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O Batismo
A purificação dos nossos pecados
Capítulo 4
Quem é batizado com água?
Examinemos agora a questão: quem deve ser batizado com água? durante a era da igreja algumas igrejas batizaram crianças. Outras, batizarão somente aqueles que declararam a sua profissão de fé na salvação. O que a Bíblia nos ensina a respeito desse assunto?
A fim de apresentar uma solução para a questão, nós devemos rever o plano de salvação de Deus. Muitos teólogos renomados ensinam que Deus tinha um plano de salvação para a antiga nação de Israel e outro, atual, para o Novo Testamento. Eles ensinam que o povo do Velho Testamento estava sob a lei enquanto nós estamos sob a graça de Deus. Por essa razão, ao citar os exemplos do eunuco etíope, da família de Cornélio e dos doze efésios do capítulo 19 de Atos, eles acreditam que o batismo com água seja para servir de testemunho público ao se declarar uma profissão de fé. Eles sustentam que o batismo das crianças não é garantido pela Bíblia.
Um único plano de salvação
O que essas pessoas não entendem é o fato que Deus tem um plano único de salvação. Aqueles que viveram antes do dilúvio foram salvos assim como o cristão do Novo Testamento. Nós lemos, por exemplo, que Noé encontrou a misericórdia aos olhos do Senhor (Gênesis 6:8). Segundo a lei, ele era um pecador antes de ser salvo. Estar sob a lei é estar sujeito à punição prescrita para o pecado, ou seja, a condenação eterna. Somente a misericórdia de Deus pode nos livrar dessa punição. Aqueles que se beneficiaram da generosidade de Deus estão livres, pois o Cristo pagou pelos seus pecados.
Deus concedeu a Sua graça a Noé da mesma forma que a concedeu a nós quando fomos salvos. Antes da salvação, Noé, assim como todos nós, estávamos sob a lei pois ela afirma que o salário do pecado é a morte. A partir de Adão e Eva, este fundamento se firmou e continuará até o Dia do Julgamento. A única maneira de se libertar da lei é receber a graça de Deus, que se configura no fato de
que o próprio Jesus tomou a si os pecados daqueles que Ele escolheu para ser salvos. Dentre esses escolhidos, inclui-se tanto as pessoas que viveram há treze mil anos quanto as remanescentes escolhidas pela graça.
Sob a lei de Deus, Noé era um pecador antes de ser salvo, da mesma forma que nós somos pecadores sob a lei, antes de sermos salvos.
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Conseqüentemente, aqueles que viveram no antigo Israel foram salvos pelo sangue de Cristo assim como nós somos salvos pelo mesmo sangue derramado de Cristo. Desde que Cristo foi o Cordeiro sacrificado para a fundação do mundo (Apocalipse 13:8), a salvação foi possível depois que os nossos primeiros pais, Adão e Eva, pecaram.
Um apelo à perfeição
Pelo Velho Testamento, a pessoa era obrigada a obedecer à lei ou ficaria sob a sua maldição. Ao cristão do Novo Testamento é dito para ser perfeito como é perfeito o Pai que está no céu (Mateus 5:48) porque o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23).
Assim, através dos tempos, existe somente um plano de salvação. A única e pequena diferença é que o cristão do Velho Testamento esperou a vinda do Salvador, enquanto nós procuramos pelo nosso Salvador. Pois Cristo é tudo, o onipresente, Cristo é, absolutamente, o Cordeiro sacrificado para a fundação do mundo. Portanto, o poder da redenção está no mesmo patamar para os cristãos do Velho e do Novo Testamento.
A salvação é a mesma para os cristãos tanto do Velho quanto do Novo Testamento, mas em ambas situações, o cristão é habitado pelo Deus Espírito Santo. Por isso Davi clamou por seu pecado: “Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo”. Eis porque lê-se em Romanos, capítulo 8,
versículo 9:
Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
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Então é verdade o que Jesus diz em João capítulo 14, versículos 16 e 17:
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
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Isto não significa um plano de salvação diferente para os cristãos do Velho e do Novo Testamentos. Ao contrário, como aprendemos anteriormente sobre a frase “batizado com o Espírito Santo”, ela se refere ao plano de Deus para evangelizar o mundo uma vez que Cristo retornou ao céu.
