O Batismo
A purificação dos nossos pecados





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Capítulo 2


    Deus fez uma misteriosa promessa aos Israelitas, conforme lemos no Livro de Isaías, capítulo 44, versículo 3: “Derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”. Ainda em Isaías, capítulo 32, versículos 14 a 18, Ele usa uma linguagem semelhante:

Porque o palácio será abandonado, o ruído da cidade cessará: O forte e as torres da guarda servirão de cavernas eternamente, para alegria dos jumentos monteses, e para pasto dos gados. Até que se derrame sobre nós o espírito lá do alto; então o deserto se tornará em campo fértil, e o campo fértil será reputado por um bosque. E o juízo habitará no deserto, e a justiça morará no campo fértil. E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça repouso e segurança para sempre. E o meu povo habitará em morada de paz, e em moradas bem seguras, e em lugares quietos de descanso.


    Nesses dois trechos, Deus promete que a hora virá quando o Espírito Santo for derramado.
    O profeta Joel reiterou essa promessa no capítulo 2, versículo 28:

E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões.


    Essas promessas do Velho Testamento aparecem para prever um tempo em que Deus, o Espírito Santo, teria uma relação com os cristãos decididamente diferente daquele tempo do Velho Testamento.

O Batismo com o Espírito Santo

    Quando Jesus se fez presente, João Batista anunciou-O, declarando que Ele seria batizado com o Espírito Santo. Em Mateus, capítulo 3, versículo 11, lê-se:

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E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo.


    As promessas do Velho Testamento aqui narradas por João estão cheias do Espírito Santo? Nós veremos que sim. O próprio Jesus também falou sobre a vinda do Espírito Santo. Ele não usou a frase “cheio do” como os profetas, mas disse que o Espírito Santo viria do Pai, tal como lemos em João, capítulo 14, versículo 26:

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.


    Os profetas do Velho Testamento afirmavam que Deus derramaria o Espírito. Portanto, a vinda e o batismo com o Espírito Santo são, certamente, referências a um mesmo evento.


Portanto, a vinda e o batismo com o Espírito Santo são, certamente, referências a um mesmo evento.



    Quando esse evento aconteceria? Jesus falou da vinda do Espírito Santo, declarando que Ele não viria até que a humilhação de Jesus terminasse, isto é, o Espírito Santo não viria até a Sua redenção. Ele disse que todos aqueles que acreditavam Nele receberiam o Espírito Santo. Nós Lemos em João, capítulo 7, versículo 39:

E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.


    Mais adiante, Jesus enfatiza que o Espírito Santo não viria até que Ele deixasse essa terra. É o que lemos em João, no capítulo 16,

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versículo 7:

Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.


    O Conselheiro ou Consolador está claramente identificado como o Espírito Santo, que Deus enviaria em nome de Jesus, como lemos em João, capítulo 14, versículo 26:

Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.


    Para complicar a questão mais um pouquinho, Jesus afirma em João, capítulo 14, versículo 17, assim como Ele fala do Espírito de Verdade:

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.


    Como relacionar todas essas referências ao Espírito Santo?
    Certamente, deduz-se que após o cumprimento das profecias do Velho Testamento – a vinda do Espírito Santo, o batismo pelo Espírito Santo através de Jesus e o envio do Consolador aos cristãos – toda a atenção foi concentrada em um evento que era de assumir depois que Cristo retornasse aos céus.
    Conseqüentemente, quando Jesus, ao ser crucificado, terminou a sua missão de purificação, estando, assim, pronto para elevar-se aos céus, o tempo era propício para o cumprimento dessas promessas. Jesus, naquela hora, disse aos seus discípulos: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (Atos 1:5).

