que apontava para a circuncisão espiritual. Uma pessoa que não era fisicamente circuncidada é um retrato de alguém que não era salvo; seus pecados não tinham sido cortados. É um retrato de alguém que está ainda sob a ira de Deus. Assim é qualquer um que quebra o pacto, que não está salvo; ele ainda está sob a ira de Deus. No capítulo 10 versículo 16 do Deuteronômio, Deus ordena:

Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz.

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    A ordem é para a humanidade se purificar dos seus pecados. Mas ela não pode fazer isso pois está morta em seus pecados. Deus, então, promete em Deuteronômio capítulo 30 versículo 6:

E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua semente, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas.


    Retornando a Gênesis 17, nós vemos que Deus não está e não pode instruir que a circuncisão física tenha qualquer graça espiritual dentro deste ato. Ela pode ser somente um sinal ou uma sombra. Aparentemente, Deus instruiu que a circuncisão física tem algum mérito ou significado espiritual. Eis porque o capítulo 17 do Gênesis é uma prova tão severa para aqueles que se chamam de cristãos. Israel antigo e muitos cristãos hoje apóiam o ensino que a circuncisão física tem alguma substância espiritual. Por isso eles apóiam a conclusão das Confissões, uma lei cerimonial chamada Sacramentos são um sinal e um selo. De acordo com essa doutrina, eu posso tomar uma atitude (circuncisão física do Velho Testamento são chamados Sacramentos do Novo Testamento), que eu, impropriamente, creio ter substância espiritual dentro disto, e que de alguma maneira dá a mim um princípio corrente, como ele era, em direção a salvação.
    É não é de se admirar que Deus seja contra essa idéia. Em Romanos, capítulo, 2, versículos 25 a 29, lê-se:

Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão. Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão? E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra: cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

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    Na Epístola aos Gálatas, capítulo 5, versículos 3 a 6, Deus afirma:

E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, Cristo de nada nos aproveitará. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído. Porque nós pelo espírito da fé aguardamos a esperança da justiça. Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma; mas sim a fé que opera por caridade.


    O resultado da falsa confiança do Israel antigo em manter os sinais com a finalidade de alcançar uma relação justa com Deus é citado na Epístola aos Romanos capítulo 9, versículos 31 e 32:

Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por que? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço.


    Realmente, vamos ver a bancarrota da idéia que estas leis cerimonias do Novo Testamento, sejam selos. Esse falso pensamento nos põe em grande risco de seguir obras graças ao evangelho. Se nós tivermos dificuldade em lidar com essa questão, devíamos perguntar a nós mesmos, muito honestamente, por que nós somos tão relutantes para fazê-lo. É possível que nós e o Israel antigo caímos na mesma armadilha? O quão terrível seria!

Qual é a importância do batismo com água?

    Antes de deixarmos o assunto de circuncisão e batismo com água de lado, uma outra questão deve ser tratada. Se o batismo com água é um sinal, e não tem nenhum significado espiritual, qual é, então, a sua importância? Não é suficiente que Deus tenha feito todo o trabalho de salvar-nos? Por que se preocupar com o batismo com água?
    O fato é que podíamos fazer perguntas semelhantes, relativas a muitas coisas que nós fazemos depois de sermos batizados. Por

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que testemunhar para os outros? Por que orar? Por que ler a Bíblia? Afinal, uma vez que nós somos verdadeiramente salvos e recebemos vida eterna, por que tomar parte em alguma ou em todas essas atividades? Fazendo isso, nós não estamos nos tornando mais salvos simplesmente por realizá-las.


Uma evidência importante de salvação é um desejo sério e contínuo para obedecer a toda e qualquer ordem que Deus dá a nós. E Deus ordena batizar com água.



    A razão que nós, entusiástica e prazerosamente, tomamos parte em todas essas atividades é porque Deus assim nos ordenou. Uma evidência importante de salvação é um contínuo e sério desejo de obedecer a qualquer e a todas as ordens que Deus dá a nós. Deus ordena o ato de batismo com água.
    No Velho Testamento, o sinal a ser colocado na família que assinalava ter sido o pai salvo era a circuncisão física. Lembre-se do que nós lemos em Êxodo capítulo 12, versículo 48:

Porém se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo o macho, e então chegará a celebra-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.


    Deus ordenou que o sinal de circuncisão fosse para ser colocado em todos os machos para indicar que a sua se tornou uma família evangélica. Colocar o sinal de circuncisão nos machos não era opcional. Tinha que ser feito. Nós lemos em Gênesis 17:10-14:

Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós, e a tua semente depois de ti: Que todo o macho será circuncidado. E circuncidareis a carne do vosso prepúcio; e isto será por sinal do concerto entre mim e vós. O filho de oito dias, pois, será circuncidado, todo o macho nas vossas gerações; o nascido


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na casa, e o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua semente. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na vossa carne por concerto perpétuo. E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será extirpada dos seus povos; quebrantou o meu concerto.