Lembre-se que antes do tempo de Pentecostes – 33 a. C. 33 – os cristãos eram, eventualmente, capacitados e ordenados a serem profetas. Homens como Abraão, Moisés, Samuel, Isaías e João Batista recebiam tal missão. Enquanto todos os cristãos eram habitados pelo Espírito Santo, somente aqueles cheios do Espírito eram considerados profetas.
Como aprendemos anteriormente, no início de Pentecostes cada cristão era ordenado e capacitado para ser um profeta. Assim como um balde era cheio de água, cada cristão recebia o Espírito Santo, isto é, ficava cheio do Espírito. No começo dos tempos, enquanto cada cristão era habitado pelo Espírito Santo, ele não estava cheio dele (isto é, ordenado e capacitado para levar o Evangelho) o Espírito Santo até Pentecostes quando o Consolador, o Espírito Santo, era derramado.
Então, Jesus disse Ele, o Espírito Santo, estará em você, como Ele profetizou que o Consolador viria. Isso salienta uma diferença entre o plano de salvação do Velho e do Novo Testamento. Antes da crucificação de Cristo, era absolutamente raro que alguém se salvasse.
Os israelitas pereceram no deserto por causa da sua falta de fé. Todas as nações não conheciam o Evangelho. Apesar de Jesus, o pregador perfeito, ter pregado por três anos e meio, havia somente cento e vinte no máximo e quinhentos na Galiléia.
O plano de Deus era enviar o Evangelho a todo o mundo como uma testemunha, mas esse plano de evangelho universal não começou até Cristo retornar ao paraíso após a crucificação. Então, em Pentecostes, cerca de três mil cristãos foram salvos e desde então, Deus tem salvado pessoas em todas as nações. Para completar esse assunto, Deus ordenou e qualificou cada cristão a ser um profeta. Ele fez isso fazendo de cada um veículo para trazer o Evangelho ao mundo. De certo modo, o Espírito Santo não era uma característica do cristão do Velho Testamento. Eles estavam habitados pelo Espírito Santo, mas não foram ordenados pelo Espírito Santo a trazer o Evangelho.
As velhas e novas promessas divinas
Outra diferença ressaltada pela Bíblia é o fato de que Deus fala de um Pacto Antigo e um Novo Testamento ou Novo Pacto. É exatamente aqui que a Bíblia se divide. Isto significa que Deus tem dois planos de salvação? Como já vimos antes, isto é impossível. A importância do Pacto Antigo é que, assim como já aprendemos, antes da crucificação de Jesus, poucas pessoas foram salvas. Ainda que Deus tenha separado alguns de Sua presença, como Ele fez com a antiga nação de Israel, alguns foram salvos. Porém, é verdade que Deus ordenou-lhes que O servissem com fé. Deus lhes deu exemplos de salvação, por exemplo, quando Ele tirou Israel do Egito, atravessando-os pelo Mar Vermelho e quando eles cruzaram o Rio Jordão.
O elemento ausente era o fato de que Deus tinha que levar o Evangelho aos corações de todos aqueles que Ele planejava salvar.
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Além disso, Ele também lhes mostrou sinais da vinda do Messias, que, sozinho, os salvaria dos seus pecados. Este era o ponto central do sétimo dia – o Sabah -, os holocaustos, os sacrifícios, os festivais, e muitas outras atividades que chamamos de leis cerimoniais.
Um elemento importante exigido para a salvação era raramente vivenciado. Não importa o quanto pessoas diligentemente preservassem todas as leis apresentadas na Bíblia, isso poderia inviabilizar a sua salvação. O elemento ausente era o fato de que Deus tinha que levar o Evangelho aos corações de todos aqueles que Ele planejava salvar. Em Jeremias, capítulo 31, versículo 33, lê-se:
Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
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Davi, Abraão e Rahab, a meretriz, foram salvos somente porque Deus abriu os seus espíritos, quebrou os seus corações endurecidos e concedeu-lhes a Sua misericórdia. Realmente, esses são exceções. Como vimos quando examinarmos o assunto “ser habitado pelo Espírito Santo”, a maioria de Israel em qualquer tempo antes de Jesus ser crucificado permaneceu incrédulo.