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Pentecostes

    Então, aconteceu o grande evento chamado Pentescotes. Muitos cristãos e os discípulos estavam reunidos. De repente, ouviu-se uma forte rajada de vento, línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e então os discípulos começaram a falar outras línguas.
    Isto seria o cumprimento da promessa de Jesus descrita em Atos capítulo 1, versículo 5, de que antes de alguns dias eles seriam batizados com o Espírito Santo? Esse evento ocorreu poucos dias depois que Jesus havia deixado os discípulos. Isso aconteceu em Jerusalém, onde os discípulos receberam a ordem de esperar pelo batismo.
    Pedro identificou claramente os eventos de Atos, capítulo 2, versículo 33, com a promessa de Jesus relativa ao Espírito Santo:

De sorte que, exaltado pela dextra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis.


    Lembremo-nos que Atos capítulo 1, versículos 4 e 5 indica que a promessa do Pai era o batismo com o Espírito Santo. Em conseqüência, nós sabemos que Pentecostes significava o cumprimento da promessa de que Jesus batizaria com o Espírito Santo.


Em conseqüência, nós sabemos que Pentecostes significava o cumprimento da promessa que Jesus batizaria com o Espírito.



    Pedro também identificou o extraordinário evento de Pentecostes com a profecia de Joel. Nós lemos em Atos, capítulo 2, versículos 16 e 17:

Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel. E nos últimos dias

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acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos.


    Deste modo, percebe-se que as promessas do Velho Testamento relativas à vinda do Espírito Santo foram cumpridas em Pentecostes, bem como as promessas de João Batista e Jesus - de que os cristãos seriam batizados com o Espírito Santo -, também foram totalmente cumpridas com o advento de Pentecostes. Sem dúvida alguma, isto, também, foi o cumprimento total da promessa de Jesus que o Consolador viria depois que Ele retornasse aos céus. Conseqüentemente, nós concluímos que o discurso é o mesmo, tanto no que se refere ao dom do Espírito Santo, quanto ao do batismo com o Espírito Santo.

A experiência de Cornélio em Atos capítulo 10

    Como relacionar os eventos de Pentecostes com o fato dos cristãos serem salvos depois de Pentecostes? Já que o nosso estudo, até este ponto, mostrou que o discurso que fala do dom do batismo é o mesmo, concluímos que os cristãos são batizados com o Espírito Santo, quando lhes é dado o Espírito. Ou, falando de outra maneira, quando dizemos que o cristão recebeu o Espírito Santo, nós poderíamos dizer que ele foi batizado com o Espírito ou purificado pelo Espírito.


Quando dizemos que o evangélico recebeu o Espírito Santo, nós poderíamos dizer que ele foi batizado ou purificado pelo Espírito.



    Na verdade, Pedro relaciona, especificamente, o dom do Espírito Santo - tal como foi concedido a Cornélio e seus amigos -, ao batismo pelo Espírito Santo. Pedro disse em Atos capítulo 11, versículos 15 a 17:

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E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio. E lembrei-me do dito do Senhor, quando disse: João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo. Portanto, se Deus lhes deu o mesmo dom que a nós, quando havemos crido no Senhor Jesus Cristo, quem era então eu, para que pudesse resistir a Deus?


    De fato, nós acreditamos que o dom do Espírito Santo é a dádiva da vida eterna para o evangélico, e que a experiência é idêntica à dádiva da vida eterna para os cristãos que crêem e esta experiência é idêntica àquela tão falada (ou conhecida) experiência do batismo pelo Espírito Santo.

O cristão e o batismo com o Espírito Santo

    Quando o fenômeno da recepção do Espírito Santo ou o batismo com ou pelo Espírito Santo ocorre na vida do cristão? Tem-se a impressão que os apóstolos e os cristãos que estavam reunidos viveram a experiência algum tempo depois que foram salvos. Isso pode acontecer com um cristão nos dias atuais? Ele pode tornar-se um filho de Deus, e então, em determinado prazo, receber o dom do Espírito Santo, o qual também é chamado de batismo com o Espírito Santo?
    Pedro declarou em Atos capítulo 2, versículos 38 e 39, que aqueles que se arrependem e são batizados pelo perdão dos pecados receberão o dom do Espírito Santo.


E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe; a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar.