    Como vimos anteriormente, o sinal de circuncisão do Velho Testamento foi substituído no Novo Testamento pelo batismo da água. Portanto, nós não ficamos surpresos ao ler em Atos capítulo 10, versículos 47 e 48, em relação ao romano Cornélio e aqueles que eram salvos com ele:

Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.


    Pedro estava falando sob a inspiração de Deus Espírito Santo. Portanto, a ordem na era da igreja para batizar era do próprio Deus. Claro, já que o batismo da água não é uma condição para a salvação, se circunstâncias fazem o batismo da água impossível por enquanto, a salvação da pessoa que devia ser batizada não está exposta. Mas assim que houver uma mudança de circunstâncias, de forma que batismo da água seja possível, certamente, ele devia ser administrado.

Qual é a validade do batismo com água?

    Nós devíamos agora considerar algumas questões adicionais. A primeira é: o que faz o batismo da água válido? O batismo da água, por ser uma sombra e não possuir nenhuma substância, é tão incidental que qualquer um pode apresentar isto? Por exemplo, suponha que na era da igreja os pais pertençam a uma igreja que não pratica o batismo infantil. Mas estes pais desejam que a sua criança seja batizada. Os pais podem batizar essa criança? A resposta

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deve ser "Não". Por que?
    Se nós examinarmos os exemplos de batismo da água divulgados na Bíblia, nós observaremos que estão sempre apresentados por alguém que tinha sido designado inspetor espiritual da igreja. No Rio Jordão, João Batista e os apóstolos batizaram algumas pessoas. Felipe, provavelmente, um dos sete que fundaram a primeira igreja e possivelmente era um dos apóstolos, batizou com água o eunuco etíope (Atos 8:38) e o samaritano (Atos 8:12). O apóstolo Paulo batizou as famílias de Estefani (I Coríntios 1:16), Lídia e sua família (Atos 16:15), o carcereiro de Felipe e os seus (Atos 16:33), e aproximadamente doze efésios (Atos 19:5). Pedro batizou a família de Cornélio (Atos 10:48). Em cada instância, o registro é muito claro: o batismo com água é responsabilidade dos regentes espirituais da igreja. Eles têm a tarefa de averiguar se um dos pais é verdadeiramente salvo.
    Assim, se um pai não pertence a uma igreja que batiza crianças, ele, pacientemente, deve esperar até que a criança cresça e em sua profissão de fé possa ser batizada. Ou a família poderia unir-se a uma igreja que pratica o batismo infantil, podendo, assim batizar os seus filhos.


Se nós examinarmos os exemplos de batismo da água divulgados na Bíblia, nós observaremos que estão sempre apresentados por alguém que tinha sido designado inspetor espiritual da igreja.



O re-batismo já devia ser feito

    Outra questão freqüentemente levantada é que se uma pessoa, batizada ainda criança, deve ser novamente batizada quando fizer sua profissão de fé. A resposta é encontrada quando nós olharmos para o sinal de circuncisão. Uma pessoa que era circuncidada como um bebê não recebeu outro sinal quando atingiu a maioridade, no momento ele realmente ficou salvou. Igualmente, a pessoa batizada

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como uma criança não devia ser novamente batizada quando fizer profissão de fé.
    Quando nós olharmos para a experiência da samaritana em Atos capítulo 8, nós observamos que, Felipe, ao pensar que estava salva, administrou o batismo da água. Mais tarde, quando Pedro e João vieram averiguar a verdade maravilhosa que salvação veio para o samaritano, nós lemos em Atos 8, versículos 14 a 16:


Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a Palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo. (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus).



    Já que eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo, embora parecessem estar salvos, e tivessem recebido o batismo da água, está muito claro que eles ainda não estavam salvos. Nós sabemos disso porque na Epístola aos Romanos, capítulo 8, versículo 9, lê-se:

Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.


    Quando Pedro e João pregavam, eles estavam salvos. Significativamente, porém, quando foram salvos, eles não receberam o batismo da água novamente. Isso está de acordo com a experiência de muitos cristãos. Eles eram batizados como crianças ou eram batizados um de cada vez; entretanto, quando eles foram batizados, existiu grande evidência que eles não tinham sido salvos naquele tempo. Muito mais tarde, eles entraram em uma relação de salvação com Cristo. Seguindo o exemplo do samaritano, nós sabemos que eles não deviam receber o batismo da água uma segunda vez.