Quando Deus falou sobre um Novo Pacto, Ele não estava descrevendo um plano diferente de salvação que seria experimentado por aqueles que seriam salvos durante o tempo do Novo Testamento. Ele estava indicando, especificamente, que antes de Jesus ser crucificado, haveria uma explosão de pessoas que seriam as testemunhas da salvação. Elas seriam salvas porque Deus penetraria os seus corações com a Sua Palavra, dando-lhes um novo espírito ou uma nova alma. Elas nasceriam de novo, atitude necessária naquele tempo da história do mundo.
A significância do Novo Pacto após a crucificação de Jesus é vista em Pentecostes no ano 33 a. C., quando aproximadamente três mil pessoas foram salvas. E a partir daquele momento, muitas pessoas em várias nações que deram o seu testemunho do Evangelho foram salvas.
Portanto, o Novo Pacto não mudou o plano de salvação de Deus para cada pessoa. O Novo Pacto completou, simplesmente, o plano de salvação de Deus para salvar pessoas em todo o mundo. Aqueles que se salvaram constituíram o verdadeiro Israel (Romanos 2:28-29), o Israel de Deus (Gálatas 6:16), a verdadeira semente de Abraão (Gálatas 3:29). Por isso, Deus, ao falar do Novo Pacto em Hebreus, capítulo 8, versículo 10, afirma:
Porque este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor; porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus, e eles me serão por povo.
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Até este ponto, nós vimos que Deus tinha somente um plano de salvação através dos tempos. Esse plano está ancorado no fato de Deus ser o Cordeiro do sacrifício bem antes da criação do mundo. Era absolutamente necessário que os pecados de cada pessoa a quem Deus pretendia salvar fossem assumidos pelo Senhor Jesus Cristo. Conseqüentemente, culpado pelos pecados de cada um desses a quem Deus tinha escolhido salvar, Jesus suportou a ira de Deus. Ele se submeteu à ira de Deus em benefício daqueles cujos pecados Ele assumiu.
Era absolutamente necessário que os pecados de cada pessoa a quem Deus pretendia salvar fossem assumidos pelo Senhor Jesus Cristo.
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Nós vimos que a única diferença que poderia ser observada entre o Velho e o Novo Testamento é o alvo da aplicação do plano de salvação de Deus. Em 33 a. C. de Pentecostes, as pessoas começaram a ser salvas em diversos lugares. E cada uma delas estava qualificada e ordenada a ser um profeta. Cada uma delas estava cheia do Espírito Santo, isto é, estavam aptas a cumprir o programa de evangelização de Deus para todo o mundo. Por isso,
Jesus afirma em João capítulo 14, versículo 17:
O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.
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No início de Pentecostes ano 33 a. C., todos os cristãos estão absolutamente qualificados e ordenados a ser profetas para transmitir o Evangelho.
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No início de Pentecostes ano 33 a. C., todos os cristãos estão absolutamente qualificados e ordenados a ser profetas para transmitir o Evangelho. Eles foram batizados com o Espírito Santo, não somente porque os seus pecados foram purificados, mas também por eles estarem cheios do Espírito, pois eles tinham uma missão a cumprir como profetas de Deus. E essa missão era transmitir o Evangelho para todo o mundo.
A identidade dos pactos
À medida que comparamos o plano de salvação de Deus do Velho Testamento com o plano do Novo Testamento, notamos que as promessas aos cristãos são as mesmas. No Velho Testamento, nós lemos em Gênesis capítulo 17, versículo 7:
E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e à tua semente depois de ti.
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No Novo Testamento, em Atos capítulo 2, versículo 39, lê-se:
Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe; a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.
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Além disso, a ordem para os pais dos cristãos instruir os seus filhos era idêntica no Velho e no Novo Testamento. Em Deuteronômio capítulo 6, versículos 6 e 7, lê-se:
E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração. E as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentados em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.