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    Esse trecho se iguala à linguagem usada no capítulo 7, versículo 39, do Evangelho de João, onde Jesus promete que aqueles que acreditam Nele recebem o Espírito Santo:

E isto disse ele do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.


    Esse trecho parece sugerir que todos os cristãos receberiam o Espírito Santo, agora que o Consolador chegou. Se isso é verdade, então o batismo com o Espírito Santo deve ser sinônimo de ser salvo. Por outro lado, alguns cristãos seriam salvos sem possuir o dom do Espírito Santo.


A experiência de Cornélio registrada nos capítulos 10 e 11 do Evangelho Atos dos Apóstolos certamente estabelece a recepção do Espírito Santo como um evento que é sinônimo de salvação.



    A experiência de Cornélio registrada nos capítulos 10 e 11 do Evangelho Atos dos Apóstolos certamente estabelece a recepção do Espírito Santo como um evento que é sinônimo de salvação.
    Pedro falou de suas experiências com Cornélio em Atos capítulo 11, versículos 13 a 15:

E contou-nos como vira em pé um anjo em sua casa, e lhe dissera: Envia varões a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro. O qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa. E quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio.


    Observe como, claramente, os momentos da salvação e dádiva do Espírito Santo são idênticos nesse trecho. Essa verdade está

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enfatizada por uma descrição de salvação, registrada na Epístola a Tito, capítulo 3, versículos 5 e 6:

Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador.


    Observa-se que nesta descrição a referência ao Espírito Santo é “que abundantemente ele derramou sobre nós”. No Novo Testamento, o batismo com o Espírito Santo equivale à salvação; isto é enfatizado em outros trechos. Em Romanos, capítulo 8, versículo 9, afirma-se:

Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.


    Em outras palavras, se a nós foi negado a dádiva do Espírito Santo, não podemos ser salvos.

O batismo com o Espírito Santo: sinônimo de Salvação

    Nós percebemos, com satisfação, que o batismo com o Espírito Santo e a salvação devem ser sinônimos, pois ser salvo significa ser purificado dos nossos pecados. Observe os trechos a seguir que falam de purificação ou limpeza em associação com salvação.

Atos, capítulo 22, versículo 16: E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor.

Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 6, versículo 11: E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.

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Apocalipse, capítulo 1, versículo 5: E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados.

Tito, capítulo 3, versículo 5: Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo.


    Em todas essas passagens, Deus se concentrou na limpeza ou na purificação. Como já vimos, o batismo é sinônimo de purificação ou limpeza.


Agora entendemos porque Jesus foi batizado com o Espírito Santo. A purificação tornou possível, que a semente do sangue de Jesus fosse aplicada às nossas vidas por Deus o Espírito Santo, que vem habitar em nós. Quando Ele entra em nossas vidas, nós somos purificados de todos os nossos pecados, pois a expiação de Cristo na cruz onde Ele assumiu os nossos pecados e os redimiu, derramando o Seu sangue. Ser batizado com ou pelo Espírito Santo é ser purificado dos nossos pecados.



    Agora entendemos porque Jesus foi batizado com o Espírito Santo. A purificação tornou possível, que a semente do sangue de Jesus fosse aplicada às nossas vidas por Deus o Espírito Santo, que vem habitar em nós. Quando Ele entra em nossas vidas, nós somos purificados de todos os nossos pecados, pois a expiação de Cristo na cruz onde Ele assumiu os nossos pecados e os redimiu, derramando o Seu sangue. Ser batizado com ou pelo Espírito Santo é ser purificado dos nossos pecados.

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    João Batista disse, se referindo a Jesus: “... eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Lucas 3:16). O fogo, isto é, o holocausto em que Jesus se tornou ao se submeter à ira de Deus, em nosso benefício, propiciaria a purificação. O Espírito Santo aplicaria a purificação à vida de todos aqueles que acreditam em Jesus.
    Em João, capítulo 3, versículo 5, Jesus falou a Nicodemos:

Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.