Batizando em nome de Jesus

    Outra pergunta freqüente é: por que em Mateus capítulo 28 diz-

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se: "batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo"? Mas no Livro de Atos, a linguagem é sempre similar a Atos 8:16, onde Deus fala da samaritana que recebeu o batismo da água e ter sido "batizada" no nome do Senhor Jesus.
    A resposta para esta pergunta é encontrada quando olhamos cuidadosamente para o batismo dos doze efésios, como está registrado em Atos capítulo 19, versículos 2 a 6:

Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas e profetizavam.


    Esta passagem instrutiva indica que alguém pregou para os efésios. Parece-nos que eles foram salvos assim que eram batizados com a água. Mas quando o Apóstolo Paulo constatou, ele descobriu duas verdades: (1) eles não tinham sido batizados ainda (o Espírito Santo não havido descido sobre eles); e (2) eles tinham sido batizados com o batismo de João.
    Como nós aprendemos da experiência da samaritana, como registrado em Atos 8, se eles tivessem sido corretamente batizados na água antes de serem salvos, outro batismo na água não seria exigido. Mas seu batismo da água não era válido. Eles foram batizados com o batismo de João. Lembremo-nos que aprendemos anteriormente que o batismo apresentado por João Batista era a purificação do Velho Testamento, assinalando para a vinda do Salvador. Então, como nenhum dos sinais de Velho Testamento não são para ser observadas após a crucificação de Cristo, da mesma forma o batismo de João também não é para ser observado.
    Portanto, os efésios eram batizados mais corretamente no nome de Cristo. A verdade é que o Livro de Atos insiste que o batismo no nome de Cristo é batismo pós-Pentecostes. Ser batizado no nome

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de Cristo significa que preparar-se para a salvação, completada na crucificação de Cristo. Não é em oposição à linguagem de Mateus 28 onde batizar é no nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Bastante, oferece ensino adicional relativo à natureza da purificação de nossos pecados. Nossos pecados são purificados na autoridade de Cristo, que recebeu a punição por eles. Nós, então, somos batizados no nome do Senhor Jesus. Quando nossos pecados são purificados, nós somos lavados (batizados) no nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Isto é, nós entramos em uma relação mais íntima com a trindade. divina
    Ser batizado no nome de Cristo significa que a purificação está na crucificação de Jesus Cristo.
    Conseqüentemente, se alguém estiver procurando uma linguagem para batismo da água, seria completamente válido falar batizar no nome do Senhor Jesus, no nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.
    Retornando aos Atos 19, que nos conta dos efésios, nós lemos que eles eram batizados no nome do Senhor Jesus antes de serem batizados. Deste modo, sua experiência era como a do samaritano citado em Atos 8. Alguns poderiam, então, usar este fato para tentar provar que o batismo da água é um requisito para a salvação.
    Esta idéia está imediatamente invalidada quando nós recordarmos que a família de Cornélio recebeu o batismo da água depois de serem salvos. Em Atos capítulo 10, versículos 47 e 48, lê-se:

Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.


    Além disso, como nós aprendemos anteriormente, o batismo da água é um trabalho que nós fazemos e portanto jamais pode ser considerado uma condição para a salvação.

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Resumo

    Eis um resumo de alguns dos fundamentos que aprendemos sobre o batismo:
    1. As palavras gregas "baptizo" e "baptismos", que estão normalmente traduzidos "batismo", sempre significam lavando ou limpando do pecado.
    2. Existe um batismo embora a Bíblia fale de batismo no Espírito e batismo da água. O batismo da água é uma sombra do batismo no Espírito e, propriamente, não tem nenhum significado. Era uma lei cerimonial observada durante a era da igreja, do Novo Testamento.
    3. Portanto, batismo da água nunca é uma condição para salvação nem pode isto iniciar ou garantir salvação.
    4. Sempre que a Bíblia emprega a palavra "batismo", nós devemos concluir aquele batismo ou a purificação dos pecados. Somente se o contexto claramente indicar batismo da água significará batismo da água
    5. A única palavra usada na Bíblia que sugere a maneira de batizar é a palavra "borrifar".
    6. Durante a era da igreja, quando um pai em uma família era batizado, o sinal ou sombra de salvação (batismo) é para ser colocado em todos os membros da família.
    7. Durante a era da igreja, somente um inspetor espiritual qualificado da congregação poderia administrar o batismo da água.
    8. O batismo da água é um sinal ou sombra, mas nunca deviam ser considerados como um selo.


CAPÍTULO 6