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Em Efésios capítulo 6, versículo 4, lê-se:
E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
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Em seguida, observaremos uma situação distintamente diferente para o cristão do Velho Testamento e a sua família, em comparação ao cristão do Novo Testamento e a sua família. Isso diz respeito ao sinal que foi estabelecido para o cristão do Novo Testamento e a sua família comparado ao que foi estabelecido para o cristão do Velho Testamento e a sua família.
A mudança do sinal de salvação
De acordo com o Velho Testamento, a circuncisão, realizada em todos os bebês após o oitavo dia do nascimento, era um sinal da salvação. Durante a circuncisão havia derramamento de sangue por tratar-se do corte do prepúcio do órgão reprodutor masculino. Quando Abraão foi fisicamente circuncidado, todos os machos da família dele também o foram, independente de terem sido eleitos por Deus ou não. Esse fundamento está confirmado em Êxodo capítulo 12, versículo 48:
Porém se algum estrangeiro se hospedar contigo e quiser celebrar a páscoa ao Senhor, seja-lhe circuncidado todo o macho, e então chegará a celebra-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.
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Qual seria a razão divina em estabelecer um sinal nos filhos da
família do pai que fosse salvo? Essas crianças talvez não fossem eleitas de Deus. Assim como Ismael, se não fossem eleitas de Deus, elas não nunca o seriam nos termos divinos, e Deus não se daria o trabalho de salvar as suas vidas.
Quando Abraão foi fisicamente circuncidado, todos os machos da família dele também o foram, quer fossem eleitos por Deus ou não.
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A resposta a essa questão, surpreendentemente, encontra-se no Novo Testamento. Na Primeira Epístola aos Coríntios, no capítulo 7, versículo 14, Deus afirma:
Porque o marido descrente é santificado pela mulher: e a mulher descrente é santificada pelo marido; doutra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.
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Nesse versículo, as palavras “santificar” e “santo” têm o mesmo significado. É uma palavra que significa estar a serviço de Deus. O verdadeiro cristão está eternamente santificado pois está, para sempre, a serviço de Deus.
Na família onde um pai foi salvo, Deus está declarando que cada membro dessa família, de algum modo, está a serviço de Deus. Isso inclui pessoas como Ismael, que, obviamente, apesar de não ser eleito e, portanto, nunca seria salvo.
Na família onde um pai foi salvo, Deus está determinando que cada membro dessa família, de algum modo, está a serviço de Deus. Isso inclui pessoas como Ismael, que, obviamente, apesar de não ser eleito, nunca seria salvo.
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Cada pessoa nessa família mantém um relacionamento com Deus diferente de outra família, onde há evidências de não existir uma proximidade com Cristo. Ao pai cristão é ordenado que ensine às crianças sobre o Deus da Bíblia (Deuteronômio 6:7, Efésios 6:4). Além disso, ele se empenhará pela salvação de todos os membros da sua família, intercedendo, assim, por meio de orações a Deus, em favor de cada um deles, para que sejam salvos.
Conseqüentemente, cada membro dessa família manterá um relacionamento intenso com Deus, ao contrário da família que não transmite os ensinamentos da Bíblia ou ora por salvação. Eis porque Deus chama de santos os membros da família daqueles que foram salvos, uma família comprometida com o Evangelho. Deus enfatiza essa questão no Velho Testamento, ordenando a circuncisão em todos os machos com oito dias de nascidos. Para salientar a necessidade da salvação, Deus ordenou, no capítulo 10, versículo 16, do Livro do Deuteronômio:
Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz.
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Porém, devido ao fato de cada pessoa incrédula estar, espiritualmente, morta, ela não quer obedecer a essa ordem. Além do mais, por ser um cadáver, ele não pode obedecer a essa ordem. Por essa razão, a Bíblia afirma que Deus salva a vida dos incrédulos que Ele deseja salvar; isto é, Ele tudo fará para salvar a sua alma. No capítulo 30, versículo 6, do Livro do Deuteronômio, lê-se:
E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua semente, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas.
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Portanto, a circuncisão física era, certamente, um sinal que alguns indivíduos já haviam experimentado ou que tinham a esperança de vivenciar.