    A água se refere à purificação consumada por Jesus na crucificação, segundo o Evangelho. O Espírito Santo indica a purificação aplicada às nossas vidas pelo Espírito Santo. Ambas ações são exigências para que um homem possa ser salvo.
    Ezequiel, profeticamente, usou linguagem semelhante a Jesus no capítulo 3 do Evangelho de São João. Nós lemos em Ezequiel, capítulo 36, versículos 25 a 27:

Então espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.


    Observe quão belamente Deus vincula o dom do Espírito Santo, a purificação dos pecados e a aspersão com água configurando uma grande promessa. Jesus nos limpou. O Espírito Santo adotou a limpeza dando-nos um coração novo, fazendo-nos nascer de novo.
    Conseqüentemente, nós somos batizados em um só corpo pela ação do Espírito Santo. Na Primeira Epístola aos Coríntios, no capítulo 12, versículo 13, lê-se:

Pois todos nós fomos batizados em um Espírito formando um

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corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito.


    Por essa razão, ser batizado com o Espírito Santo é ter a limpeza suprida pela redenção aplicada e realizada integralmente em nossas vidas pelo Espírito Santo no momento da nossa regeneração, ao nascermos novamente ou ao ressuscitarmos.


Por essa razão, ser batizado com o Espírito Santo é ter a limpeza suprida pela redenção aplicada e realizada integralmente em nossas vidas pelo Espírito Santo no momento da nossa regeneração, ao nascermos novamente ou ao ressuscitarmos.



Antes de Pentecostes os cristãos eram batizados com o Espírito Santo?

    Eis que estamos às voltas com outra grande questão. Se o batismo com o Espírito Santo é sinônimo de salvação, o que dizer dos cristãos que foram salvos antes dos eventos marcados por Pentecostes em 33 a.C.? A sua salvação pode ser considerada falsa? Isto não é sugerido pela assertiva de Jesus, registrada em João, capítulo 14, versículos 16 e 17:

E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.


    Esses versículos não concluem que Deus está antecipando uma mudança essencial em Seu programa de salvação começando com Pentecostes? Na verdade, houve uma mudança importante, mas não em consideração à natureza da salvação, e sim com a amplitude do

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programa de salvação de Deus.
    Antes de Pentecostes, poucas pessoas acreditavam e estavam qualificadas para ser profetas, com a finalidade de transmitir a Palavra de Deus. Mas com o início do tempo de Pentecostes, o plano de Deus era que houvesse uma explosão de cristãos e que cada um fosse ordenado e qualificado para transmitir o Evangelho. Esta qualificação está implícita na frase “batizado com o Espírito Santo”. Por causa dessa mudança na vontade de Deus, poderia-se dizer que os apóstolos, antes de Pentecostes, deviam ainda ser batizados com o Espírito Santo como o seria no futuro.
    Na verdade, o grande evento de Pentecostes que, oficialmente, iniciou o plano extraordinário de Deus para salvar pessoas em todo o mundo, cuidou de mudar o papel do cristão de modo que fizesse parte desse plano. O cristão não era somente o receptor da misericórdia de Deus ao ser batizado com o Espírito Santo, mas ele também era alvo daquele plano de proteção.


O cristão não era somente o receptor da misericórdia de Deus ao ser batizado com o Espírito Santo, mas ele também era alvo daquele plano de proteção.



    A frase encontrada em João 14:17 " ... pois habita em convosco, e estará em vós " pode agora ser entendida. Antes do Pentecostes embora Jesus fosse o perfeito pregador muito poucas pessoas foram salvas. Ser salvo requeria a ação de Deus, o Espírito Santo, de aplicar a Palavra de Deus à vida do indivíduo que Deus está salvando. Embora aquele indivíduo claramente ouvia a Palavra de Deus ele ainda estava espiritualmente morto e somente quando Deus aplica a Sua Palavra à vida daquele indivíduo é que ele é salvo. Em outras palavras, pregar a Palavra, por si só, não faz com que a pessoa seja salva.
    Isto é provado através do fato de que no Pentecoste, registrado em Atos 2 cerca de 3.000 pessoas foram salvas. Elas foram salvas porque o Espírito Santo foi dado, isto é, Deus, o Espírito Santo,

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estava no meio daquelas pessoas aplicando a Palavra de Deus aos corações daqueles a quem Ele queria salvar. Com isto elas se tornaram novas criaturas em Cristo, e daquele momento para frente, foram habitadas pelo Espírito Santo. Elas ficaram cheias do Espírito Santo porque tinham sido qualificadas e ordenadas por Deus a trazer o Evangelho ao mundo. Antes daquele evento no Pentecoste o Espírito Santo estava com os verdadeiros crentes porque eles eram habitados pelo Espírito Santo, mas ele não estava no meio deles aplicando a Palavra de Deus conforme eles ensinavam o Evangelho aos outros. Entretanto, começando com o Pentecoste eles não eram só habitados pelo Espírito Santo, mas quando eles pregavam o Evangelho muitos foram salvos porque o Espírito Santo estava no meio deles aplicando a Palavra de Deus àqueles a quem Deus estava salvando.
    Vimos, anteriormente, que o Deus de Pentecostes derramou o Seu Espírito Santo. Esta linguagem nos relembra água derramada de um tanque. E esta é exatamente a imagem que Deus está nos passando. Ele afirma em Isaías, capítulo 35, versículo 1:

O deserto e os lugares secos se alegrarão disto; e o ermo exultará e florescerá como a rosa.


    E Deus continua nos versículos 6 a 10:

Então os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo. E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos.E ali haverá um alto caminho, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para aqueles: os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão. Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele. E os resgatados do Senhor voltarão, e virão a Sião com júbilo, e alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido.

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    A doutrina é que antes do Evangelho chegar ao mundo, havia um deserto espiritual. Era um deserto espiritual. Quando a água é derramada na areia do deserto, as plantas começam a crescer. A água é o Evangelho tal como aplicada pelo Espírito Santo às vidas daqueles que Cristo veio salvar. As plantas que desabrocham em seguida são aquelas que se salvaram assim que ouviram o Evangelho.
    Como trazer o Evangelho para um mundo que é um deserto espiritual? Deus, certamente, poderia ter usado anjos ou ter salvado todos os que desejasse salvar, sem a ajuda de ninguém.
    Ao sermos purificados dos nossos pecados, identificamo-nos com Cristo tal como Ele defrontou-se com o Juízo de Deus, e, com êxito, voltou da condenação eterna, pois Ele cumpriu totalmente a punição pelos nossos pecados, determinada pela lei de Deus. Portanto, assim como os israelitas foram batizados em Moisés, o cristão que foi purificado do seu pecado, é batizado em Cristo.
    Nesse versículo a imagem de Cristo é apresentada como uma rocha da qual fluiu a água do Evangelho. Novamente, Israel é usado como exemplo daqueles que foram salvos, pois eles receberam a vida eterna de Cristo, beberam da água do Evangelho e, portanto, nunca mais sentirão sede (João 4:14).
    A afirmação final neste trecho salienta que mesmo Israel sendo um exemplo para todos os cristãos, eles permaneceram sob a ira de Deus, pois eles jamais se salvaram.

Os cristãos: instrumentos do Evangelho em todo o mundo

    Na divina economia de Deus, Ele escolheu usar os cristãos como os instrumentos para trazer o Evangelho ao mundo. O Espírito Santo estava derramado como água nas vidas dos cristãos, tanto que eles poderiam ser os pequenos instrumentos para difundir o Evangelho em todo o mundo. Ao citar esse fato, Deus usou a linguagem “cheio do Espírito Santo”. Os cristãos estão cheios do Espírito Santo, tanto que eles são usados por Deus para levar a Sua tarefa de evangelização ao mundo.
    Antes de Pentecostes, alguns cristãos eram chamados de profetas. Abraão, Noé, Davi, Jeremias, e outros, eram chamados de profetas. Profetas deviam profetizar, e o mundo no qual el