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Portanto, a circuncisão era, certamente, um sinal que alguns indivíduos já haviam experimentado ou que tinham a esperança de vivenciar. Este sinal estava tão intimamente identificado com a salvação, que a ordem dada a Abraão em Gênesis 17:10 soa quase como uma garantia de salvação para a pessoa que fosse circuncidada. (Mais adiante, discutiremos com detalhes sobre a linguagem utilizada em Gênesis capítulo 17).
Na verdade, esta foi a conclusão a que muitos chegaram em Israel. Era uma idéia tão latente que Deus avisa em Gálatas, capítulo 5, versículos 3 e 4:
E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído.
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A circuncisão não é garantia de salvação
Nós temos absoluta certeza que a circuncisão, em si, não era um ato de iniciação ou a garantia de salvação por, pelo menos, três razões.
A primeira delas é a declaração expressa em Efésios, no capítulo 2, versículos 8 a 10:
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
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Esses versículos concordam totalmente com as palavras lidas no capítulo 30, versículo 6, do Livro do Deuteronômio, onde Deus afirma que Ele circuncidará os corações de todos a quem Ele salvará.
Se a circuncisão fosse uma exigência para a salvação, nenhuma mulher do Velho Testamento teria sido salva, pois elas não eram submetidas a esse procedimento. A circuncisão era privilégio somente dos homens porque havia o derramamento de sangue e o corte de
carne, que significavam o corte, a expulsão dos nossos pecados e a nossa natureza pecaminosa deve ser removida.
Ismael foi circuncidado aos treze anos, no mesmo dia em que o seu pai, Abraão, também foi circuncidado.
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Além disso, a circuncisão envolve o órgão reprodutivo que apontou para a semente, o Senhor Jesus Cristo, que deve vir derramar o Seu sangue, isto é, dar a Sua vida em punição pelos nossos pecados.
A terceira razão para que a circuncisão não seja encarada como iniciação ou garantia da salvação é que, quando Abraão foi circuncidado, todos os nascidos em sua casa foram circuncidados também. Isso incluiu o seu filho Ismael, que ainda não estava salvo nem poderia nunca ser salvo. E, por três vezes, em Gênesis capítulo 17, Deus enfatiza que Ismael foi circuncidado. Nos versículos 23, 25 e 26, lê-se:
Então tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo o macho entre os homens da casa de Abraão, e circuncidou a carne do seu prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus falara com ele.
E Ismael, seu filho, era da idade de treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do seu prepúcio.
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Posteriormente, discutiremos o fato da condição de não-eleito de Ismael.
Nós observamos que, através da história, a salvação não mudou . As promessas aos filhos de pais cristãos e a ordem para que esses pais doutrinem os seus filhos não sofreram mudanças. Agora, levanta-se a seguinte questão: o que dizer sobre a circuncisão? Certamente, ela não foi estimulada pela igreja do Novo Testamento.
Nós sabemos que após a ressurreição de Jesus, a circuncisão não mais foi usada como um sinal no relacionamento para uma família cristã. A circuncisão, assim como cerimônias tais como holocaustos e sacrifícios de sangue têm sido completadas em Cristo, e, portanto, não mais foram cumpridas.
O sinal de salvação do Novo Testamento
No Novo Testamento, Deus assinalou a família cristã no momento em que o pai se tornava um cristão. Em Atos, capítulo 16, versículos 14 e 15, lê-se:
E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia. E, depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso.
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No Novo Testamento, Deus assinalou a família cristã no momento em que o pai se tornava um cristão.
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Observe que o sinal do batismo foi colocado sobre a família de Lídia e não somente sobre ela, cujo coração o Senhor abriu (isto é, ela realmente estava salva). Deus não exige uma descrição dos que são íntimos a ela, pois Ele já havia ensinado que Abraão, ao receber o sinal da salvação (o qual foi circuncidado naquele momento), todos os machos em sua família receberam o mesmo sinal.
Nesse trecho muito instrutivo, Deus ensina que após a crucificação, as mulheres cristãs (tomando Lídia como exemplo), receberam também o sinal da salvação, transformado de circuncisão para o batismo com água. Portanto, ainda que todos os machos da família recebessem o sinal da salvação pregado no Velho Testamento, no Novo Testamento cada membro da família, tanto macho quanto
fêmea, recebiam o sinal da salvação quando a mãe ou o pai professavam a sua fé no Senhor Jesus Cristo.