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profetizavam era o mundo dado por Deus, pois não estava nos planos de Deus evangelizar o mundo antes da crucificação, e o cristão médio não estava qualificado para ser um profeta.
    Deus falou da aptidão para ser um profeta estando cheio do Espírito Santo. A verdade é que, tal como aprendemos anteriormente neste estudo, o Espírito Santo habita em cada cristão. Caso contrário, ele não seria um cristão verdadeiro, mas em todo o Velho Testamento não lemos que um cristão tenha sido um profeta ou estar cheio do Espírito Santo.
    Em Pentecostes, cada cristão recebeu uma ordem para ser profeta. Em Atos, capítulo 2, versículos 17 e 18, nós lemos:

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos. E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas naqueles dias, e profetizarão.



Assim, no início de Pentecostes, cada cristão tornou-se cheio do Espírito, isto é, ele se tornou qualificado e ordenado para ser um profeta.



    Assim, no início de Pentecostes, cada cristão tornou-se cheio do Espírito Santo, isto é, ele se tornou qualificado e ordenado para ser um profeta. Isso é um forte contraste aos poucos que, antes de Pentecostes, estavam cheios com o Espírito Santo para que eles pudessem anunciar a mensagem de Deus. Como exemplos, temos João Batista, que estava cheio do Espírito Santo já desde o ventre da sua mãe (Lucas 1:15), pois ele anunciou a vinda do Messias. Nós lemos que a sua mãe Elizabete “... foi cheia do Espírito Santo. E ela exclamou...” (Lucas 1:41-42). Lemos, também, que o seu pai “E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo, e profetizou, dizendo: Bendito o Senhor Deus de Israel” (Lucas 1:67-68). Junto

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com outras passagens, estas eram as exceções.
    De fato, não lemos que os apóstolos foram cheios do Espírito Santo antes do tempo de Pentecostes. Eles estavam sendo treinados para a evangelização, como Jesus lhes ensinou, e estavam sendo enviados aos lugares em duplas, mas eles não poderiam ainda começar a missão atribuída a todos os cristãos até Pentecostes. Naquele dia “todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar...” (Atos 2:4).
    Em João, capítulo 20, versículos 22 e 23, Jesus encarregou dez dos discípulos para iniciarem a igreja do Novo Testamento:

E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.


    Mas até o advento de Pentecostes, Deus não iniciaria a igreja do Novo Testamento, pois os apóstolos estavam cheios do Espírito Santo.
    Assim, podemos concluir que a linguagem da Bíblia que afirma que somos batizados no Espírito Santo reúne dois aspectos do plano de salvação de Deus. Em primeiro lugar, significa que os pecados dos cristãos são purificados. Depois, significa que nós somos qualificados e encarregados de proclamar o Evangelho para o mundo. Os pecados dos cristãos já haviam sido purificados antes de Pentecostes, mas eles não estavam encarregados nem qualificados para trazer o Evangelho, até que estivessem cheios do Espírito Santo naquele dia de Pentecostes.
    Portanto, podemos estar seguros que não pediremos alguma espécie de segunda bênção depois de sermos salvos. No momento da salvação, os nossos pecados são purificados; ressuscitamos; o Espírito Santo habita em nós; temos a nossa fé; arrependemo-nos; e estamos cheios do Espírito Santo. Por estarmos cheios do Espírito Santo no momento da salvação, também estamos qualificados e encarregados por Deus para trazer o Evangelho para o mundo.
    À medida que continuamos o nosso estudo, outras questões poderão ser acrescentadas. O que diz a Bíblia sobre a água do batismo? Ela é controlada por Deus? Quem é batizado com água?

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Qual é a maneira bíblica de aplicar o batismo com água? Existe uma oração espiritual própria ao ato do batismo com água? Estas são algumas das questões que trataremos no próximo capítulo.


CAPÍTULO 3