Deus ensina que após a crucificação, as mulheres cristãs (tomando Lídia como exemplo), receberam também o sinal da salvação, transformado de circuncisão para o batismo com água.
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No mesmo capítulo do Livro de Atos, nós lemos sobre um pai que recebeu a salvação. Ele era o carcereiro de Felipe. No mesmo instante em que ele foi batizado, toda a sua família também o foi. Em Atos, capítulo 16, versículo 33, certificamo-nos dessa passagem:
E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões, e logo foi batizado, ele e todos os seus.
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Mais adiante, Deus confirma esse princípio na Primeira Epístola aos Coríntios, no capítulo 1, versículo 16, onde lemos que o Apóstolo Paulo batizou a família de Estéfanas:
E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro.
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Assim, vimos a perfeita harmonia de toda a Bíblia. O sinal do Evangelho foi colocado sobre a família do pai do Velho Testamento, quando este se tornou cristão. Do mesmo modo, o sinal do Evangelho está colocado na família do Novo Testamento quando o pai também foi batizado.
Do mesmo modo, o sinal do Evangelho está colocado na família do Novo Testamento quando o pai também foi batizado.
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Conseqüentemente, no Velho Testamento, um sinal (a circuncisão) foi colocado na família de pais cristãos, e no Novo
Testamento, um sinal (o batismo com água) é colocado sobre a família de pais cristãos. Lembre-se que em ambos – o Velho e o Novo Testamento – os pais doutrinaram os seus filhos no caminho do Senhor (Deuteronômio capítulo 6 e Efésios capítulo 6).
Notamos a ênfase sobre o objetivo de Deus por meio do uso do número três. Três exemplos de batismo com água das famílias de pais batizados; Lídia, o carcereiro felipense, e a família de Estéfanas. Não acredito que, coincidentemente, Deus nos fala sobre três diferentes famílias que foram batizadas ao mesmo tempo em que os pais foram salvos. O número três significa o propósito de Deus de conceder aos filhos desses pais cristãos o sinal apontando para a salvação, que é o batismo com água. Batismo com água era uma lei cerimonial para ser observada durante a era da igraja, no Novo Testamento,assim como a circuncizão física no Velho Testamento, no tempo da nação de Israel.
É interessante notar que durante a era da igreja, mesmo nas igrejas onde não se entende que os filhos devem ser batizados ao mesmo tempo em que os pais, eles pensem que alguma coisa deva ser feita em relação aos filhos dos cristãos. Por essa razão, eles, freqüentemente, estabelecem um “Cradle Roll”1 ou organizam uma cerimônia na qual eles dedicam os seus filhos ao Senhor. Nenhuma dessas idéias é exigida pela Bíblia. Deus estabeleceu as regras. O filho recém-nascido de pais cristãos deve ser batizado. Não é o caso de dedicar o filho ao Senhor. O ato do batismo significa que a criança é santa e que deve ser alimentada e educada no Senhor.
Nós aprendemos que Deus tem somente um plano de salvação para este mundo. Os cristãos do Velho Testamento aguardavam a vinda do Messias que, a princípio, estava morto desde a criação do mundo. Os cristãos do Novo Testamento esperam pelo Messias que virá. Em ambos os casos, a salvação realizada era a mesma.
O sinal do Velho Testamento ou a sombra do Evangelho na família era a circuncisão. O sinal do Novo Testamento é o batismo com água.
Desta maneira,durante a era da igreja percebemos, claramente, a ordem bíblica para que os filhos de pais cristãos devam ser
1N.T.: não há registro para essa expressão.
batizados. O costume de aspergir água concorda plenamente com a prática dessa lei cerimonial no Novo Testamento.
Desta maneira, percebemos, claramente, a ordem bíblica de que os filhos de pais cristãos devam ser batizados. O costume de aspergir água concorda plenamente com esse princípio.
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Agora, vemo-nos frente à outra questão muito séria. Muitos pais acreditam ou tem sido doutrinado que o batismo com água inicia ou garante a salvação para quem é batizado. Olharemos sob este e outros aspectos no próximo capítulo.
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